CRÔNICAS


Diagnóstico: hipocrisia aguda

por Carlos Castelo

A doença dos trinta mil

Segundo o Departamento Penitenciário Nacional, o Brasil contava, em 2019, com trinta mil presos com doenças graves. Trinta mil. Gente tossindo, gemendo, pedindo por atendimento enquanto o Estado oferece, no máximo, um copo d’água e um “vai melhorar”. Aí, numa virada, digna de novela mexicana, a Defensoria Pública do DF decide abrir um procedimento para apurar a saúde de Jair Bolsonaro. Sim, ele mesmo. O homem que, supostamente, hoje não pode nem andar que bate a testa. Só que que, há não muito tempo, era visto pilotando jetski e indo a pescarias em alto-mar.

Nada contra investigar o estado de saúde de um ex-chefe de Estado (que pode muito bem estar doente, cansado), mas a seletividade é de cair o queixo. O sistema carcerário brasileiro parece um hospital de campanha em fim de feira, mas o único paciente digno de atenção é um ex-presidente.

A doença dos trinta mil presos é realmente grave. Porém, não tão grave quanto o câncer terminal da nossa Justiça, que segue fingindo imparcialidade enquanto trata réus como clientes de camarote. Desde que tenham sobrenome famoso ou conexões políticas. Em outras palavras: aos pobres, a cela mofada e o paracetamol vencido. Aos notáveis, o leito forrado com garantismo.


Publicado em 15/01/2026




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

FINADOS, MAS NEM TANTO


Dois de novembro, dia dos que já foram.

Mas há coisas que não vão.

Há mortos-vivos, há vivos-mortos,

há vivos que a gente desejaria que tivessem só um bom repouso eterno.



Não morreu o boleto.

A fatura venceu ontem, sorriu,

e hoje renasceu com multa e juros.

Não morreu o aluguel,

o senhorio do 301 continua vivo,

e sua cara é a própria inflação.



Não morreu a malha fina

que, de fina, não tem nada,

é mais uma lixa grossa que rasga o lombo do CPF.



Não morreu a elite burra,

com seu inglês aprendido no Stories

e seu francês do Leblon que acha que croissant se escreve com K.



Não morreu o farialimer,

de suéter nos ombros e frases prontas sobre meritocracia,

que toma whey no café da manhã e cloroquina como digestivo.



Não morreu o coach quântico,

nem o terraplanista que acha que Austrália é de mentira.

Não morreu o CEO de si mesmo,

que te chama de fracassado porque não acorda às quatro da manhã

para vender pirâmide de cápsula detox.



Não morreu a ex que visualiza e não responde.

Não morreu o inbox cheio de "oi sumida".

Não morreu a notificação do Serasa.

Não morreu a inveja com perfil fake.



Não morreu o Nikolas,

que saiu de um experimento genético entre Olavo de Carvalho

e uma versão loira do Aécio Neves.

Não morreu o Malafaia,

gritando em caps lock celestial,

dizendo que Jesus tem CNPJ e preferências partidárias.



Não morreu o Bananinha,

que segura fuzil e fala em Deus com a mesma mão,

sem notar o curto-circuito teológico.



Não morreu o Figueiredo,

nem seu bafo de porão da ditadura.

Não morreu o Mourão,

Não morreu o Dallagnol,

nem seu PowerPoint das vaquinhas.



Não morreu a Jovem Pan,

o WhatsApp da tia Zuleide,

a deep web das correntes de oração com fake news embutida.



Não morreu a promessa de golpe que vem aí desde 2018.

Não morreu a motociata,

o capacete e a cabeça oca,

a marcha de tanquinhos e testosterona vencida.



Não morreu a pobreza - essa, então,

renasce a cada decisão do Copom.

Não morreu a fila do SUS,

nem o tédio do transporte público

com cheiro de suor e renúncia.



Não morreu o nepotismo,

nem o nome duplo e pomposo nas placas de bronze

dos que nunca bateram ponto.



Não morreu a piada do pavê,

o RH que te chama de colaborador,

o happy hour com gerente,

o call que poderia ser um e-mail,


Não morreu o Brasil.

Mas também não nasceu.



Enquanto isso,

seguimos vivos entre os mortos,

ou mortos entre os vivos,

tomando café com leite condensado

e fingindo que esperança

é um verbo no presente do indicativo.


Publicado em 02/11/2025




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Seu Ku é tradutor

Seu Ku é tradutor. Mora no bairro da Liberdade, em São Paulo, e poderia ter seguido a tradição e vertido haicais para o português, mas preferiu uma empreitada mais arriscada: levar a MPB e a poesia brazuca para o Japão.

Explicar para um japonês o que é saudade, por exemplo, consome mais chá verde do que qualquer cerimônia. Já ‘Águas de Março’ exige quase um curso de engenharia. Afinal, não é fácil convencer alguém de que uma canção pode listar tijolo, prego, anzol e ao final ainda ser considerada poética.

Mas Seu Ku segue firme. No bairro, já o chamam de “o cara que faz Tom Jobim rimar com gergelim”.
E ele aceita, porque sabe que certas coisas não precisam de tradução: basta ouvir um violão de nylon que até uma cerejeira balança no compasso.

ÁGUAS DI MAROSSO
(Tom Zobim)

É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto di toko, é un poko sozínio
É un kako di vidlo, é o vida, é o sóro
É a noiti, é a morti, é u raço, é o anzóro
É pelóba nu kampo, é u nó da madeila
Kaingá, kandeia, é u matita-pelêla
É madeila di ventu, tombu do libancêra
É u mistélio plofundu, é o queila ou no queila
É u ventu ventandu, é u fim du radêra
É o viga, é a vón, Festa do Kumeeira
É o shuva shovendo, é konversa libêra
Das água di marosso, é u fim du kanseila
É u pé, é u shón, é o marocha estladêra
Passarínio no món, pedla di atiladêra
É un avi no céro, é un avi no shón
É una legato, é un fonti, é una pedassu di pón
É u fundu du posso, é u fim du kaminio
Nu losto un desgosto, é un poko sozínio
É un estlepe, é un plego, é una konta, é una konto
É un pingu pingandu, é un ponta, é una pontu
É un sarmón, é un zesto, é un plata briliandu
É a ruz da manian, é u tizolo shegandu
É o renha, é u dia, é u fim do pikada
É o galafa de kana, o estirasso no estlada
É u prozeto da kasa, é u korpo no kama
É u calo inguissado, é o rama, é o rama
É una passo, é un ponti, é un shapo, é un ran
É un lesto de matu no ruz do manian
Son os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto de toko, é un poko sozínio
É un kobra, é un páro, é Akita, é Fukuda
É un espínio no món, é un korte nu pé
Són os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto de toko, é un poko sozínio
É una passo, é un ponti, é un shapo, é un ran
É un béro holizonte, é un feble terá-san
Són os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio.
É un lesto di toko, é un poko sozínio
É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto di toko, é un poko sozínio
Páro, pédla, fim du kaminio, lesto di toko, un poko sozínio

Páro, pédla, fim du kaminio, lesto di toko, un poko sozínio

Páro, pédla ,kaminio, toko, sozínio

Páro, pédla, kaminio, toko, sozínio

Són os água di marosso fechandu u verón

É u poromessa di vida nu teu korassón.


Publicado em 28/09/2025




Guia prático de antiajuda

por Carlos Castelo

Como perder amigos e não influenciar ninguém

1. SOBERBA.
Não imite Jesus ou Buda, mas aquele primo falastrão que sempre tem razão no almoço de domingo. Corrija os outros em público, de preferência com citações do Wikipédia.

2. LUXÚRIA.
Não economize energia vital: use-a toda numa única noite e passe o resto do mês dormindo. Lembre-se: se for para perder a paz ou a reputação, que ao menos haja champanhe envolvido.

3. IMPACIÊNCIA.
Transforme cada mosquito em uma crise existencial. Grite com o relógio, discuta com a torradeira, não leve ofensas de trânsito para casa. Quem precisa de serenidade quando se pode ter drama?

4. SUJEIRA.
Vista-se com o que estiver mais próximo, mesmo que seja algo vivo. Uma boa camada de poeira dá um certo ar de mistério.

5. EXAGERO.
Vá sempre aos extremos. Odeie publicamente. Se o garçom atrasar o pedido, escreva uma carta indignada ao STF. Ninguém muda o mundo sendo morno.

6. INJUSTIÇA.
Julgue primeiro, pergunte depois. Se não houver provas, invente. E, se tudo der errado, culpe a mídia.

7. HIPER-SINCERIDADE.
Diga sempre o que pensa, especialmente quando não deve. Se alguém mostrar o novo corte de cabelo, pergunte: “você perdeu uma aposta?”. A verdade isola, mas liberta

8. PREGUIÇA.
Evite qualquer atividade que exija movimento físico ou mental. Adie tudo, inclusive o adiamento. O tempo é relativo, em especial quando se está deitado.

9. DESPERDÍCIO.
Recuse-se a reciclar, nada é mais contemporâneo que um planeta vintage.

10. INDECISÃO.
Não resolva nada. Pondere infinitamente. Faça listas sobre listas. Quando finalmente for agir, certifique-se antes de que a ocasião já passou.

11. DESORDEM.
Coloque cada coisa em qualquer lugar e chame isso de caos criativo. Achar um objeto deve ser uma questão de sorte. E a casa, um campo de batalha entre o possível e o perdido.

12. GULA.
Coma até o arrependimento. Beba até o arrependimento esquecer que tem este nome. Lembre-se: o importante não é viver de forma saudável, mas mastigar e engolir com vontade.


Publicado em 21/10/2025




Uma fábula do cotidiano

por Vasqs

Dois banqueiros viram um pacote de moedas no chão

Dois banqueiros, caminhando um na direção do outro, viram um pacote de moedas no chão. Abaixaram pra pegar, bateram a cabeça um no outro e desmaiaram.

Nesse momento apareceu um homem de rua com seu cachorro também de rua. Viu os banqueiros caídos e viu o pacote de moedas. Enquanto o cachorro urinava nos banqueiros, o homem pegou as moedas e saiu feliz da vida.

No caminho foi abordado por um policial, que quis saber que alegria era aquela sendo ele um homem de rua, e antes de o homem explicar, encheu ele de porrada e lhe tomou o pacote.

No distrito, o delegado, observando a expressão de alegria do policial, também quis saber que porra de alegria era aquela. Demitiu o policial por suposto roubo, pegou as moedas pra ele e levou pra por no cofre do filhinho - pra quando ele crescesse pudesse comprar um Porsche e sair pelas avenidas a 150 km por hora e dane-se quem estiver na frente.

O delegado entrou em casa com um sorrisão indisfarçável e então foi a esposa que quis saber que diabo de sorrisão era aquele. Tomou as moedas do delegado e dane-se o filhinho e dane-se o Porsche do filhinho, nem ela tinha um. Ligou pro "avião" e pediu 30 g de farinha, que a vida não tá fácil, mesmo pra mulher de um delegado.

O "avião" chegou num minuto, entregou a farinha e levou a grana pro traficante chefe. O chefe, que não cheira farinha mas cheira grana de qualquer distância, pegou as moedas e aplicou tudo nos bancos dos banqueiros lá na Faria Lima.

Fim.

Nota: a primeira parte dessa história é fake. Banqueiros não se abaixam pra pegar moedas. Banqueiros têm capachos que fazem isso por eles. Seja um empregado puxa-saco ou um presidente idem do Banco Central.

Então, quem trombou e desmaiou não foram os banqueiros, infelizmente. Foram os capachos, que depois foram mijados pelo cachorro e bem feito pra eles.

Moral: banqueiros nunca perdem, se perdessem não seriam banqueiros. Seriam, talvez, homens de rua com seus cachorros também de rua.


Publicado em 16/01/2026




Pingadinhos

por Vasqs

Vaga no estacionamento

1
Ontem o dono do 53 revidou um soco do dono do 67 por causa de vaga no estacionamento. O sistema de Vizinhança Solidária é ótimo, mas funciona só até quando um invade a vaga do outro.

2
O neurótico urbano sobe a escada rolante andando. Ao fim e ao cabo, consegue economizar 4 segundos!
Depois ele usa esse tempo pra inspirar e expirar o ar dos pulmões.
Vale a pena.

3
O Olímpio ficou desempregado, passou fome, ficou doente, morreu e reencarnou como sapateiro, uma profissão que não existe mais.
Vai ser pé frio assim lá na Sibéria!

4
O Facebook obriga a gente a ler sobre cinema quando não tem vontade de ler sobre cinema; a ler poesia quando não tem vontade de ler poesia; a ler, sem vontade, crianças brincando com bichinhos; a ler sobre politica, sem nenhuma vontade; a ver mulher pelada,...por sorte a gente sempre tem vontade de ver mulher pelada.


Publicado em 26/10/2025




Dia de Reis

por Nelson Moraes

Estava então lá no presépio o casal com o menino...

Estava então lá no presépio o casal com o menino, quando o primeiro rei mago chegou.

– Seguinte – ele foi logo dizendo, pouco afeito a meias palavras – , eu sou um entrepreneur capitalista e trago ouro. O ouro que ergue nações, desperta a cobiça produtiva e resulta em desenvolvimento e abertura de nichos de mercado. Juntar seu nome ao meu – e agora ele falava diretamente ao menino – vai fazer de uma pequena enterprise um conglomerado planetário, abrindo fronteiras, catequizando povos, estabelecendo governos e ditando os rumos da economia mundial. Fui claro?

– Oquei, oquei – disse o pai do menino, recebendo o ouro e guardando em um canto do presépio. E pediu: – O próximo.

– Oi – disse compenetrado o segundo rei mago. – Eu sou de Humanas e trago incenso. O incenso que desperta estados de consciência e que faz da justiça igualitária o objetivo maior da existência, somada à fruição holística da aura que permeia o planeta. Seu nome aliado ao meu vai deter a marcha desenfreada da ambição e fazer da experiência humana uma prática de compartilhamento, resistindo a todas as formas de totalitarismo. Que tal?

– Sei, sei – disse o pai da criança, guardando o incenso e pedindo ao terceiro rei mago para entrar.

– Olá – disse o terceiro. – Eu trago mirra, e...

– Que diabo é mirra? – perguntou o pai do menino.

– É algo que não se explica tão resumidamente. Pra entender a mirra é preciso se distanciar, relativizar, adquirir um ponto de vista mais abrangente, que...

Mas aí o primeiro e segundo reis magos já estavam se atracando com o terceiro e rolando no chão. Finalmente deram uma carreira nele, e então voltaram ao presépio, tirando o pó da roupa e se justificando:

– Não levem a mal. É que no mundo de hoje não tem lugar pra isentão.

Moral: A presente dado não se pede a procedência


Publicado em 12/01/2026




Aloz flito

por Nelson Moraes

Todos os dias ele ia almoçar no restaurante do grego

Se você acha sacrificante ter de moderar seu discurso, pra evitar inflamar o discurso radical do adversário, é porque você ainda não conhece o chinês da piada.
Todos os dias ele ia almoçar no restaurante do grego. E era sempre a mesma coisa. O grego se aproximava pra anotar o pedido e o chinês:
– Aloz flito.
O grego, pra sacanear, pedia pra ele repetir porque não tinha ouvido direito. O chinês repetia “aloz flito” umas três, quatro vezes, até o restaurante inteiro cair na gargalhada.
Todo dia.
O chinês bem que podia mudar de restaurante, mas, ah, o arroz frito do grego... Ele nunca tinha provado nem de longe nada como aquilo. Pelo arroz frito do grego valia qualquer sacrifício.
Até que um dia.
Ele reuniu as economias e foi a um fonoaudiólogo. Ficou dias, semanas, sem ir ao restaurante, pra praticar, com infinita paciência, a dicção e a pronúncia. Passado esse tempo ele retornou. E o grego, indo à mesa:
– Olha quem apareceu hoje – e, sacando o bloquinho de notas, já antevendo a gargalhada: – O que vai ser?
Aí o chinês, caprichando em cada sílaba:
– Arroz frito.
– Ahn. Como?!? – disse, assombrado, o grego.
– Arroz frito – repetiu o chinês.
O grego não se conteve. Depois de pedir a repetição por umas três vezes – atendido por um chinês já no limite da paciência – ele chamou os frequentadores:
– Pessoal, corre aqui! Olha isso! – E, novamente, pro irritado freguês: – Repete aí, vai!
E o chinês:
– Arroz frito, seu glego escloto!


Publicado em 08/11/2025




AGENDA

Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Exposição
1º Salão Internacional de Humor de CuritibaRir com profundidade, pensar com leveza e provocar com empatia

Organizado pelo ilustrador, cartunista e professor universitário Laqua, o 1º Salão Internacional de Humor de Curitiba resgata a tradição dos grandes salões de humor pelo Brasil e pelo mundo, devolvendo à “cidade sorriso” um espaço para rir com profundidade, pensar com leveza e provocar com empatia.
O tema será Transtorno Bipolar: entre a euforia e a escuridão.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.