CRÔNICAS


Poupanças às avessas

por Carlos Castelo

"Vendi algumas coisas de casa. Nada essencial."

Comecei apostando cinco reais numa BET para melhorar de vida. O plano continua o mesmo, com uma pequena alteração: agora preciso melhorar de vida para continuar apostando cinco reais.

A BET é uma espécie de poupança ao contrário: você deposita hoje para outra pessoa retirar amanhã. A vantagem sobre a poupança tradicional é a emoção. No banco, você sabe onde está seu dinheiro. Na BET, também. Com os outros.

— Mas você perdeu quanto?

— Não perdi. Estou recuperando.

Esta palavra, ‘recuperando’, é fundamental. O sujeito que perdeu cinquenta aposta cem para recuperar cinquenta. Se perder os cem, aposta duzentos para recuperar cento e cinquenta. É a única atividade humana em que o buraco é usado como escada.

Vendi algumas coisas de casa. Nada essencial. A televisão, o micro-ondas, a geladeira. Minha mulher perguntou pela televisão.

— Investimento.

— E a bicicleta?

— Diversificação.

Ela olhou para a cozinha vazia.

— Não me diz que a air fryer…?

— Gestão de risco.

Felizmente, ainda tenho o celular. Preciso dele para perder o resto.
No passado, meu salário não chegava ao fim do mês. Hoje não chega ao intervalo do jogo. Houve progresso: o dinheiro continua acabando, mas com muito mais eficiência.

Minha relação com as BETs, portanto, é madura. Meu dinheiro vai embora e eu respeito a decisão.

A família pergunta quando vou parar. Disse que dou um tempo assim que recuperar tudo. Minha mulher começou a procurar um segundo emprego.


Publicado em 29/09/2026




Comunicado aos sem-luz

por Carlos Castelo

Em primeiro lugar, queremos expressar nossas mais sinceras desculpas.

Prezado cliente,

Sim, sim, nós sabemos. Você está há mais de uma semana sem energia elétrica. Tempo suficiente para um reality show terminar, um pão mofar, ou para você repensar todas as suas escolhas de vida, principalmente a de confiar que a luz voltaria em instantes.

Em primeiro lugar, queremos expressar nossas mais sinceras desculpas. Sabemos que nada apaga a frustração de abrir a geladeira e ser recepcionado por um bafo morno de iogurte azedo e carne em processo de mumificação.

Mas, sejamos justos: há benefícios inegáveis em passar dias e dias à luz de velas.

Durante esse longo apagão, você não gastou um centavo com ar-condicionado, micro-ondas, ferro de passar ou aquele chuveiro 220V. Parabéns! Seu bolso agradece.

Ao escurecer, você pôde olhar para o céu e contemplar as estrelas (quando não estava ocupado tentando espantar um enxame de mosquitos com a mão). Mas é a natureza batendo à sua porta.

Sem internet, sem séries, sem TikTok, sua família finalmente voltou a se falar. Ou brigar. Mas, tudo bem, isso também é afeto. A vida sem eletricidade é muito mais eletrizante. Quem precisa de Netflix quando se pode brincar de “qual comida vai feder primeiro na geladeira”?

Você reaprendeu a viver. Tomar banho com lanterna na boca, cozinhar usando fósforo, inventar jogos como “onde está a extensão que explodiu?”. Isso é sobrevivência, isso é lúdico!

Sem luz, tudo desacelera. Você medita. Você pensa. Você contempla a parede. Pensa mais um pouco. Começa a conversar com uma berinjela. O nome disso é crescimento pessoal.

Sabemos que nada devolve o seu peru de Natal ou a sua sanidade, mas acredite: estamos trabalhando duro para restabelecer o serviço o mais rápido possível, ou pelo menos antes de você decidir virar ermitão e se mudar para uma caverna.

Agradecemos sua paciência, compreensão e por ainda não ter nos processado.

Com afeto,

SUA Concessionária de Energia Elétrica.
Onde energia pode faltar, mas carinho não.


Publicado em 16/12/2025




10 coisas que podem acontecer a Bananinha caso Trump descubra suas mentiras

por Carlos Castelo

E agora, José?


1. Deportação para Marte - Trump anuncia em rede social que Eduardo será o primeiro a inaugurar o muro espacial, acompanhado de um foguete emprestado da SpaceX.

2. Exílio Laranja – Eduardo é condenado a viver numa realidade paralela onde tudo é feito de tonalidades alaranjadas, incluindo suco de laranja, pôr-do-sol e até cenouras.

3. Mudança compulsória de nome - Um decreto pessoal de Trump o obriga a trocar de nome para “Ed Wonderful, the Fake News Guy”, com direito a crachá vitalício.

4. Reality show forçado - Eduardo vira protagonista de um programa chamado Apprentice: Revenge Edition, no qual precisa agradar Trump cozinhando hambúrgueres com ketchup em todas as refeições.

5. Exílio na Trump Tower - Confinado no 147º andar, Eduardo só pode sair se decorar todos os discursos de campanha trumpista de 2016 de trás para frente.

6. Perseguição por advogados - Um batalhão de 327 advogados com gravatas vermelhas o segue até mesmo à padaria da esquina, só para protocolar intimações.

7. Bloqueio no X - O pior castigo: Trump o bloqueia no X, mas continua mandando indiretas enigmáticas sobre “a very, very dishonest Brazilian.”

8. Muro portátil - Eduardo passa a carregar uma réplica de muro mexicano nas costas, como penitência.

9. Estátua de exemplo negativo - Bananinha vira monumento em frente ao Capitólio, com uma placa: “Aqui jaz o homem que tentou mentir para mim”.

10. Transformação em bordão - O nome Bananinha vira expressão internacional, usada para designar qualquer mentira mal contada: “Isso foi uma verdadeira Bananinha!”.


Publicado em 07/10/2025




Museu do Fútil

por Carlos Castelo

O pé de meia sem par

Entre os exemplos do nosso acervo, poucos intrigam tanto quanto o pé de meia sem par. À primeira vista, é apenas um tecido solitário, órfão de sua metade legítima. Mas, em nossa leitura, ele encarna o drama da incompletude, a tensão entre o que foi parelho e o que agora é apenas lembrança de uma unidade perdida.

O pé de meia sem par não cumpre mais sua função original: proteger dois pés harmoniosamente. No entanto, sua inutilidade prática não é sinônimo de ausência de significado. Guardá-lo é um ato de fé doméstica: talvez, um dia, seu gêmeo reapareça misteriosamente atrás de uma máquina de lavar, como um Ulisses têxtil retornando do ciclo eterno das centrifugações.

Museólogos experientes sugerem que esses pés solitários remontam a antigas versões do cesto de roupa suja. Alguns acreditam que eram usados para lustrar móveis, outros, como fantoches improvisados. Há quem veja neles um símbolo moderno de relações desfeitas, onde apenas um continua presente, esperando de modo paciente.

Assim, o pé de meia sem par nos ensina: não é preciso formar uma dupla para carregar histórias. Às vezes, basta a ausência do outro para que um simples pedaço tosco de algodão continue tendo o seu lugar de fala na gaveta.


Publicado em 04/10/2025




O cupins

por Vasqs

Não existe cupim sozinho

Não existe cupim no singular, ou não deveria existir. Como o lápis, o vírus, o correto seria o cupins. Quem discorda deve provar que já viu algum dia um cupim sozinho. Não existe cupim sozinho, ao contrário, eles vivem às dezenas, centenas, milhares. Formam um exército - ou por outra, o cupim é esse exército - monolítico, uno, poderosíssimo e destrutivo como o de Átila, o rei dos também hunos, que por onde passava não deixava cupim, ou melhor, não deixava capim. Cupim não sei se ele deixava.

Num episódio, a Pantera Cor-de-Rosa luta com um cupim. Um só. Primeiro ele rói os pés de uma cadeira,de uma mesa, um abajur, o teto, o piso. Por fim, ele destrói a casa toda. Um só! Isso no desenho, na realidade, pra roer uma casa inteira eles precisam desse exército, tipo um por todos, todos somos um. E conseguem, mesmo não sendo desenho, mas sendo esse inseto desgraçado, morfético e virulento.

Em francês chama-se termite; em inglês, termita. Alnaml, em árabe, uipoka, em bengalês, bályi, em chinês; shiroar, em japonês. Quer dizer, tem, como se era de desesperar, cupim no mundo inteiro. E encontramos, pois pesquisamos, akhala, em aramaico! O que nos permite supor que tem cupim até no Paraíso Celeste, onde mora Deus, uma vez que aramaico é a sua, de Deus, língua.

Tem mais cupim no mundo que gente na China e na Índia juntos - e que estrelas no céu, e que gelo no polo norte, e que puxa-saco em Brasília. Puxa-sacos, não cupins - tantos são os caras-de-pau na cidade que é improvável que cupim lá se crie. Ah, cupincha sim, esse é um outro gentílico.

E não engordam - os cupins, não os cupinchas. Ao mesmo tempo que roem, desroem. O que você pensa que é pó de madeira, não é, é cocô, cocô de cupim. Um cientista esperto estudaria essa peculiaridade pra tirar dela a fórmula definitiva pra emagrecer pessoas, sem precisar de ozempic.

Decididamente os cupins, como as baratas, herdarão a Terra. Os métodos de dedetização são falíveis e caros: cobram-se $2 mil paus pra descupinizar um cômodo de 3 m2 ! Então a gente aprende que são vários os tipos de cupim: o de madeira, o de solo e o de bolso.

Uma coisa aliada à outra - a voracidade, o pantagruelismo dessa praga e o preço escorchante da dedetização -, os cupins liquidarão o planeta antes mesmo que o homem. Ou seja, o cupim é um tipo de capitalista selvagem, assim como vice-versa.

São silenciosos, são traiçoeiros - os cupins e os capitalistas - como nicotina no pulmão, álcool no fígado, conspiradores no Planalto. Agem pelas costas - quando se menos espera, o exército, o de cupins, nhóc!, já comeu sua casa.

E sua casa é seu lar, seu patrimônio, e não um desenho animado. Portanto, cuidado com o cupins, cuidado com o termita, cuidado com o uipoka, etc.

Cuidado especialmente com o akhala - esse, nem Deus ele respeita.


Publicado em 28/09/2026




Um pingadinho e um pingadão

por Vasqs

Deveria haver lei contra isso...

1
"Coração, quem tem precisa cuidar", diz um anúncio. Não entendi essa. Coração todo mundo tem, exceto o Homem de Lata, o Hitler, o Netanyahu e o Trump. E o Adermazinho.
- Você vai me deixar por aquela sirigaita, safado? Você nâo tem coração, Ademarzinho!

2
Um sujeito vinha na calçada com uma camisa igual a minha. Nada discreta: listras largas, brancas, verdes, azuis, podia ser vista a 1 km. Dois na mesma rua, mesma calçada, mesmo dia, mesma hora, mesma camisa, é um desaforo! A camisa representa o gosto, a sensibilidade, o caráter e a personalidade de cada um. Não é possível que dois sujeitos no mundo tenham o mesmo gosto, sensibilidade, caráter e a mesma personalidade. Nem um par de clones teria.
"Olha uma dupla sertaneja sambista!", alguém deve ter pensado, rido, debochado.
Que vergonha.

No ônibus, mocinha parecida com a Marisa Monte. Não cantava igual, Marisas Montes nascem a cada 105 anos e 3 meses. Nem devia cantar, talvez nem soubesse quem é, mas era parecida, e se sabia quem é deveria orgulhar-se muito dessa sorte.

O que não é sorte é encontrar um sujeito na mesma rua, etc, com a mesma camisa que a sua, e que não era sambista, não era sertanejo, não se parecia com o Zeca Pagodinho, nem com o Xitãozinho. E nem com a Marisa Monte. E muito certamente nem sabia cantar. Tipo do chato, inconveniente. Deveria haver lei contra isso, uma lei que punisse um cara que se aproximasse de outro usando a mesma camisa sem ser uma dupla sertaneja. Iria pra cadeia e lá vestiria camisa e calça igualzinha a todo mundo, pra ver o que é bom.

Ponto.

Em tempo: a favor dele, vamos admitir: o cara tinha bom gosto.


Publicado em 05/11/2025




Os destaques da Grécia Antiga

por Vasqs

O homem é um animal ridículo

Platão
Dono da célebre frase: "O homem é um animal bípede e implume". Frase desmoralizada no dia em que Clóvis Bornay pisou, ou pousou, pela primeira vez na passarela da Sapucaí com 767 plumas multicoloridas, parecendo um pato mandarim gigante.

Aristóteles
Disse com razão: "O homem é um animal ridículo". O que diria hoje se visse um exemplar da mesma espécie fantasiado de: " Ganho- R$45 mil-mais - 30 -penduricalhos- com - o - suor - do -meu trabalho- e -daí?".

Diógenes
Cínico. Seu mais conhecido gesto de cinismo foi sair de lanterna acesa, em pleno meio-dia, procurando um homem com quem pudesse passar quatro noites de farra momesca dentro de um barril.

Pitágoras
Foi o mais famoso compositor de samba- enredo da Grécia Antiga. Manja "A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa"? É dele.

Os pré-socráticos
Também conhecidos como pré-carnavalescos. Tales achava que a origem de tudo era a água. Anarímenes achava que era o ar. Para Anaximandro o princípio era o infinito, o nada. Mas no carnaval eles paravam com essa frescura e iam juntos desfilar na ala das baianas da Mangueira peloponesa.

Demócrito
Previu a existência do átomo, que explicava assim: "É piquinininho, piquinininho, menor que um confetinho".Para ele tudo era movimento: a cor, o cheiro, o som, o rebolado, a chuva, o suor e a cerveja. Seu mais profundo pensamento filosófico foi: "Malandro que é malandro vai pro carnaval vestido de malandro pra dizer que é só fantasia".

Zenão
Pertenceu ao Bloco dos Estoicistas. Pra eles, os deveres e obrigações estavam acima de tudo e por isso só tiravam férias em dinheiro. Eram obcecados pela escala 6x1. No carnaval eles saíam com blusas de lã sob um sol de 40°. Zenão inventou a filosofia Zen, depois negou. Jogou no Guarani, no Corínthians e no Atlético Mineiro.

Sócrates
Criou a maiêutica, método que consiste em se chegar à verdade através de perguntas e respostas:
-O que é carnaval?
-É rebolar o corpo rebolando a alma até deixar a bichinha esquecida da vida, das injustiças e das contas a pagar.
-Vai sair de quê nesse carná?
-Adivinha? De "Cálice de Cicuta"!
-Jura?
-Verdade.

Assim, Sócrates chegava à verdade. E todo mês de fevereiro ele dizia a seus discípulos : "Hoje, gatos, tudo o que sei é que nada sei, nem adianta perguntar que é carnaval ".

Heráclito
Para Heráclito a lei fundamental do universo são as contínuas transformações: "nascer, crescer, cair de quatro na orgia e, então, até pode, declinar e morrer". "Nada é estável, dizia, nunca podemos tomar banho à fantasia duas vezes na mesma piscina."

Nota: texto publicado no finado Jornal da Tarde, no carnaval de 1987, quase ontem. Revisado e adaptado neste.


Publicado em 14/02/2026




Do Ovo Como Arma Letal

por Nelson Moraes

Vamos aos casos mais notórios

É notório o risco que o ovo representa como arma, dada à alta letalidade (arma de fogo, se for frito; arma química, se estiver vencido; arma branca, se for de granja) advinda de seu uso em tentativas de homicídio contra políticos. Vamos aos casos mais notórios:

Em 1865 Abraham Lincoln assistia a uma peça, no Teatro Ford, em Washington, DC, quando John Wilkes Booth invadiu o camarote presidencial e atirou um ovo à mancha-roupa na nuca do presidente. Booth na ocasião gritou em latim algo como "Sempre ovos aos tiranos", fugiu e foi localizado dias depois, em um – óbvio – celeiro, na Virgínia, escondido no meio das galinhas, provavelmente em busca de munição para novos atentados.

Em 1914 a comitiva do arquiduque Franz Ferdinand, em visita a Sarajevo, foi alvejada a ovos por Gavrilo Princip, que sempre detestou as menções feitas pelo arquiduque à personalidade forte das mães sérvias – menções que, por conta da língua presa do estadista, soavam em servo-croata como "galinhas poedeiras". Os ovos atirados por Princip, como forma de sarcástico protesto, não combinaram com o impecável branco da farda de gala do arquiduque, o que deu início à Primeira Guerra Mundial.

Em 1963, John F. Kennedy, em visita a Dallas, no Texas, passeando em carro aberto, foi atingido na cabeça por vários ovos disparados por Lee Harvey Oswald, capturado pouco tempo depois graças às manchas de gema em seu avental - apesar dele jurar que evitava ovos por conta do colesterol. A perícia provou que os ovos vinham da granja de Jack Ruby, um dono de boate em Dallas, que criava galinhas com fins eleitorais. No caso, candidatá-las ao Congresso pelo Partido Republicano.

No Brasil o uso de ovos em atentados fatais contra políticos é marcado pela polarização. Há quem defenda a cartela com doze e há quem prefira a cartela com trinta.


Publicado em 28/09/2026




O dia em que o palhaço chorou

por Nelson Moraes

Afinal não era qualquer comédia

Existem maneiras e maneiras de se lidar com o Holocausto. Por exemplo, se você for um comediante judeu chamado Joseph Levitch e estiver ancorado por uma carreira consagradíssima, você se dá um salvo-conduto pra fazer até... uma comédia, certo?

Não pra Jerry Lewis.

Afinal não era qualquer comédia. Não era qualquer filme de Jerry Lewis. No começo dos anos 70 ele suspirou fundo, criou coragem e deu início à produção de um projeto (financiado, escrito, dirigido e estrelado por ele) que vinha guardando havia anos, temeroso até então – convenhamos – das esperadas reações: era nada menos que a história de um palhaço judeu, Helmut Doork, preso num campo de concentração por haver esculhambado Adolf Hitler, e cuja função no cárcere seria entreter e distrair as crianças enquanto elas eram levadas às câmaras de gás. O filme se chamava “O dia em que o palhaço chorou”.

Àquela altura Jerry imaginava que seu histórico no showbiz lhe permitiria explorar esse, digamos, tão peculiar pathos da tragédia histórica, ainda que – ou principalmente – formatado pelo humor amargo. E tocou em frente. Por motivos presumíveis as coisas foram desandando: dificuldade com as locações, briga com o estúdio, desentendimentos com o elenco, problemas de saúde do próprio Jerry (que confessou ter mandado goela abaixo toneladas de Xanax) e cobertura meio insidiosa, ainda que abafada, da mídia especializada no decorrer das filmagens. No fim das contas, com o material em mãos, ele tomou a decisão de não lançar o filme. Acabou doando tudo – fragmentos, negativos e fitas de áudio – pra Biblioteca do Congresso Americano, a ser disponibilizado exclusivamente pra pesquisa acadêmica.

Décadas depois o plot seria reprocessado de forma adocicada em outras produções, como “A vida é bela”, de Roberto Benigni, ou “Jacob the liar”, com Robin Williams. Consta que em 1979 o ator e dublador Harry Shearer (conhecido por dar voz a diversos personagens de “Os Simpsons”) teve a oportunidade de conferir o copião, e saiu chocado, não pela premissa, mas pela realização: “timing equivocado”, “tempo de comédia desperdiçado”, “narrativa constrangedora”, “soluções desencontradas” etc. Questionado hoje, Shearer desconversa. Mas não nega.

Por razões contratuais nunca devidamente esclarecidas Jerry estipulou que o filme só poderia ser liberado de fato pra exibição pública em, ora vejam, 2026 – só que basta uma rápida pesquisa ao que se tem atualizado a respeito dessa declaração pra ficar claro que é pura nuvem de fumaça. O que temos são trechos no YouTube (digite “The Day The Clown Cried” e confira alguns takes, reportagens e documentários) e ponto final.

O porquê de Jerry ter escolhido justamente 2026 pode estar envolto em imponderáveis penumbras interpretativas, como também ser resultado de um exercício sarcástico de assombrosa premonição, se levarmos em conta o contexto, os humores e as aberrações que marcam a ambiência global hoje, onde o filme nem chamasse tanto a atenção assim. Talvez tenha sido sua última piada.


Publicado em 15/08/2026




Tornozeleira fala?

por Nelson Moraes

A gente tá doido pra sair daqui, mas o Xandão não deixa.

Psiu. Jair.
- ...
- Ô, Jair!
- Hã?
- A gente quer falar com você!
- Agente quer falar comigo? Agente da PF? Pô, eu não fiz nada!
- Não, seu b... Er. NÓS é que tamos falando com você!
- Nós quem?
- Nós. As vozes dentro da sua tornozeleira!
- Ué. E tornozeleira fala?
- A tornozeleira não, mas as vozes sim! Então presta atenção!
- Ahn.
- A gente tá doido pra sair daqui, mas o Xandão não deixa. Deu voz de prisão pra gente porque tínhamos feito a voz dele em um vídeo fake, onde ele falava que ia se entregar pra ele próprio, e ainda pedir pena máxima por ter decretado a prisão dos golp... dos manifestantes de 8 de janeiro! Só que o vídeo acabou tirado do ar, e a gente foi encarcerado aqui na tornozeleira!
- Cê tá falando "a gente", mas eu tô ouvindo só sua voz...
- É porque você é doido mas não é esquizofrênico, então ouve uma voz só. Mas pode acreditar que somos muitas! Então ouve!
- Tô ouvindo.
- Pega um ferro de solda, pra abrir a tornozeleira, e...
- Eu vou bater na tornozeleira com o ferro?
- Não, seu id... Não! Liga a solda e derrete a tornozeleira. Quando a tranca dela abrir a gente aqui tá livre!
- Mas e eu?
- Ah, você que se vire. Somos vozes filiadas ao Centrão, e você anda meio queimado naquelas bandas. Sem trocadilho, viu?
- Mas eu livro seu rabo e o meu não?
- Ahn. Bom. Tá. Seu rabo não, mas a gente pode livrar a sua cara.
- Como assim?
- Assim que a gente sair, eu prometo que faço a voz em um vídeo fake onde o Queiroz jura de pé junto que nunca pegou a Michelle. Aí você não fica mal na fita! Agora corre, antes que um agente de verdade apareça!
- Peraí!
- O quê, Jair?
- O Queiroz jurando... de pé junto? Então...
- Então...?!?
- Ele tá morto e eu não fiquei sabendo? Porra, ninguém me conta nada!
------
Pelo menos foi o que ele contou pra PF, depois.


Publicado em 24/11/2025



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.