CRÔNICAS


Olinto

por Carlos Castelo

Diálogos contemporâneos

— Olinto, você está despedido.

— Finalmente uma promoção.

— Promoção?

— Passei de problema interno para problema do mercado de trabalho.

— Não zombe de mim.

— Não estou zombando. Se estivesse, cobraria consultoria.

— Você chegou atrasado todos os dias.

— Um exagero. Houve domingos em que não cheguei.

— Também discutia com os clientes.

— Corrijo: eu fazia o cliente sair tão confuso que esquecia por que tinha reclamado.

— Um cliente disse que você o chamou de ignorante.

— Mentira. Eu disse que ele era especialista em desconhecimento. Ignorante seria simplificar.

— Você não respeita hierarquia, Olinto.

— Respeito tanto que mantenho distância dela.

— A empresa precisa de disciplina.

— Contratem um sargento então. Sai mais barato que RH.

— Seja razoável.

— Ser razoável nunca coube no meu salário.

— Você fracassou aqui.

— Discordo. Eu só fracassei durante o expediente.

— Não encontrará emprego com esse temperamento.

— Sempre existe outra empresa precisando de alguém para culpar.

— Tem alguma última palavra?

— Tenho várias. Economizei durante anos porque o senhor nunca me deixava terminar uma frase.

— Então termine.

— O senhor acha que está me expulsando. Na verdade, está me promovendo a ex-funcionário. É o único cargo desta empresa sem reuniões.

— Passe no financeiro.

— Pretendo. Quero finalmente conhecer o dinheiro. Até hoje só tive notícias dele por testemunhas.

— Adeus, Olinto.

— Adeus, chefe. O senhor tem futuro. E eu espero sinceramente não estar nele.







Publicado em 22/07/2026




Patrulha ideológica 2.0

por Carlos Castelo

Sobre a profecia de Cacá Diegues

Lá nos idos da ditadura, a patrulha ideológica usava coturno e bigode grosso. Hoje, ela toma café orgânico, tem arroba no nome e fiscaliza de smartphone na mão, com o dedão sedento por cancelar até receita de avó que usa margarina.

Cacá Diegues, visionário que foi, cunhou o termo. Mal sabia ele que, em pleno 2026, a patrulha voltaria reencarnada em avatares com bandeirinhas de causas no perfil e senso de humor em extinção. A diferença? Antes você era preso. Agora, você perde seguidor: o que, admitamos, dói mais em certos influenciadores do que perder um rim.

Hoje, ideologia virou sistema binário: ou você concorda 100%, ou é tratado como inimigo público. Nada de meio-termo, nuance ou reflexão. É amar ou odiar, lacrar ou ser linchado. Discordar virou crime de opinião. E o tribunal é o feed.

Marx dizia que a história se repete como farsa. Mas não avisou que, na reprise, viraria série interativa: Black Mirror com filtro do Instagram.

Sim, os novos tempos parecem cada vez mais os velhos. A diferença é que, agora, a censura vem com emoji. E dói mais quando é de palhacinho.


Publicado em 13/01/2026




O prompt do Tarcísio

por Carlos Castelo

Sou tipo uma pizza meia-calabresa, meia-marguerita.

Usuário (Tarcísio):

Olá, IA. Preciso de ajuda. Estou num nó pior do que trânsito na Marginal Tietê às seis da tarde. Veja só:

1. Tenho que apoiar o Bolsonaro. Afinal, devo minha eleição a ele. Se eu finjo que não apoio, o clã dele vem pra cima de mim com mais força do que as pancadas que dou em martelo de leilão.

2. Mas se eu apoio demais, o empresariado paulista me olha torto. Isso porque o banana do Bananinha foi pedir penico ao Donald e eu fui eu quem pagou o pato. E esses empresários não são de protestar à toa: eles têm colunas na Folha, assinam editoriais e, pior, fecham a torneira do financiamento de campanha.

3. Além disso, quero ser candidato a presidente em 2026. Quer dizer, não quero. Quer dizer, quero, mas não posso querer oficialmente. Se eu disser que sou o nome, o clã Bolsonaro vai dizer que sou ingrato, oportunista, falso paulista de Goiás. E, se bobear, mandar os kids pretos pra cima de mim.

Resultado: sou tipo uma pizza meia-calabresa, meia-marguerita. Todo mundo reclama, mas todo mundo pede.

Pergunta: Como é que eu saio dessa? Como apoio sem apoiar, e como viro candidato sem virar candidato?

 

Resposta da IA:

Caro Tarcísio, você está descobrindo agora o que qualquer camelô do Brás já sabe: quem tenta vender duas mercadorias incompatíveis termina sendo acusado de falsário. Apoiar Bolsonaro, sem apoiar Bolsonaro, é como abrir uma clínica de emagrecimento dentro de uma churrascaria rodízio: um insulto à inteligência do freguês.

Você quer parecer um gestor técnico, mas age como office-boy do bolsonarismo. Quer se vender como moderno para a Faria Lima, mas a única inovação que entrega é inventar desculpas novas para a velha carniça política de sempre.

Esse papo de "estou focado em São Paulo" engana só você mesmo. O eleitorado já entendeu que você é candidato. Do mesmo jeito que já entendeu que palmeirense vai reclamar da arbitragem mesmo vencendo. O teatro acabou, só você insiste em segurar a cortina com fita adesiva.

E sobre o clã Bolsonaro: esqueça. Se acha que vai herdar o espólio, prepare-se para ganhar no máximo um quadro autografado pelo Carluxo.



Portanto, a solução é simples:

1. Tenha coragem e assuma a bronca, ou continue como um daqueles semáforos quebrados da Avenida. Paulista piscando amarelo eternamente, sem servir para nada.

2. Se quiser ser candidato, seja. Se não tiver estômago, volte a dar palestra em sindicato de engenheiros e pare de fingir que é político.

Em suma: o seu dilema não é apoiar sem apoiar, nem ser candidato sem ser candidato. O seu dilema é ser um poste com planilha no Excel.

                              ***

Quer que eu escreva uma versão mais fofa, passando a mão na sua cabeça, Tarcísio?


Publicado em 10/09/2025




Tropicália de pijama

por Carlos Castelo

Imagens que abalam

Eu confesso. Poucas cenas me abalam tanto quanto ver Caetano Veloso. Ou melhor, ver vídeos de Caetano Veloso de pijama.
Pior: logo após o baiano ganhar um Grammy Global!
É como ver um tigre aposentado, assistindo novela e molhando biscoito no chá de camomila.
Nada contra Caetano — pelo amor de Gal Costa! — o homem é um orixá tropical com discografia de tirar o rebolado da Globeleza. Mas de pijama? Não, Brasil, isso não!
É quase uma agressão visual. É como se o hino nacional resolvesse ser cantado pela minha Alexa.
E a cama dele? Aquela cama alva, imaculada, mais parece um altar de rendição pacífica.
Ah, claro, existem imagens bem mais perturbadoras do que essa. O Sarney fazendo polichinelo, por exemplo, em sua casa no Maranhão. Ou a reprise de Malhação de 1998. Mas Caetano, o rebelde da Tropicália, assim de pijama, lembra um revolucionário de pantufa.
Axé, mano Caetano! E vê se troca esse pijama por uma bata estilosa, vai… A Tropicália nasceu para chocar não pra combinar com travesseiro.


Publicado em 05/02/2026




Um beijo ardente

por Vasqs

A vida dele virou um inferno

O empresário e a jovem secretária amante beijam-se ardentemente no quarto de luxo de um hotel evidentemente de luxo também. Findo o beijo, ele leva as mãos à boca, sentindo algo estranho. Que foi, ela diz, não gostou? Ele corre pro banheiro, olha-se no espelho, abre a boca e lá está: um vão, uma janela, onde deveria estar um dente, um pré-molar tipo ostentação, de ouro 24k!

Assustado, sempre protegendo a boca, corre de volta pro quarto, abaixa-se, procura no chão, embaixo da cama, debaixo dos lençóis... Que foi?, pergunta de novo a jovem secretária amante. Os dois se abaixam pra procurar juntos. Em vão. Ele tem um insight mesmo sem saber o que isso significa, e se pergunta: será?

Que foi?, ela quer saber outra vez de novo. Não é possível, ela diz depois de ele contar. Será?

Difícil seria explicar pra esposa, chegando o empresário às 2 da matina, sem um dente - e de ouro 24k! Caiu na rua, no bueiro, caiu na privada, um assaltante... ela, a esposa, não engoliria. Sua vida, a dele, viraria um inferno.

Abriu o jogo: minha jovem secretária, hã, amante, hã, engoliu.

Seu dente?! , exclama a esposa estupefata.
De ouro 24k, ele responde embaraçado.


Pediu perdão. Era íntegro. Momento de fraqueza. Mil promessas. Amava a esposa. Como a ninguém.

Inútil, em vão, outro vão. A vida dele virou um inferno.

A esposa processou a amante: garimpo ilegal, além do mais! Quero o dente - o pré-molar de ouro 24k! - de volta. Custe o que custar!

Não pelo valor, poderiam comprar uma dentadura inteira de ouro 24k. É questão de honra!, afirmou a esposa, peremptoriamente.

Processo de rico corre mais rápido que entregador de pizza. Contra pobre, é quase instantâneo. O juiz deu 24 horas pra jovem secretária amante desengolir o dente. Métodos, ele disse, existem aos magotes - juiz gosta de enxundiar o verbo.

Sentença cumprida, o dente foi devolvido são e salvo. A esposa guardou o agora suvenir no porta-joias. A essa altura o empresário já tinha reposto o dente, dessa vez mais modesto, de acrílico. Até porque, obviamente, um dente que passou pelo que passou o pré-molar de ouro 24k, entrando por onde entrou , saindo por onde saiu, quem teria coragem de usar?

O beijo da jovem ex-secretária ex-amante marcou pra sempre, como uma nódoa de cajú, o cuore do empresário.

A esposa passou o resto da vida conjugal tentando um beijo daquele pra agradar o marido. Em vão. A vida toda arrancou dinheiro dele, mas nunca conseguiu arrancar sequer um incisivo.

O caso ficou conhecido como O Beijo de Lingote. A jovem ex-secretária ex-amante, ganhou fama como A-Garimpeira-do Pré-molar-de-Ouro-24k. Coitada.


Publicado em 20/07/2026




Os Joãos

por Vasqs

Espirrando feito esguicho de fonte de praça

O João amanheceu meio febril, com dores no corpo, espirrando feito esguicho de bombeiro. Foi pro banheiro, fez xixi, fez ablusão. Vestiu-se, pediu um carro no celular, foi pro hospital.
No hospital, chamado, entrou no consultório, bom dia, dr, bom dia, respondeu o médico.

O médico tinha cara redonda, macerada, era calvo, usava óculos - todo médico é calvo e usa óculos - e tinha olhar de tucunaré morto: pois não.
Hoje eu amanheci febril, com dores no corpo e espirrando feito esguicho de fonte de praça, disse o João. Dr, eu tô com gripe.

O médico fez um muxoxo , ajeitou-se na cadeira e balbuciou: Pior sou eu que tô com câncer.

* * *

O outro João era um homem solitário. Tão solitário, tão desesperadamente solitário, que no supermercado a caixa, uma moça sem graça, esquálida, assexuada como uma santa de Fra Angélico, magra como uma espinha de peixe, cabelos desalinhados, expressao de segunda-feira... quando a caixa perguntou: vai querer CPF na nota?, ele respondeu: por que, você está interessada?

* * *

Viajava no metrô no horário de rush e também se chamava João. Friozinho na city - city porque o metrô é um transporte bilíngue - ia espremido no vagão com 587 peoples dividindo calor, bafos e odores vários - humano é gregário, gosta de viver assim, little togheter.

O train stop na station Corinthians-Itaquera, a door open, entrou uma moça, um esplendor de girl. Fez-se um clarão nos olhos do João, uma storm no seu coração. Um sky salpicado de stars e comets apoderou-se de sua alma e, instantaneamente, ...o João estava in love.

I love you, disse ele de chofre pra moça, você é amazing, case-se comigo, agora! Está louco, está crazy, ela disse, eu nem o conheço. Agora conhece, ele disse, eu me chamo João, solteiro, 44 anos, cheio de amor pra dar. Sabe a probabilidade de nos encontrarmos de novo nessa megalópolis de 11 milhões, 451 mil e 999 habitantes? 0,00000000008, ou seja: zero! I love you, marry me now!, repetiu o João.

A moça, olhos dilatados como duas big bubbles, só fez abrir a boca num Oh! de espanto e soltar um scream de horror e medo: Help! Como ninguém entendeu, e como o metrô , já dissemos, é um transporte bilíngue, ela traduziu: SOCORRO!

* * *

Em house, o João, coração despedaçado, pensou, tought, em se to killer, mas o suicídio pra ele sempre foi coisa de little burguês ocioso, com inclinação pra autocomiseração.

Desistiu.

Foi pro banho, tomou um lunch, ligou a tv, esticou-se na poltrona e paciência, disse pra si mesmo...relax, life that goes on.

The end.


Publicado em 22/05/2026




Leitor quer é porrada

por Nelson Moraes

Murro no olho do autor dá mais engajamento

Quem ficou surpreso ao saber do barraco entre o Garcia Márquez e o Vargas Llosa, acontecido em 76 (donde deduzimos que a literatura diferenciada nem sempre consiste num soco no estômago do leitor: murro no olho do autor dá mais engajamento), é porque nunca soube de outros casos, tão mais cabeludos quanto abafados, também envolvendo literatos.

Por exemplo, o beliscão nos mamilos que o Machado de Assis tomou do Gregório de Mattos, e que fez o Bruxo do Cosme Velho sair dando pulinhos em ziguezague pela calçada do Forte de Copacabana gritando “Bof quoi, dis donc, fait chier!”. Segundo fofocas, o fato de nunca terem sido contemporâneos – com quase um século e meio dividindo os dois – deve ter sido a causa do desentendimento: se já nunca tinham se falado antes do incidente, aí é que não voltaram a conversar.

Outro caso foi o demorado pisão no pé que Ernest Hemingway tomou de F. Scott Fitzgerald, num baile em Fresno. Segundo Hemingway, foi porque Fitzgerald não suportava os “therefore” que ele tinha enfiado indevidamente em “O Sol Também se Levanta”. Segundo Zelda Fitzgerald, foi porque Hemingway tirou Fitzgerald pra dançar. E segundo Fitzgerald, o décimo-quinto Martini estava ótimo e ele não se lembra de mais nada.

Houve também o caso de Fernando Pessoa, que uma vez se trancou no banheiro de uma tabacaria no Ribadouro, em Lisboa, e quem encostou o ouvido na porta acompanhou o tenso diálogo que culminou em Alberto Caieiro enfiando o dedo no olho de Ricardo Reis.

Como não se lembrar também de Lord Byron e Mme. de Stäel, que chegaram a trocar cusparadas, tufos de cabelo e pedaços de unha – e tudo isso por correspondência?

Por fim, não pode ser esquecido o caso de Norman Mailer, que, depois de ter se pegado com um crítico literário do New York Times – e também escritor –, foi a um bar com um míssil Tomahawk BGM-109 enfiado nas costas. Quando os amigos, depois de vários rodeios, com muito jeitinho apontaram o fato, ele teria virado um gole de bourbon e dito: “Vocês precisavam ver como o outro ficou.”

Voltando lá no início, há quem diga que na briga do Vargas Llosa e do Garcia Márquez tinha uma mulher no meio. Felizmente ela se desviou bem na hora.


Publicado em 01/07/2026




Perdeu, otário!

por Nelson Moraes

Agora o crime organizado vai ter gabinete.

– Perdeu! Perdeu, otário! Vai passando, rapidão!
– Calma. Leva, mas não atira. Eu tenho esse celular, o relógio e cinquenta reais na carteira, que...
– “Não atira?” E eu lá tô armado, ô vacilão? Tu viu algum berro aqui comigo? Tô só falando pra tu passar!
– Er. Passar o quê?
– Vergonha, raiva, arrependimento! E rapidão, porque se deixar pra depois tu esquece!
– Esqueço o quê?
– Tu viu que a Câmara aprovou a PEC da Blindagem?
– Ah, sim.
– “Ah, sim”? “Ah, sim?” Agora o crime organizado vai ter gabinete lá dentro, gozar de impunidade, sem ninguém incomodar, e tu me vem com “Ah, sim”?
– Sabe como é, né.
– Sei como é não, otário. Me explica!
– Er. Sei lá.
– Ah, desisto. Tu já esqueceu mesmo. Vai circulando então, mané. Vaza, vaza! E ó: não olha pra trás, hein!
– Por quê?
– Tu já não enxerga um palmo adiante do nariz, se olhar pra trás aí é que fudeu.


Publicado em 21/09/2025




AGENDA

Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.