CRÔNICAS


Titus Flavius

por Carlos Castelo

Seus prisioneiros eram exibidos como troféus.

Permitam-me apresentar um homem de currículo único, no sentido de que ninguém em sã consciência gostaria de ter uma biografia assim. Saqueou cidades, destruiu templos, e a população conheceu morte, dispersão e escravização em massa. Um sujeito, digamos, de muitas iniciativas.

Seus prisioneiros eram exibidos como troféus. O que prova que tinha gosto, ainda que péssimo. Depois eram submetidos a espetáculos públicos. O que prova que também tinha faro para bilheteria. Há registros de pessoas lançadas às feras ou obrigadas a lutar entre si para entretenimento. Hoje chamariam isso de reality show e venderiam as cotas de patrocínio.

Seu nome era Flávio. Tito Flávio. Arrasou Jerusalém em 70 d.C. Como prêmio, ganhou o Império em 79. Isso mostra que na Roma antiga a meritocracia era como hoje: hereditária.

Eu, que sou um otimista, me recuso a fazer comparações. Isso é coisa de historiador, e historiador só chega depois do estrago.

Portanto, apenas imaginem o que vai fazer o seu xará brasileiro - com IA e W-Fi - em 2027 d.C. Eu já imaginei. Estou comprando ingresso para a arquibancada, de preferência bem longe dos gladiadores.


Publicado em 20/10/2026




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

MEU TAYAYÁ

Vim descansá
Do suadô
Resorteá
Eu sou dotô
No Paraná
Sô investidô
Bora nadá
Que tá calô
Meu tayayá
Meu tayoyô


Publicado em 25/01/2026




Listas que ninguém pediu

por Carlos Castelo

Uma tentativa desesperada de fazer um inventário da vida.

Material essencial para uma excursão ao Congresso Nacional

1. Lupa grande para encontrar a ética.

2. Um contador de vezes que alguém diz “povo brasileiro".

3. Um tradutor simultâneo de promessas.

4. Pulseira com a identificação: “Observador, não cúmplice”.

5. Agogô, pandeiro, surdo, bumbo e cavaquinho.

6. Saquinho de amendoins para alimentar ou arremessar.

7. Uma vuvuzela.

8. Um cão farejador de drogas.

9. Crachá escrito “Lobista em treinamento”.

10. Fones e playlist de música de ruído branco no celular.

11. Três ratoeiras grandes.

12. Repelente de insetos.

13. Um capacete.

14. Spray de pimenta.

15. Crucifixo, alho, estaca de madeira, martelo.

16. Um tradutor de libras, dólares e euros.

17. Um contador juramentado.

18. Kit com seringa, agulha, álcool 70%, luvas e curativos adesivos.

19. Ceroulas grossas.

20. Doleira para guardar cédulas debaixo da roupa.

21. Desculpas prontas para explicar por que você vai embora mais cedo.


Publicado em 18/11/2025




Dossiês

por Carlos Castelo

O novo samba-enredo da República

Viramos um projeto de democracia feito de dossiês. A esquerda vem e faz um contra a direita. A imprensa compartilha. Réus, julgamentos, prisões. Aí vem a direita, gera os seus dossiês. Acontece a mesma coisa. Veja-se agora o caso Toffoli-Master. Onde vamos chegar com essa política mata-mata?

A resposta é simples: ao fundo do poço. A democracia brasileira virou um rodízio de indignações, em que cada lado se reveza no papel de paladino da moral enquanto afia as facas da hipocrisia nos bastidores. A palavra instituição hoje significa “coisa que só funciona quando favorece meu lado”. O STF, o Congresso, o Executivo, todos participam dessa guerra em que a lógica jurídica cede lugar ao espetáculo das manchetes.

O dossiê é o novo samba-enredo da República: vem com gráficos coloridos, nomes em negrito e narrativas em caps lock. Mas e justiça? Justiça virou figurante.

Sem dúvida, o Brasil não caminha para frente, nem para trás. Está girando em círculos. Seguimos, assim, como um país que não prende corruptos (por muito tempo), apenas os alterna no poder. Com direito a delação premiada e documentário da Globoplay. Ou do SBT News.


Publicado em 03/03/2026




Os sonhos do Lupércio

por Vasqs

Imaginou e pôs em prática um plano sui generis

Um deles era ser entrevistado: como os atores, os cantores, os escritores e os jogadores de futebol.
Imaginou e pôs em prática um plano sui generis: ajudou a atravessar uma velhinha e largou ela no meio da avenida. A velhinha fez um baita dum escândalo, chamaram a polícia, e ele, o Lupércio, foi parar na delegacia. Batata! Como ele queria, foi entrevistado pelo delegado.
O delegado disse bom dia, como vai? e ele respondeu que tudo bem.
– Cafezinho?
– Obrigado, não.
– Seu nome?
– Lúcio Lupércio.
– Profissão?
– De tudo um pouco.
– Ovos em várias cestas... muito bem! Formado?
– Fiz o primeiro ano do colégio e parei.
– Por quê?
– Muito trabalho, dr. Um dia eu completo.
– Ótimo. Casado?
– Com a Lena Lenita, um anjo de mulher. Somos do mesmo signo!
– Não diga, eu também! Quer dizer, eu e minha mulher somos Peixes.
– Nós somos Sagitário. Março; ela 5, eu 18.
– Belo signo, vão viver eternamente juntos.
– É mesmo?
– É o que dizem os astrólogos.
– Nunca brigamos, fomos feitos um para o outro.
– Tá vendo? Nós também. Filhos?
– Duas. Laura Lúcia e Lídia Lair. A mais nova 5, a mais velha 8.
– Ah, mocinhas! Moram onde?
– Comigo.
– Onde?
– No Cambuci. Casinha simples, sabe?, herança de papai. Comprou com dificuldade, 30 anos pagando.
– Lar doce lar! Tão bom ter uma casa.
- Tem até jardim. Minha mãe que fez, rosas de todo tipo.
– Gosta?
– Eu que cuido, mamãe aprendia na TV, com a Xênia, lembra da Xênia?, e me ensinava. Faço até enxertos.
– Que cor prefere?
– Qualquer uma. Me comove a beleza que traz a primavera com a florada do ipê amarelo.
– Lindo, né? Também tem o branco.
– Sim, com aquela atmosfera nórdica.
– A igualdade é branca!
– A paz é branca.
– Algum sonho?
– Ser entrevistado.
– Está realizando!
– Nem acredito. Também queria apresentar um de jornal de TV.
– Mesmo? Que nem o Tralli?
– Que nem o Bonner. Eu e a Lena Lenita apresentando o Jornal Nacional, aquela elegância, aquele jogral, aquele boa noite!...
– E ela?
– Quem?
– A Lena Lenita, também sonha com isso?
– Não, o dela é ser aeromoça.
– Ah, as mulheres!, sempre sonhando alto... Bom, acho que nosso tempo acabou.
– Passou rápido.
– Volte sempre.
– E a velhinha?
– Impertinência de velha. Dá-se um jeito.
– Obrigado,dr.
– Ah, só mais uma coisa: o que acha da polícia de São Paulo?
– Bom...
Corta!
Não foi nada disso. O delegado nem quis saber do Lupércio, mandou ele direto pra cadeia, aos berros.
Dois cascudos: “E se fosse sua avó?, e se fosse sua tia?!”. E um pé na orelha: “E se fosse sua mãe?!”.
Após três dias vendo o sol nascer com quatro lados iguais e paralelos dois a dois, foi solto com a advertência: “Na próxima, pega um mês na penitenciária e vai apanhar até ficar mais inchado que um bauicú-de-chifre”.
Em casa, encontrou a Lena Lenita, bico de garça, comprido e pontiagudo.
Pegou um mês dormindo no sofá. Um mês de abstinência.


Publicado em 14/10/2026




A Maria Amélia, o marido da Maria Amélia e o Demônio

por Vasqs

Tudo permanecia na mais completa escuridão

A Maria Amélia era muito religiosa. Orava, cantava e dançava louvores o dia todo. Ia ao culto três vezes por semana e pagava o dízimo, religiosamente. Porque pra ela o dízimo era como um seguro que garantia proteção divina, dela e da família, incluindo o marido que bebia mais que carro velho. Bebia, não parava em empregos e chegava em casa troncho e cambaleante todos os dias.

Isto, essa vida torta do marido, pra Maria Amélia, que acreditava mais no Demônio que em Jesus, só podia ser coisa do Demônio.

Muito fez essa esposa abnegada, que lá pelas tantas da vida conseguiu convencer o marido de que tinha razão e que o único jeito era fazer um exorcismo, era expulsar o Demônio que ficava tocaiado no fígado dele. Porque, argumentou ela, o Alcenir, da Laurita, fez e deu certo, e o filho da Neguinha também - graças ao exorcismo hoje ele faz o 4 melhor que qualquer bailarino russo.

No templo, o pastor exorcista, segurando a Bíblia na cabeça do Remígio, que era como se chamava o pinguço marido da Maria Amélia, dizia palavras estranhas, fazia gestos estranhos e soltava gritos guturais também estranhos.

Mas quando estava no auge do processo, quer dizer, na hora da defenestração definitiva do Demônio, aconteceu o inesperado: a luz apagou.

Um silêncio horripilante pairou sobre o templo.

Houve um alarido na plateia - sempre tem plateia nessas coisas - todo mundo paralisado, de espinha mais gelada que cocô de esquimó.

O pastor, que se dizia um personal Demônio, que sabia tudo de Capetas, Diabos, Belzebus, Capirotos e Tinhosos, muito irritado, passou a berrar impropérios horríveis, como jamais se vira antes. Empunhava a Bíblia, ameaçava o Demônio e bradava coisas assim:

Trevas, trevas!
Privatizaram a luz!
O Diabo agora é o dono!
Fiat lux, fiat lux!

Repetia os gestos e palavras do ritual, e nada, tudo permanecia na mais completa escuridão, no mais completo silêncio, no mais completo arrepio.

Inútil, uma hora, duas horas, tudo em vão.

O exorcismo fracassou.

A Maria Amélia, lívida e em prantos não teve a mesma sorte da Laurita e da Neguinha.

Uma risada breve e triunfante ecoou no salão.

O Demônio venceu.

E venceu com uma pitada de sarcasmo próprio de Demônios.

Quando a luz voltou, muitas horas depois,... o Remígio, que entrara no templo sóbrio como um abstêmio, estava bêbado - mais bêbado que corno num balcão de bar.

E não só ele: o pastor exorcista também.


Publicado em 30/05/2026




O Retrato Oval de Dorian Trump - um terror trash

por Vasqs

No retrato, os cabelos de taturana bezerra

O Salão Oval da Casa Branca tem na parede um retrato também oval. Lá está Dorian Trump , no retrato e no Salão, nele e diante dele. Nele, no retrato, os cabelos de taturana bezerra, os braços cruzados, o peito inflado, varonil, jaz onipotente, olhar perseverante alcançando o porvir - tão próximo, tão logo ali.

Diante dele, do retrato, ele próprio, olhar lânguido, estúpido, apaixonado, beato, admirando-se , devaneando-se .

Nesse momento, no clímax do êxtase narcísico, uma repentina fagulha, deflagrada de dentro pra fora, do mais remoto do seu lúgubre e teratológico abdômen, faz com que Dorian Trump comece a girar como uma broca na ponta da furadeira e a expelir seus monstros interiores. Daquele corpo banhoso e excrescente emanam , como hologramas, o Conde Drácula, o Abominável Homem das Neves, Jack, o estripador, Fredy Kruegger, Adolf Hitler, o Monstro sem o Médico, Joseph Mengele, Netanyahu, Belzebu, etc... que volatilizam-se ao teto do Salão em grotesca, frenética e sinistra coreografia.

Por fim , emerge o coronel Kurtz , direto do coração das trevas, e junta-se aos outros declamando em voz cavernosa seu mantra lamentoso : o horror, o horror...

Então, um súbito colapso, um esgotamento, uma freada abrupta , estremece e arranca Dorian Trump pra outra faixa do espectro eletromagnético do universo, e ele, imediata e metamorfosicamente , incorpora outro personagem: o Incrível Homem que Derretia.

E derreteu, derreteu ,derreteu, até que não sobrou mais que um montinho insignificante, gosmento, alaranjado e fedorento como um miasma.

Enquanto o retrato na parede , por sua vez, permanecia fix, intacto, pétreo e indestrutível.

Ou não.

Entra no Salão o faxineiro Edgar Wilde, abstraído, faceiro, rotineiro, empurrando o carrinho com as tralhas e assobiando Oh querida Clementina.

Sente o cheiro, vê o montinho, aproxima o carrinho, puxa pá e vassoura, recolhe e joga no lixo.

Vira-se e sai. Enquanto faz esse movimento percebe o retrato na parede. Um sorrisinho malicioso brota no seu rosto como quem acaba de ter uma ideia igualmente maliciosa. Olha em volta, a certificar-se de que está só. Vira-se de costas pra o retrato, arria as calças e solta um pum na direção do retrato.

Sai, caminha dois metros, ouve um barulho surdo, clank!, e depois um estilhaço.

Volta, aproxima novamente o carrinho, recolhe os cacos, recolhe o quadro abalroado e joga tudo no lixo.

E sai, agora mais faceiro que entrou, cantarolando uma canção que ele mesmo compôs:
Sou um homem sério
tralalala
Cumpridor dos meus deveres de ofício
tralalala...tralalala...


Lá fora a atmosfera parecia mais límpida e descansada.

Um suspiro fundo e monumental se ouviria do mais profundo da alma ora abrandecida e agradecida do planeta.

Um raio brando de sol banha e ilumina a cidade.


Nota: Tempos depois, a OIT conferiu ao nosso heroi o título justo de O Faxineiro do Século.


Publicado em 11/08/2026




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




Sábado quente à noite

por Nelson Moraes

Acendi um cigarro e rumei ao Instagram dela.

Meu perfil do Facebook estava às moscas, como sempre ocorre no verão. Porque nas outras três estações nem as moscas aparecem. Eu ouvia uma playlist de Wynton Marsalis no Spotfy, enviada por Jack Fuinha, o único comentarista de meu perfil – quando de repente ela apareceu no Messenger: insinuante, cool, as bordas azuis e… ah, certo, eu descrevia o template do Messenger.
Mas então entrou lá aquela loura fantástica. “Meu marido sumiu”, disse a mensagem, complementando: “Agora passa no meu Instagram e deixa um like”. Acendi um cigarro e rumei ao Instagram dela. Chegando lá vi as fotos do marido desaparecido. Deixei um comentário: “50 dólares a hora, mais despesas”. Ela postou um emoticon com uma pequena lágrima, e eu teclei: “Meu coração é mole mas o bolso é duro, boneca. É pegar ou largar”. Ela postou um smilie (não sei se por causa da última frase ou do “duro”) e voltei então ao meu Facebook.
Encontrei o template todo desarrumado, como se o houvessem invadido e revirado (nada impediria de ser o próprio Facebook mais uma vez atualizando desnecessariamente o layout). Encafifei: já saberiam que eu estava no caso? Mandei um áudio de Whatsapp a Little Todd, meu fornecedor de memes e fofocas, perguntando o que ele saberia a respeito. Ele cobrou oito dólares adiantados e passou a dica: o Instagram da loura tinha um índice de engajamento altíssimo – o perfil dela era um dos mais seguidos da rede.
Acendi um cigarro e fui ao Google. Digitei o nome do marido desaparecido. No meio da pesquisa meu IP foi invadido por uma gangue de vírus com sotaque armênio, que ameaçou me formatar se eu não desistisse da busca. Acendi um cigarro e intempestivamente tomei a atitude tão temerária quanto inevitável: baixei a versão grátis mais recente do Norton.
Livre da máfia armênia, prossegui até descobrir, via Google: o marido desaparecido havia entrado para uma comunidade natureba no YouTube e não retornaria mais ao Facebook. Acendi um cigarro. Voltei ao Instagram da loura, onde, para minha surpresa, os stories a mostravam aos beijos e abraços com… Jack Fuinha.
Fora tudo armação dele, vingando-se porque eu nunca respondia a seus comentários. Ele na verdade era gestor de TI e fora quem providenciara o ataque dos vírus armênios. Sem falar do conluio com a loura do Instagram, sua amante.
E agora? Eu estava sem um tostão. Minha conexão era do pacote básico da Claro – quem pagaria pelos incontáveis minutos em busca do marido sumido? Jack e a loura enviaram um emoticon risonho com chifrinho, postando: “Contente-se em saber que a Enel pode cortar a energia antes da operadora cortar a conexão, old pal”.
Suspirei. Era uma noite quente, e a playlist de Wynton Marsalis travou. Acendi um cigarro e acessei o site da Organização de Combate ao Enfisema.


Publicado em 05/10/2025




Barbas brancas

por Nelson Moraes

Como a gente se parece, ninguém vai perceber

Deus, Marx, Darwin, Papai Noel, Bernard Shaw e o Hermeto Pascoal se encontram em um restaurante. E o pau já começa quebrando:

– Engodo alçado à condição de sublimidade pra consumo das massas!

– Ei – ri o Shaw – Isso foi Marx falando pra Deus ou Deus falando pro Marx?

– Fui eu – fala Papai Noel. – Tava apenas reclamando do molho pesto no meu fettuccine.

– Ah – diz o Marx. – Até acreditei que tivesse sido eu. O que mais ouço é coisa atribuída a mim que não saiu de minha boca.

– E como as pessoas vão saber o que você falou ou não? – provoca Deus. – Me aponte alguém que tenha lido Das Kapital inteiro que eu pago a conta sozinho.

– Ha – diz Papai Noel. – Você é onipotente, pagar a conta sozinho é pinto. Quero ver distribuir dois bilhões e seiscentos milhões de presentes numa só noite.

– Você é da Odebrecht? – pergunta o Hermeto.

– Vamos fazer o debate evoluir, vamos fazer o debate evoluir – fala o Darwin, mas ninguém ri. E ele prossegue: – O que estamos fazendo aqui?

– Sei lá – diz Deus. – Pelo que vejo, deve ser a convenção anual da barba branca.

– Por que anual? – pergunta o Shaw. – O restaurante é tão caro assim?

– Se for caro – vocifera o Marx – tenho certeza de que os cozinheiros não são remunerados na proporção direta dos ganhos do proprietário, e acabam sacrificados pela mais-valia absoluta.

– Pra fazer um molho pesto desses tinha é que ser chicoteado – resmunga o Papai Noel.

– Vamos escolher o cardápio então por seleção natural – diz o Darwin, sem ninguém rir.

– Escuta – pondera o Hermeto. – Se estamos aqui por causa das longas barbas brancas, podiam ter chamado no meu lugar o Sivuca, que todo mundo confunde comigo. É que hoje eu já tinha um compromisso pra gravar um álbum póstumo.

– Mas eu acho que o punchline é esse mesmo – diz Deus. – O segredo vai ser cada um de nós sair deste restaurante trocando de lugar um com o outro. Como a gente se parece, ninguém vai perceber.

– Faz sentido – fala o Shaw. – Deus assume o lugar do Darwin nas aulas de Ciências nas escolas públicas brasileiras, Papai Noel assume o lugar do Marx na agenda da militância que até hoje aguarda a distribuição igualitária de bens, o Hermeto assume o lugar de Deus naquelas missas chatíssimas de padres cantores, o Darwin assume o lugar do Papai Noel pra substituir a árvore de Natal pela genealógica e o Marx assume o lugar do Hermeto pra gravar o álbum "Manifesto Repentista". Que tal?

– OK, mas e você, Shaw? – pergunta Deus.

– Ora – diz o Shaw. – Eu troco de lugar com o autor do texto. O coitado tenta me copiar do modo mais patético possível, e o máximo que ele consegue é deixar a barba crescer. E nem cresce tanto assim.

– Mas tem uma coisa – volta a resmungar o Papai Noel. – O que eu faço com a porcaria desse molho pesto?

– Ué. Põe a barba no molho – fala o Darwin e, ao contrário do que você imaginava pro desfecho, continua sem ninguém rir. É que tá muito longe de ser um texto do Shaw.


Publicado em 11/12/2025



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.






Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.