CRÔNICAS


Carta aberta ao povo dos Estados Unidos do Brasil

por Carlos Castelo

Sobre uma fuga em que não fugi

Antes de mais nada, quero agradecer ao presidente Milei, ao presidente Trump e a todos os presidentes que, ao contrário de mim, conseguiram ser presidentes.

Agradeço particularmente ao maravilhoso povo americano por me acolher. Sempre admirei os Estados Unidos, sobretudo por ficarem tão longe do Brasil. O presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão. Principalmente da dele. Quanto à dos outros, ainda está examinando o assunto com seus advogados.

Na noite de domingo, assisti estarrecido a uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. Eu estava vencendo até começarem a contar os votos. Foi uma covardia matemática.

Lula recebeu mais de dez milhões de votos adicionais no segundo turno. Dez milhões! Ora, qualquer pessoa familiarizada com a matemática sabe que, quando se acrescentam dez milhões a um número, ele fica dez milhões maior. É uma manipulação aritmética que precisa ser investigada.

O Supremo Tribunal Federal, não satisfeito em contrariar minhas expectativas, resolveu contrariar também meu resultado. Estenderam o horário de votação, numa manobra destinada a permitir que pessoas que ainda não haviam votado cometessem a imprudência de votar.

Eleitores foram submetidos a regras diferentes. Uns votaram em mim. Outros, inexplicavelmente, não. Essa desigualdade é incompatível com a democracia que pretendo restaurar.

Houve também abuso do poder econômico, uso da máquina pública e compra de consciências. Não tenho provas de tudo isso, mas tenho convicções. E uma convicção vale por mil provas, especialmente quando as provas não aparecem.

Exijo, portanto, a cassação da chapa vencedora. Não por interesse pessoal, que jamais tive, mas pelo interesse superior da pátria em me ver presidente.

Sete minutos depois da eleição, começou a perseguição política. Sete minutos! Cronometrei. Não há demonstração mais evidente de conspiração do que a pontualidade. No Brasil, nada funciona no horário, a menos que seja contra mim.

O juiz que me persegue não deveria estar julgando ninguém, especialmente a mim. Considero-me perfeitamente habilitado a julgá-lo, pois a Justiça só é independente quando concorda comigo.

Não era minha intenção deixar o Brasil. Tanto não era que comprei a passagem com antecedência, para evitar decisões precipitadas.

Alguns chamam isso de fuga. Protesto! Fugir é abandonar o país contra a própria vontade. Eu o abandonei de forma espontânea, contra a vontade do país.

Quero deixar claro que não existe mandado de prisão contra mim. É isso que torna minha fuga tão necessária. Se eu esperasse por um mandado, estaria permitindo que a Justiça determinasse o momento da minha viagem. E sou um homem livre.

Meu pai foi perseguido. Eu sou perseguido. Todos os que nos apoiam são perseguidos. Há quem veja nisso um problema com a Justiça. Eu vejo um problema ainda maior: a Justiça insiste em existir independentemente da nossa família.

Não aceito o resultado das eleições. Não aceito as decisões judiciais. Não aceito as instituições. Aceito apenas a democracia, desde que não insista em funcionar.

Por fim, afirmo que jamais abandonarei o povo brasileiro. Continuarei ao seu lado, mesmo estando a milhares de quilômetros, protegido por outro governo, falando outra língua e, se possível, usando outro passaporte.

Voltarei ao Brasil assim que forem restabelecidas as condições democráticas fundamentais: minha vitória, a derrota do adversário e a abolição da contagem de votos.

Não sou um presidente derrotado. Sou um presidente eleito por uma maioria que, infelizmente, votou no outro candidato.


Publicado em 29/10/2026




Questão de desordem

por Carlos Castelo

Data vênia é a mãe!

— Vossa Excelência acaba de transformar voto vencido em personalidade jurídica.

— Protesto. Seu argumento é manifestamente inepto e carece de repercussão geral até na sua residência.

— Peço respeito.

— Respeito é matéria preclusa desde sua última sustentação.

— Isso é agressão pessoal.

— Não. É controle concentrado de impertinência.

— Invoco a jurisprudência desta Corte.

— Qual? A que Vossa Excelência cita pela metade ou a que não leu?

— A mesma que impede ministro de confundir convicção com Constituição.

— Obiter dictum.

— Obiter é seu voto. Dictum é o que todos pensam.

— Presidente, questão de ordem!

— Indeferida por ausência de ordem.

— Vossa Excelência é um embargo de declaração humano: interrompe, repete e não esclarece.

— E Vossa Excelência então? É agravo interno: insiste contra decisão unânime da realidade.

— Isso constará em ata.

— Finalmente sua tese terá algum registro.

— Suscito sua suspeição.

— Suscito sua alfabetização hermenêutica.

— Observe o decoro!

— Impossível. Já estamos no seu precedente.

— Há limites para a imunidade funcional.

— Concordo. Sobretudo funcionais.

— Retiro-me do plenário.

— Pedido prejudicado.

— Por quê?

— Porque, juridicamente, Vossa Excelência já estava ausente desde o relatório.

— Babaca!

— Termo não técnico.

— Nesse caso, aguardo a súmula vinculante.


Publicado em 17/09/2026




Ninfas e veneráveis senhores

por Carlos Castelo

O jornalismo por assinatura no Brasil virou um espetáculo de auditório.

O jornalismo por assinatura no Brasil virou um espetáculo de auditório: falso e coreografado para parecer espontâneo.

O noticiário conta duas alas principais: a das ninfas do teleprompter e a dos patriarcas da passagem de pano.

As ninfas possuem rostos jovens, dentes que brilham mais que o próprio estúdio e anunciam guerras, corrupção e pedofilia com o mesmo timbre que usariam para sugerir um novo sabor de iogurte. A tragédia é apenas uma pausa incômoda entre dois closes perfeitos. O importante não é o conteúdo, mas a prova de que a maquiagem sobreviveu a mais um bloco.

Na outra ponta, os veneráveis senhores: vozes graves, sobrancelhas arqueadas, ares de sabedoria. São os sacerdotes da contextualização. Diante de uma traição à pátria, explicam que “é preciso entender as complexidades do processo”; frente a uma censura explícita, murmuram que “é uma adaptação necessária às circunstâncias”. São como tapeceiros de luxo: o escândalo entra manchado de lama, sai perfumado e dobrado com fita de seda.

Assim, o jornalismo televisivo deixou de ser o cão de guarda da democracia para virar um poodle tosado em pet shop de shopping. Não morde, apenas abana o rabo quando o dono da emissora acena com um biscoitinho. O espectador, por sua vez, não parece incomodado. Liga a TV para ser embalado, não desafiado. Quer ver sorrisos simétricos e ouvir justificativas confortáveis. E isso o jornalismo de hoje entrega com eficiência cirúrgica.

O resultado é simples: em vez de notícia, recebemos anestesia; no lugar de análise, maquiagem; ao contrário de jornalismo, novela mal escrita.

E é nesse cenário de novelas mal ajambradas que o cinema brasileiro decidiu dar sua contribuição. O diretor Bruno Barreto, talvez inspirado pela dramaturgia ensaiada dos telejornais, resolveu que o país precisava de mais uma cinebiografia. E qual personagem escolhido para virar drama de duas horas? Miriam Leitão. Sim, a musa dos editoriais mornos de economia

E não será qualquer Miriam Leitão. Será uma Miriam Leitão interpretada por Sônia Braga. Aquela mesma, de “Gabriela”, de “Dona Flor”, de “Aquarius”. A atriz que entusiasmou Hollywood e Cannes agora vai colocar um tailleur bege e se emocionar ao falar de taxa Selic. É como chamar o Tom Cruise para estrelar um tutorial do imposto de renda Pessoa Física.

Se a ideia era criar empatia, Barreto acertou em cheio: afinal, nada como transformar uma jornalista que representa a voz mais conservadora da elite econômica em protagonista trágica. Porque todo país precisa de seus heróis. Uns têm Mandela, outros têm Gandhi, o Brasil terá Miriam Leitão.

E já imagino a divulgação do longa:

— Do diretor de Dona Flor e Seus Dois Maridos, vem aí Miriam Leitão e Seus Dois Indexadores.


Publicado em 07/10/2025




Vaidade com ata

por Carlos Castelo

Sobre cágados e jabutis

O Prêmio Jabuti é uma dessas instituições que todo escritor despreza com independência feroz até o instante em que seu nome aparece na lista. Nesse momento, a independência é substituída por uma nota oficial de agradecimento.

O nome é perfeito. O jabuti anda devagar e se protege dentro da própria carapaça. Não conheço metáfora melhor para um júri.

Todo prêmio literário parte de uma premissa: reunir meia dúzia de pessoas e pedir que decidam qual foi o melhor livro entre centenas que mal tiveram tempo de abrir. A literatura chama isso de curadoria. Em outros ramos, chama-se amostragem.

Depois vêm as categorias. São tantas que em breve haverá Jabuti de Melhor Livro Não Premiado em Nenhuma Outra Categoria. É uma boa solução: democratiza-se a frustração.

Os vencedores dizem que prêmio não importa. Os perdedores dizem a mesma coisa, mas com convicção ainda maior.

Também há os jurados, criaturas misteriosas escolhidas por critérios que ninguém conhece, o que lhes confere a autoridade dos oráculos e a transparência dos conclaves.

Apesar de tudo, não sou contra o Jabuti. Muito pelo contrário. O escritor brasileiro precisa de reconhecimento. O dos leitores seria preferível, claro. Mas não se pode exigir tudo.


Publicado em 01/10/2026




Os sonhos do Lupércio

por Vasqs

Imaginou e pôs em prática um plano sui generis

Um deles era ser entrevistado: como os atores, os cantores, os escritores e os jogadores de futebol.
Imaginou e pôs em prática um plano sui generis: ajudou a atravessar uma velhinha e largou ela no meio da avenida. A velhinha fez um baita dum escândalo, chamaram a polícia, e ele, o Lupércio, foi parar na delegacia. Batata! Como ele queria, foi entrevistado pelo delegado.
O delegado disse bom dia, como vai? e ele respondeu que tudo bem.
– Cafezinho?
– Obrigado, não.
– Seu nome?
– Lúcio Lupércio.
– Profissão?
– De tudo um pouco.
– Ovos em várias cestas... muito bem! Formado?
– Fiz o primeiro ano do colégio e parei.
– Por quê?
– Muito trabalho, dr. Um dia eu completo.
– Ótimo. Casado?
– Com a Lena Lenita, um anjo de mulher. Somos do mesmo signo!
– Não diga, eu também! Quer dizer, eu e minha mulher somos Peixes.
– Nós somos Sagitário. Março; ela 5, eu 18.
– Belo signo, vão viver eternamente juntos.
– É mesmo?
– É o que dizem os astrólogos.
– Nunca brigamos, fomos feitos um para o outro.
– Tá vendo? Nós também. Filhos?
– Duas. Laura Lúcia e Lídia Lair. A mais nova 5, a mais velha 8.
– Ah, mocinhas! Moram onde?
– Comigo.
– Onde?
– No Cambuci. Casinha simples, sabe?, herança de papai. Comprou com dificuldade, 30 anos pagando.
– Lar doce lar! Tão bom ter uma casa.
- Tem até jardim. Minha mãe que fez, rosas de todo tipo.
– Gosta?
– Eu que cuido, mamãe aprendia na TV, com a Xênia, lembra da Xênia?, e me ensinava. Faço até enxertos.
– Que cor prefere?
– Qualquer uma. Me comove a beleza que traz a primavera com a florada do ipê amarelo.
– Lindo, né? Também tem o branco.
– Sim, com aquela atmosfera nórdica.
– A igualdade é branca!
– A paz é branca.
– Algum sonho?
– Ser entrevistado.
– Está realizando!
– Nem acredito. Também queria apresentar um de jornal de TV.
– Mesmo? Que nem o Tralli?
– Que nem o Bonner. Eu e a Lena Lenita apresentando o Jornal Nacional, aquela elegância, aquele jogral, aquele boa noite!...
– E ela?
– Quem?
– A Lena Lenita, também sonha com isso?
– Não, o dela é ser aeromoça.
– Ah, as mulheres!, sempre sonhando alto... Bom, acho que nosso tempo acabou.
– Passou rápido.
– Volte sempre.
– E a velhinha?
– Impertinência de velha. Dá-se um jeito.
– Obrigado,dr.
– Ah, só mais uma coisa: o que acha da polícia de São Paulo?
– Bom...
Corta!
Não foi nada disso. O delegado nem quis saber do Lupércio, mandou ele direto pra cadeia, aos berros.
Dois cascudos: “E se fosse sua avó?, e se fosse sua tia?!”. E um pé na orelha: “E se fosse sua mãe?!”.
Após três dias vendo o sol nascer com quatro lados iguais e paralelos dois a dois, foi solto com a advertência: “Na próxima, pega um mês na penitenciária e vai apanhar até ficar mais inchado que um bauicú-de-chifre”.
Em casa, encontrou a Lena Lenita, bico de garça, comprido e pontiagudo.
Pegou um mês dormindo no sofá. Um mês de abstinência.


Publicado em 14/10/2026




Desabafo ou A ética sacripanta dos marqueteiros

por Vasqs

Arcabouço mercadológico projetado

Passei por um funcionário de um supermercado, devidamente uniformizado, encostado num poste - ele, não eu; eu, se passava, não poderia estar encostado num poste - amassando, ele, um copinho de água e me disse boa tarde. Mais à frente, uns 10 metros, outro, esse fumando, também me desejou boa tarde.

Minha vontade foi de mandá-los se ferrar - reajam, seus bundões submissos! - mas sou daqueles sensíveis às humanidades, ademais era um domingo e puta que pariu como é foda que um sujeito tenha que trabalhar num domingo e ainda ter que dizer boa tarde a quem passa! - apenas respondi educadamente boa tarde.

Então me lembrei dos marqueteiros, essa gente de palha, que, ao contrário, pouco se dá às humanidades, tampouco se lixa que trabalhem os empregados, não seus filhos, não suas esposas, não seus netos, aos domingos, feriados, nas madrugadas, estejam eles sãos, de perna quebrada ou com febre de 40°.

Nos supermecados e lojas é até comum ver os empregados, obrigados pela fecunda criatividade dos marqueteiros, a usar touquinhas de Papai Noel, quando da época do Natal. Já vi, juro, até vestidos com orelhinhas de coelho, nas proximidades da Páscoa.

Tem quem vista seu cachorrinho com roupinhas graciosas, lençinhos do time de futebol, sapatinhos,... Mas cachorrinhos são bichos, pode-se fazer com eles o que quiserem, até comer - os bichos, não os cachorrinhos. Os bezerrinhos, carneirinhos, cabritinhos, porquinhos, afinal , já nascem e são criados pra isso, pra materializar receitas saborosas que existem antes mesmo de eles nascerem.

Empregados são empregados, mas não são bichos, não são cachorrinhos, embora os marqueteiros nunca considerem essa hipótese.

Torcedores, encapsulados na sua paixão e na sua inocência, pagam uma fortuna pra ser outdoor ambulante, tipo homem-placa, comprando e vestindo e saindo por aí com a camisa do clube, que traz estampada a marca de um produto em letras garrafais. O próprio clube é hoje um grande produto, e o jogador creditado nas costas, também.

E vestem, os torcedores e também os "pagãos ", os que não torcem pra nada, roupas, calçados e bonés do clube, e de um banco, e de uma marca de desodorante, e não cobram um centavo pelo tempo de uso, ao contrário, pagam, e caro: uma camisa do clube predileto não sai por menos que $300.

Não xingaria ninguém, os funcionários do supermercado cumpriam ordens, que sorrissem e cumprimentassem como papagaios, qualquer um que passasse, mesmo que não fossem fregueses, um dia poderiam ser, em potencial já eram. O comportamento era mais uma obra brotada do cérebro iridescente e da ética sacripanta dos marqueteiros, e, por assim dizer, parte do arcabouço mercadológico projetado por eles.

Um dia vão trabalhar, os funcionários, como cosplay de garrafa de refrigerante, de lata de sardinha, de pote de iogurte, de tubo de detergente contaminado.Todos sorrindo e dizendo boa tarde.

Não xingaria ninguém, a não ser essa gente pulha, chamada marqueteiros, que vive de burlar as leis abolicionistas e de humilhar em nome do pai, do filho e do lucro santo.

Pergunto o que o marqueteiro acharia de ver a mãe, a dele, como boneco biruta, braços erguidos, rebolando a bunda na frente da borracharia.

Nada, ele responderia. Eu vendi ela faz tempo.


Publicado em 17/08/2026




Sweet memories*

por Vasqs

Quando se trata de sexo...

O personagem de O Complexo de Portnoy roubava bifes de fígado da geladeira da mãe e usava para se masturbar. Grande ideia. Philip Roth deve ter sacado essa do seu tempo de moleque. Moleque é um Vesúvio de testosterona, quando se trata de sexo inventa mais que o Thomaz Edison.

1
O Narciso ganhou uma égua de presente da avó. A cidade ainda não sabia se era urbana ou rural, tinha espaço e ruas de terra. O Narciso, 11 anos, subia numa cerca, posicionava a égua e dava um crau no bicho. Diziam que também usava galinhas, porcos e cabras.

A anedota era assim:

- O que você vai ser quando crescer, Narciso?

- Tarado.

Com 15 anos já tinha engravidado uma moça mais velha que ele 8 anos.

2
Também tinha o Tenório, o carroceiro. Orgulhava-se de ter uma minhoca especialmente avantajada. 23 centímetros!, bradava. Dizia que dava nó e chamava os moleques no banheiro pra mostrar, como uma aberração de circo de horrores. Só não cobrava, o preço era a perplexidade dos garotos, fazia bem pro seu ego.

Uma vez o Silvinho levou uma trena.

- 18 cm! - protestou – e não 23!

O Tenório deu um sorrisinho triunfante:

- E você acha pouco?

3
O Sakata tinha dinheiro no bolso, era filho de fazendeiro. Uma tarde apareceu com um pacote de catecismos – mais de 50! -, um quadrinho pornô, espécie de educação sexual da garotada da época. Comprava todos, devia ser o maior comprador de catecismos da cidade. Queria que o Hugo levasse pra casa, emprestaria por quanto tempo quisesse. Seus pais andavam desconfiados.

O Hugo disse: e os meus? Mas levou.

Num mês, já tinha lido tudo.

Até que lá um dia, quando saía do banheiro, tomou uma bronca da mãe e um pescoção do pai, tudo ao mesmo tempo.

Não que tivessem desconfiado, mas pelo tempo que o Hugo ficava no chuveiro, devia ser ele o responsável: a conta de luz estourou naquele mês.



4

Os bailinhos eram chamados de roça-roça. Mesmo o da Igreja. É, tinha um que funcionava no salão da igreja, com rock, Beatles e tudo mais.

Todo fim-de-semana tinha roça-roça na igreja.

Father Mackenzie remendava suas meias enquanto John Lennon, no salão, pecava fungando no cangote da Eleonor Rigby: oh, giiiirl, sffffsh!...

Esses bailinhos eram a contradição do crescei-vos e multiplicai-vos e ao mesmo tempo uma preliminar de quem fosse pro inferno, porque a coisa era mais torturante que o band aid do João Bosco. As moças eram terrivelmente recatadas, quase freiras, de maneiras que crescei-vos, sim, mas multiplicai-vos, nem pensar: só depois de casadas.

Um cinto da castidade invisível e mais resistente que os da Idade Média fazia as vezes de polícia da moralidade: eram os olhos lancinantes (e invejosos) do padre, do pai, da mãe, das tias, do delegado, do juiz, dos vizinhos, e, claro, os onipresentes de Deus.

E afinal eram o que explicava o Narciso, o Sakata, o Tenório, os catecismos pornô...

E muito provavelmente também os bifes de fígado nas mãos do Portnoy.



* Nada é mentira.


Publicado em 07/02/2026




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




Mick Jagger entra num bar...

por Nelson Moraes

Droga! Perdi a aposta.

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção brasileira.
– Ih – diz o barman. – Perdi minha aposta.
– Apostou em quem? – pergunta o Mick.
– No Boston Celtics.
– Mas o Celtics não joga futebol.
– Pois é – arremata o barman. – A seleção brasileira também não.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção inglesa.
– Droga – diz o barman. – Perdi a aposta.
– Ué – diz o Mick. – A Inglaterra nem jogou ainda.
E o barman:
– É que eu apostei que o Keith Richards é que ia aparecer.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção iraniana.
– Oba – diz o barman. – Ganhei a aposta.
– Como assim? – diz o Mick. – O jogo com a Nova Zelândia terminou empatado.
– Não – explica o barman. – Eu apostei que você não ia sair inteiro desse estádio hoje.


Publicado em 16/06/2026




Escolinha filosófica do professor Platão

por Nelson Moraes

Como morreu Sócrates?

PROFESSOR PLATÃO: Seu Aristóteles!
SEU ARISTÓTELES: (tira um lenço da túnica e o abana) Amado mestre, deixai que a emanação de tua sapiência irradie ondas de virtude intelectual, e que eu seja o glorioso receptáculo delas!
PROFESSOR PLATÃO: (entediado) Tá bom, seu Aristóteles. Me responde: como morreu Sócrates?
SEU ARISTÓTELES: (se paralisa, franze a testa e entorta a boca) N-não... N-não acredito... Sossó morreu? Não! Parece que foi ontem, que a gente, lá na Ágora, fazia um churrasco grego, e ele, líder do grupo "Sossó pra Contrariar", mandava um pagode em homenagem ao Heráclito, "Foi um rio que passou em minha vida, e nele duas vezes eu não posso entrar"... Mas me diz então, amado mestre... Do que morreu Sossó?
PROFESSOR PLATÃO: (impaciente) Mas foi isso que eu perguntei, seu sofista safado! (respira fundo) Olha, eu não devia, mas vou te ajudar. Sócrates morreu porque bebeu ci... Porque bebeu ci...
SEU ARISTÓTELES: (tendo uma epifania) Captei! Captei vossa mensagem, ó prestimoso guru! Sócrates morreu porque bebeu cinco barris de Itaipava, e se desidratou com a diarreia!
PROFESSOR PLATÃO: (desanimado, e dirigindo-se a PTOLOMEU DE ALEXANDRIA) Seu Ptolomeu, me socorra.
SEU PTOLOMEU DE ALEXANDRIA: Pois não, mestre. Sócrates morreu porque tomou cicuta, como sentença por ter atentado contra os costumes atenienses e pervertido a juventude!
(Todos vaiam e jogam pergaminhos amassados em SEU
PTOLOMEU DE ALEXANDRIA. Apesar disso o PROFESSOR PLATAO deixa escapar um "Cabra bom. Queria ter um escriba assim...")
PROFESSOR PLATÃO: (retomando as perguntas) Seu Epicuro! Me defina o atomismo!
SEU EPICURO: Então, professor, vinha eu de Siracusa pra Atenas, quando passei por uma feira e vi uma linda peça em formato esférico, que me lembrou a noção platônica da perfeição no mundo das ideias! Pensei: "Por que comprar, por que não comprar?", e aí comprei, tá aqui, é um presente, aceite de coração!
PROFESSOR PLATÃO: (revira os olhos, numa cara de "lá vamos nós")
Não, era só isso mesmo.


Publicado em 09/11/2025



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.