CRÔNICAS


Uma aventura no Méier

por Carlos Castelo

Rindo do Rio

Hoje, no Rio, aprendi que o Waze, além de aplicativo de trânsito, pode ser uma experiência religiosa.

Chovia. Eu ia de Copacabana com minha filha para o Rock in Rio. O motorista perguntou se podia seguir o Waze. Autorizei. Pouco depois, atravessávamos ruas que me pareceram cenário de filme policial.

— Onde estamos?
— Méier.

Animei-me. Pensei em Millôr Fernandes, nascido ali. Cultura sempre acalma.

— Aqui é tudo Comando Vermelho, patrão — acrescentou ele.

Parei de pensar em Millôr e comecei a pensar em Deus.

O motorista, contudo, estava tranquilo. Contou que sobe morros, entra em comunidades, leva passageiros. No Pavãozinho, descendo de um baile funk, quatro homens de fuzil o pararam. Ele seguia o protocolo: vidros abertos, pisca-alerta ligado.

— Estou deixando passageiro.
— Vai, irmão.

Mais abaixo, dois outros com metralhadoras tornaram a pará-lo. Ouviu-se um tiro. Um deles olhou para o alto. De algum lugar veio o grito:

— Libera que é Uber!

Perguntei se ele não tinha medo dos traficantes.
Riu.

— Deles, não. Tenho medo é da polícia. Vira e mexe inventam alguma coisa e lá se vão cem contos.

Chegamos à Linha Amarela. Ele desligou o Waze e voltou ao aplicativo do Uber.
Deus, por via das dúvidas, continuou ligado.


Publicado em 10/09/2026




Partido Político S.A.

por Carlos Castelo

A nova política


- E aí, fechou com o contador?

- Tá quase. Ele disse que nunca abriu firma pra vender voto, mas que sempre tem a primeira vez.

- Importante é ter nota fiscal. Porque sem nota, como é que a gente comprova o caixa dois?

- Exato! Transparência acima de tudo.

- E sobre a campanha?

- Já tá engatilhada. O marqueteiro bolou um slogan: "Mais blindado que carro-forte."

- Fera! Só falta botar a logomarca: um cadeado rindo.

- Aliás, viu a PEC da Blindagem? Passou.

- Vi, truta. Agora se a gente roubar um banco, a Polícia Federal tem que pedir autorização pro dono do Congresso.

- Ou pra mãe da gente. Mais fácil, né?

- Fiquei pensando, se todo mundo tiver foro privilegiado, não vai ter mais fila no presídio.

- Só fila no bufê do coquetel de posse.

- E as promessas de campanha?

- Ué, as mesmas de sempre: emprego, saúde, educação.

- Mas a gente entrega?

- Claro que não, velho! E prometer é barato, não paga imposto.

- E a oposição?

- Oposição é a gente mesmo. A gente funda outro partido, faz uma briga inventada na televisão e pronto: democracia!

- Mano, isso tá virando um negócio de família.

- Já é. Meu menino de quatro anos tá treinando pra deputado. Sabe falar "meus queridos eleitores" direitinho.

- A minha já aprendeu a pedir vista na escola. Professora nunca mais corrigiu prova dela.

- Então, tamos combinados: CNPJ na praça, slogan blindado, família treinada.

- Isso. Mas e se der alguma zebra…

- Ah, parça, quando der zebra a gente já virou ministro...




Publicado em 18/09/2025




Tropicália de pijama

por Carlos Castelo

Imagens que abalam

Eu confesso. Poucas cenas me abalam tanto quanto ver Caetano Veloso. Ou melhor, ver vídeos de Caetano Veloso de pijama.
Pior: logo após o baiano ganhar um Grammy Global!
É como ver um tigre aposentado, assistindo novela e molhando biscoito no chá de camomila.
Nada contra Caetano — pelo amor de Gal Costa! — o homem é um orixá tropical com discografia de tirar o rebolado da Globeleza. Mas de pijama? Não, Brasil, isso não!
É quase uma agressão visual. É como se o hino nacional resolvesse ser cantado pela minha Alexa.
E a cama dele? Aquela cama alva, imaculada, mais parece um altar de rendição pacífica.
Ah, claro, existem imagens bem mais perturbadoras do que essa. O Sarney fazendo polichinelo, por exemplo, em sua casa no Maranhão. Ou a reprise de Malhação de 1998. Mas Caetano, o rebelde da Tropicália, assim de pijama, lembra um revolucionário de pantufa.
Axé, mano Caetano! E vê se troca esse pijama por uma bata estilosa, vai… A Tropicália nasceu para chocar não pra combinar com travesseiro.


Publicado em 05/02/2026




Museu do Fútil

por Carlos Castelo

A cueca furada

Entre os objetos mais debatidos da Ala Doméstica do museu, poucos geram tanta controvérsia quanto a Cueca Furada. Exposta em vitrine climatizada, ela desafia os limites entre vestimenta, ruína e documento histórico.

Alguns críticos a chamam de "arquitetura têxtil em colapso controlado". Outros, mais pragmáticos, preferem "pano com buraco".

Seu valor museológico reside justamente na ambiguidade: trata-se de peça íntima ou vestígio arqueológico? O furo, cuidadosamente estabilizado com resina neutra, é interpretado por alguns como metáfora do desgaste inevitável; por outros, como protesto silencioso contra a obsolescência do corpo.

Relatórios técnicos apontam que o tecido apresenta uma erosão centrípeta progressiva, expressão que ninguém compreende, mas que soa convincente em simpósios. Já o parecer ético do comitê recomendou proibição de risadinhas durante visitas guiadas, reforçando o caráter solene da exposição.

Pesquisadores divergem sobre a datação: uns falam em uso prolongado nos anos 1990; outros em testemunho de um ciclo de lavagens que ultrapassou o aceitável. A curadoria, prudente, mantém a dúvida em cartelas bilíngues. Afinal, a cueca furada não busca respostas, apenas reconhecimento.


Publicado em 11/10/2025




O antipaciente II

por Vasqs

Vai ficar estocando vida?

Na porta do consultório: Dr Galdêncio, antimédico.
Chamam de dentro:
- O próximo!
Fumacê flutuando em toda a sala.
- Licença.
- Vamos entrando. Galdêncio ao seu dispor.
- Obrigado.
- Sente-se. ...Sobe 13 andares, trabalha 6x1 sem sofrer. Saúde perfeita!
- Isso. E sonhos celestiais.
- Fuma?
- Não.
- Comece. Um maço, pra começar.
- Um maço!
- Por dia, depois dois, até chegar na maconha.
- Não sei se consigo.
- Consegue. Bebe?
- Nos fins de semana, uma cervejinha.
- É pouco. Cerveja até formar barriguinha, depois destilados. Vodka, uísque, até chegar no absinto.
- Não tá muito radical?
- Quer ser normal ou não?
- Quero.
- Beba até brotar olheiras, avermelhar essa cara...
- Pálida. Todo mundo diz.
- Come o quê?
- Frutas, legumes, peixe.
- Troque. Ultraprocessados: enlatados, engarrafados, empacotados. Bacons, salchichas, salgadinhos. Aromatizados, corantizados, sintetizados.
- Ainda tô achando radical.
- O que você pensa? Vai ficar estocando vida? Tocavo pau, carpe dien, viva o dia! Amanhã, já sabe, puf!
- Puf?
- Sexo.
- Que que tem?
- Faz?
- Claro.
- Quanto?
- Fins de semana, quando a patroa tá disposta.
- O sr parece que veio de outra galáxia. Chega mais: manja geometria?
- Nunca fui bom nisso.
- Tá se vendo. Veja por outro ângulo, tem que circular, entende? Convirja com outra.
- Outra?
- Substituta, estepe. Quando faltar uma, tem outra, na paralela.
- Ih, minha mulher é um grude, dr, um emplastro.
- Dê um jeito, apare arestas. Essa vidinha plana, horizontal, ainda acaba com você. A meta é o ponto áureo.
- Puxa, nunca pensei!
- Pense.
- Mais algum coisa?
- $800 reais.
- Puxa,...nunca pensei!
- Geometria, meu caro, geometria. Vida holográfica, esférica!
- Tô descompassado.
- Vai ficar bom. Passe num boteco, agora: bolovo, torresmo, churrasco grego.
- Deixa comigo.
- E corote, quatro garrafinhas!
- Si-sim senhor.
- Ponto áureo, meu caro, ponto áureo!
- Sim, entendi.
- O próximo!


Publicado em 10/09/2026




As coisas que eu vou contar

por Vasqs

Alcançou o violino e compôs uma canção

Após 12 horas de um sono tranquilo, flanante e vaporoso numa rede de rendas, a baiana Norma Letícia acordou transformada em ninguém menos que Geraldo Vandré.

Levantou-se, espreguiçou-se cinco vezes, bocejou-se outras tantas, alcançou o violino, na verdade rabeca, e compôs uma canção a que deu o nome de Pra não dizer que não falei dos mandacarus.

O pai a tinha proibido que tocasse violino. Isso era coisa de hómi macho não de muié fêmea, dizia com a convicção moral de um representante onipotente de um deus idem na Terra.

Agora que era o Vandré, agora podia tocar violino. Inscreveu a canção num festival e foi o primeiro transformista a vencer esse concurso, e em 1º lugar!, desde os anos 60 do século passado. E sem nenhuma vaia da plateia, e sem nenhuma censura de milico obtuso, e sem nenhuma reprovação da crítica jornalística, que era empertigada naquela época como é e será empertigada ad aeternun.

Quando soube da notícia, o pai, furioso, saiu ao encalço dela, agora ele - nunca aceitou que mulher tocasse violino, não seria agora, inda mais sendo essa a própria filha.

Quando a, o, encontrou, foi logo avisando com voz tonitruante de cabra macho* que sempre foi: prepare seu coração!

*(o que é bastante curioso: ou se é macho ou se é cabra).

Sacou um berro e meteu dois balaços no peito dela, agora ele, agora ninguém.

O sangue que jorrou inundou o quarto como o mar da Praia da Tiririca, onde as ondas chegam a 2 m. A Letícia, quase afogando, caiu da rede e acordou de novo, branca como as neves do Monte Kilimanjaro, que fica no lado gelado, que existe sim senhor, lá da África.

Entre assustada, aliviada e feliz com a revelação de um desejo latente, enterrado no subsolo da memória vai saber desde quando, ela pensou que se fosse homem bom seria mesmo que fosse um cara como o Vandré, esse sim, hómi porreta de caráter de aroeira.

Pegou o violino, na verdade rabeca, e compôs De como um homem perdeu seu cavalo, comprou uma moto cinquentinha seminova e saiu por aí - caminhando e cantando...

E saiu ela própria, rabeca no bagageiro, errando sem destino, caminhando e cantando.

E eram essas, enfim, as coisas que eu tinha pra contar e que podem não ter agradado, tanto faz.

Em tempo, o caríssimo e raríssimo leitor já percebeu que essa história absurda é uma imitação chinfrim e, hã... barata, do célebre escritor paraibano Juarez Kafka - também absurdo, também chinfrim e também imitador - autor do estupendo conto O artista, o camponês, o peão de fábrica, o peão de construção, o favelado, o morador de rua, etc, da fome.


Publicado em 31/07/2026




Confessionário

por Nelson Moraes

Perdão é um mecanismo de compensação indulgente

– Padre... Antes de começar, só uma pergunta...
– Pois não?
– Isso aqui no lugar do genuflexório... é uma espreguiçadeira?
– É pra você ficar mais à vontade.
– Certo. É que eu não conhecia o modelo.
– Pode deitar, se quiser.
– Deitar? Mas isso não compromete a concentração do sacramento?
– Quanto mais descontraído e relaxado você estiver, melhor. Pode falar o que lhe vier à cabeça, sem autocensura. Mesmo que saia desconexo. Desliga o superego.
– Desconexo? Mas aí... como o senhor vai saber qual penitência aplicar?
– Olha. Deixa eu te explicar. Penitência, freudianamente falando, não passa de uma sublimação do sentimento de culpa, driblando as barreiras neuróticas de defesa. Assim, as...
– Ahn. Sublimação?
– Sim, Freud discorreu bastante sobre isso na primeira parte de Totem e Tabu. Mas voltemos a você. Qual a lembrança mais remota que te ocorre agora?
– Lembrança, o senhor quer dizer, pecado?
– Não, pecado é terminologia de repressão aprendida. Pode se soltar. Tenta se lembrar da infância. A fase latente. Sua mãe, por exemp...
– Mas eu vim... em busca de perdão!
– Vamos lá. Perdão é um mecanismo de compensação indulgente pra que as neuroses sejam aplacadas temporariamente. O que você deve buscar é a demarcação das raízes de sua neurose, pra que juntos nós...
– Um momento, padre. O senhor é sacerdote de qual ordem?
– ...
– ...
– Padre...?
– Lembra que eu não sou o assunto desta sessão. Estamos aqui pra falar é sobre você.
– Mas... Eu vim me confessar e obter perdão por meus pecados, pelo amor de Deus!
– Escuta. Deixa eu perguntar. Você está sentado?
– Deitado.
– Melhor ainda. Vamos lá. Deus. Então. Enquanto antropomorfização totêmica, a deidade consiste numa projeção mítica coletiva que reflete o... Olha, tem caixinha de Kleenex aí, se precisar, ok?


Publicado em 10/09/2026




What?

por Nelson Moraes

Presidente, o senhor já viu os noticiários de hoje?

– Presidente Trump, o senhor se disporia a ler os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas e da Organização Meteorológica Mundial, que comprovam o aumento da temperatura média global e a concentração de gases de efeito estufa?
– What?!? É mais fácil um maldito africano muçulmano socialista ganhar a prefeitura de Nova York do que eu ler esses manifestos comunistas!
– Mmmmm... Presidente, o senhor já viu os noticiários de hoje...?
– What?!? Os relatórios desses terroristas climáticos saíram nos noticiários também? Pois é mais fácil algum maldito esquerdista ser eleito presidente da CPI do Crime Organizado lá no Brasil do que eu ler esses panfletos manipuladores! Agora me diz: já que a paz na Faixa de Gaza tá selada em definitivo e nenhum ataque mais ocorreu, quando é que eu vou receber algum maldito prêmio por isso?
– Ahnnn... Presidente...
– What?!?


Publicado em 05/11/2025




AGENDA

Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
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Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso