CRÔNICAS


187 textos depois

por Carlos Castelo

Um ano de ChargeWeb

Este é o meu centésimo octogésimo sétimo texto no ChargeWeb. A coluna é de crônicas, mas, na maioria das vezes, postei pequenos comentários que batizei de micrônicas.

O nome ajudou. Quando o texto saía curto, era proposta estética.

Completo um ano por aqui. Nesse período, tratei de muitos temas. Entre eles, os debates políticos em que os candidatos economizam propostas para investir em insultos; da patrulha ideológica que fiscaliza o pensamento alheio; e daquela multidão humana que hoje dá entrevistas sem que ninguém tenha feito uma pergunta.

Também participei desse fenômeno. Afinal, o cronista é alguém que responde ao que não lhe perguntaram. A vantagem é que dispensa ring light e pode trabalhar de pantufas.

Escrever curto dá trabalho. É preciso podar palavras, poupar o leitor e resistir àquela frase maravilhosa que só o autor acha perfeita. Algumas escaparam. Peço aos sobreviventes que relevem.

Agradeço ao ChargeWeb pelo espaço e aos leitores pela companhia, pelas discordâncias e pela disposição de chegar à última linha. Num mundo em que todos querem falar, encontrar quem leia merece comemoração.

Foram 187 textos tentando dar algum sentido ao absurdo. O absurdo não melhorou, mas manteve a coluna abastecida.

Que venha o segundo ano. Assunto, infelizmente, já temos. E em excesso.


Publicado em 07/10/2026




10 coisas que podem acontecer a Bananinha caso Trump descubra suas mentiras

por Carlos Castelo

E agora, José?


1. Deportação para Marte - Trump anuncia em rede social que Eduardo será o primeiro a inaugurar o muro espacial, acompanhado de um foguete emprestado da SpaceX.

2. Exílio Laranja – Eduardo é condenado a viver numa realidade paralela onde tudo é feito de tonalidades alaranjadas, incluindo suco de laranja, pôr-do-sol e até cenouras.

3. Mudança compulsória de nome - Um decreto pessoal de Trump o obriga a trocar de nome para “Ed Wonderful, the Fake News Guy”, com direito a crachá vitalício.

4. Reality show forçado - Eduardo vira protagonista de um programa chamado Apprentice: Revenge Edition, no qual precisa agradar Trump cozinhando hambúrgueres com ketchup em todas as refeições.

5. Exílio na Trump Tower - Confinado no 147º andar, Eduardo só pode sair se decorar todos os discursos de campanha trumpista de 2016 de trás para frente.

6. Perseguição por advogados - Um batalhão de 327 advogados com gravatas vermelhas o segue até mesmo à padaria da esquina, só para protocolar intimações.

7. Bloqueio no X - O pior castigo: Trump o bloqueia no X, mas continua mandando indiretas enigmáticas sobre “a very, very dishonest Brazilian.”

8. Muro portátil - Eduardo passa a carregar uma réplica de muro mexicano nas costas, como penitência.

9. Estátua de exemplo negativo - Bananinha vira monumento em frente ao Capitólio, com uma placa: “Aqui jaz o homem que tentou mentir para mim”.

10. Transformação em bordão - O nome Bananinha vira expressão internacional, usada para designar qualquer mentira mal contada: “Isso foi uma verdadeira Bananinha!”.


Publicado em 07/10/2025




Museu do Fútil

por Carlos Castelo

A rodinha que se soltou do carrinho de feira

Catalogada sob o número 47-B do acervo de Objetos Abandonados pelo Destino, A Rodinha que Soltou do Carrinho de Feira é considerada uma das obras mais comoventes do Museu do Fútil. Não por sua forma, um cilindro gasto de borracha e ferrugem, mas pela sua biografia.

Segundo registros orais de feirantes, ela se desprendeu durante uma curva malfeita entre a barraca do limão galego e a do pastel, ganhando autonomia involuntária. Desde então, rolou sem rumo, símbolo involuntário do livre-arbítrio.

Muitos estudiosos a veem como metáfora do sistema de consumo que, ao se soltar, perde a direção e o propósito. O visitante atento nota um chiado quase inaudível, talvez reminiscência do atrito com o asfalto, talvez o suspiro de quem já não sustenta mais nada.

Hoje, a Rodinha repousa no Museu do Fútil, observando o público empurrar suas próprias vidas com carrinhos cada vez mais pesados. Nenhum deles nota que falta sempre uma rodinha — mas todos seguem empurrando.


Publicado em 01/11/2025




Não desmatem minha reputação

por Carlos Castelo

Sobre celulose e livros

Recentemente, uma escritora pediu ao público que não comprasse seus livros porque eles são feitos de celulose, celulose vem das árvores e, portanto, consumir literatura seria como entrar numa floresta com uma motosserra e péssimas intenções.

Aproveito a ocasião para fazer um apelo semelhante: não comprem os meus livros. E por uma razão muito mais séria: eles podem ser lidos. Esse é o perigo.

Enquanto o livro permanece na livraria, sou um escritor brilhante. Misterioso. Talvez genial. Certamente incompreendido, o que é a forma mais acessível de genialidade. Mas, no instante em que alguém adquire a obra, abre e começa a ler, todo o meu prestígio fica perigosamente dependente das páginas seguintes.

Não posso correr esse risco. Comprem, por favor, livros de autores mortos. Eles não têm mais reputação a perder e raramente respondem às críticas.

Além disso, se vocês comprarem meus livros, provavelmente ganharei dinheiro. Se eu elevar meu patrimônio, posso me considerar bem-sucedido. E todo autor bem-sucedido corre o risco de começar a dar palestras sobre humildade.

Assim, continuem protegendo as árvores, se quiserem. Mas, por favor, preservem minha carreira. Não comprem meus livros.


Publicado em 13/08/2026




Os sonhos do Lupércio

por Vasqs

Imaginou e pôs em prática um plano sui generis

Um deles era ser entrevistado: como os atores, os cantores, os escritores e os jogadores de futebol.
Imaginou e pôs em prática um plano sui generis: ajudou a atravessar uma velhinha e largou ela no meio da avenida. A velhinha fez um baita dum escândalo, chamaram a polícia, e ele, o Lupércio, foi parar na delegacia. Batata! Como ele queria, foi entrevistado pelo delegado.
O delegado disse bom dia, como vai? e ele respondeu que tudo bem.
– Cafezinho?
– Obrigado, não.
– Seu nome?
– Lúcio Lupércio.
– Profissão?
– De tudo um pouco.
– Ovos em várias cestas... muito bem! Formado?
– Fiz o primeiro ano do colégio e parei.
– Por quê?
– Muito trabalho, dr. Um dia eu completo.
– Ótimo. Casado?
– Com a Lena Lenita, um anjo de mulher. Somos do mesmo signo!
– Não diga, eu também! Quer dizer, eu e minha mulher somos Peixes.
– Nós somos Sagitário. Março; ela 5, eu 18.
– Belo signo, vão viver eternamente juntos.
– É mesmo?
– É o que dizem os astrólogos.
– Nunca brigamos, fomos feitos um para o outro.
– Tá vendo? Nós também. Filhos?
– Duas. Laura Lúcia e Lídia Lair. A mais nova 5, a mais velha 8.
– Ah, mocinhas! Moram onde?
– Comigo.
– Onde?
– No Cambuci. Casinha simples, sabe?, herança de papai. Comprou com dificuldade, 30 anos pagando.
– Lar doce lar! Tão bom ter uma casa.
- Tem até jardim. Minha mãe que fez, rosas de todo tipo.
– Gosta?
– Eu que cuido, mamãe aprendia na TV, com a Xênia, lembra da Xênia?, e me ensinava. Faço até enxertos.
– Que cor prefere?
– Qualquer uma. Me comove a beleza que traz a primavera com a florada do ipê amarelo.
– Lindo, né? Também tem o branco.
– Sim, com aquela atmosfera nórdica.
– A igualdade é branca!
– A paz é branca.
– Algum sonho?
– Ser entrevistado.
– Está realizando!
– Nem acredito. Também queria apresentar um de jornal de TV.
– Mesmo? Que nem o Tralli?
– Que nem o Bonner. Eu e a Lena Lenita apresentando o Jornal Nacional, aquela elegância, aquele jogral, aquele boa noite!...
– E ela?
– Quem?
– A Lena Lenita, também sonha com isso?
– Não, o dela é ser aeromoça.
– Ah, as mulheres!, sempre sonhando alto... Bom, acho que nosso tempo acabou.
– Passou rápido.
– Volte sempre.
– E a velhinha?
– Impertinência de velha. Dá-se um jeito.
– Obrigado,dr.
– Ah, só mais uma coisa: o que acha da polícia de São Paulo?
– Bom...
Corta!
Não foi nada disso. O delegado nem quis saber do Lupércio, mandou ele direto pra cadeia, aos berros.
Dois cascudos: “E se fosse sua avó?, e se fosse sua tia?!”. E um pé na orelha: “E se fosse sua mãe?!”.
Após três dias vendo o sol nascer com quatro lados iguais e paralelos dois a dois, foi solto com a advertência: “Na próxima, pega um mês na penitenciária e vai apanhar até ficar mais inchado que um bauicú-de-chifre”.
Em casa, encontrou a Lena Lenita, bico de garça, comprido e pontiagudo.
Pegou um mês dormindo no sofá. Um mês de abstinência.


Publicado em 14/10/2026




Um pingadinho e um pingadão

por Vasqs

Deveria haver lei contra isso...

1
"Coração, quem tem precisa cuidar", diz um anúncio. Não entendi essa. Coração todo mundo tem, exceto o Homem de Lata, o Hitler, o Netanyahu e o Trump. E o Adermazinho.
- Você vai me deixar por aquela sirigaita, safado? Você nâo tem coração, Ademarzinho!

2
Um sujeito vinha na calçada com uma camisa igual a minha. Nada discreta: listras largas, brancas, verdes, azuis, podia ser vista a 1 km. Dois na mesma rua, mesma calçada, mesmo dia, mesma hora, mesma camisa, é um desaforo! A camisa representa o gosto, a sensibilidade, o caráter e a personalidade de cada um. Não é possível que dois sujeitos no mundo tenham o mesmo gosto, sensibilidade, caráter e a mesma personalidade. Nem um par de clones teria.
"Olha uma dupla sertaneja sambista!", alguém deve ter pensado, rido, debochado.
Que vergonha.

No ônibus, mocinha parecida com a Marisa Monte. Não cantava igual, Marisas Montes nascem a cada 105 anos e 3 meses. Nem devia cantar, talvez nem soubesse quem é, mas era parecida, e se sabia quem é deveria orgulhar-se muito dessa sorte.

O que não é sorte é encontrar um sujeito na mesma rua, etc, com a mesma camisa que a sua, e que não era sambista, não era sertanejo, não se parecia com o Zeca Pagodinho, nem com o Xitãozinho. E nem com a Marisa Monte. E muito certamente nem sabia cantar. Tipo do chato, inconveniente. Deveria haver lei contra isso, uma lei que punisse um cara que se aproximasse de outro usando a mesma camisa sem ser uma dupla sertaneja. Iria pra cadeia e lá vestiria camisa e calça igualzinha a todo mundo, pra ver o que é bom.

Ponto.

Em tempo: a favor dele, vamos admitir: o cara tinha bom gosto.


Publicado em 05/11/2025




O cupins

por Vasqs

Não existe cupim sozinho

Não existe cupim no singular, ou não deveria existir. Como o lápis, o vírus, o correto seria o cupins. Quem discorda deve provar que já viu algum dia um cupim sozinho. Não existe cupim sozinho, ao contrário, eles vivem às dezenas, centenas, milhares. Formam um exército - ou por outra, o cupim é esse exército - monolítico, uno, poderosíssimo e destrutivo como o de Átila, o rei dos também hunos, que por onde passava não deixava cupim, ou melhor, não deixava capim. Cupim não sei se ele deixava.

Num episódio, a Pantera Cor-de-Rosa luta com um cupim. Um só. Primeiro ele rói os pés de uma cadeira,de uma mesa, um abajur, o teto, o piso. Por fim, ele destrói a casa toda. Um só! Isso no desenho, na realidade, pra roer uma casa inteira eles precisam desse exército, tipo um por todos, todos somos um. E conseguem, mesmo não sendo desenho, mas sendo esse inseto desgraçado, morfético e virulento.

Em francês chama-se termite; em inglês, termita. Alnaml, em árabe, uipoka, em bengalês, bályi, em chinês; shiroar, em japonês. Quer dizer, tem, como se era de desesperar, cupim no mundo inteiro. E encontramos, pois pesquisamos, akhala, em aramaico! O que nos permite supor que tem cupim até no Paraíso Celeste, onde mora Deus, uma vez que aramaico é a sua, de Deus, língua.

Tem mais cupim no mundo que gente na China e na Índia juntos - e que estrelas no céu, e que gelo no polo norte, e que puxa-saco em Brasília. Puxa-sacos, não cupins - tantos são os caras-de-pau na cidade que é improvável que cupim lá se crie. Ah, cupincha sim, esse é um outro gentílico.

E não engordam - os cupins, não os cupinchas. Ao mesmo tempo que roem, desroem. O que você pensa que é pó de madeira, não é, é cocô, cocô de cupim. Um cientista esperto estudaria essa peculiaridade pra tirar dela a fórmula definitiva pra emagrecer pessoas, sem precisar de ozempic.

Decididamente os cupins, como as baratas, herdarão a Terra. Os métodos de dedetização são falíveis e caros: cobram-se $2 mil paus pra descupinizar um cômodo de 3 m2 ! Então a gente aprende que são vários os tipos de cupim: o de madeira, o de solo e o de bolso.

Uma coisa aliada à outra - a voracidade, o pantagruelismo dessa praga e o preço escorchante da dedetização -, os cupins liquidarão o planeta antes mesmo que o homem. Ou seja, o cupim é um tipo de capitalista selvagem, assim como vice-versa.

São silenciosos, são traiçoeiros - os cupins e os capitalistas - como nicotina no pulmão, álcool no fígado, conspiradores no Planalto. Agem pelas costas - quando se menos espera, o exército, o de cupins, nhóc!, já comeu sua casa.

E sua casa é seu lar, seu patrimônio, e não um desenho animado. Portanto, cuidado com o cupins, cuidado com o termita, cuidado com o uipoka, etc.

Cuidado especialmente com o akhala - esse, nem Deus ele respeita.


Publicado em 28/09/2026




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




O dia em que o palhaço chorou

por Nelson Moraes

Afinal não era qualquer comédia

Existem maneiras e maneiras de se lidar com o Holocausto. Por exemplo, se você for um comediante judeu chamado Joseph Levitch e estiver ancorado por uma carreira consagradíssima, você se dá um salvo-conduto pra fazer até... uma comédia, certo?

Não pra Jerry Lewis.

Afinal não era qualquer comédia. Não era qualquer filme de Jerry Lewis. No começo dos anos 70 ele suspirou fundo, criou coragem e deu início à produção de um projeto (financiado, escrito, dirigido e estrelado por ele) que vinha guardando havia anos, temeroso até então – convenhamos – das esperadas reações: era nada menos que a história de um palhaço judeu, Helmut Doork, preso num campo de concentração por haver esculhambado Adolf Hitler, e cuja função no cárcere seria entreter e distrair as crianças enquanto elas eram levadas às câmaras de gás. O filme se chamava “O dia em que o palhaço chorou”.

Àquela altura Jerry imaginava que seu histórico no showbiz lhe permitiria explorar esse, digamos, tão peculiar pathos da tragédia histórica, ainda que – ou principalmente – formatado pelo humor amargo. E tocou em frente. Por motivos presumíveis as coisas foram desandando: dificuldade com as locações, briga com o estúdio, desentendimentos com o elenco, problemas de saúde do próprio Jerry (que confessou ter mandado goela abaixo toneladas de Xanax) e cobertura meio insidiosa, ainda que abafada, da mídia especializada no decorrer das filmagens. No fim das contas, com o material em mãos, ele tomou a decisão de não lançar o filme. Acabou doando tudo – fragmentos, negativos e fitas de áudio – pra Biblioteca do Congresso Americano, a ser disponibilizado exclusivamente pra pesquisa acadêmica.

Décadas depois o plot seria reprocessado de forma adocicada em outras produções, como “A vida é bela”, de Roberto Benigni, ou “Jacob the liar”, com Robin Williams. Consta que em 1979 o ator e dublador Harry Shearer (conhecido por dar voz a diversos personagens de “Os Simpsons”) teve a oportunidade de conferir o copião, e saiu chocado, não pela premissa, mas pela realização: “timing equivocado”, “tempo de comédia desperdiçado”, “narrativa constrangedora”, “soluções desencontradas” etc. Questionado hoje, Shearer desconversa. Mas não nega.

Por razões contratuais nunca devidamente esclarecidas Jerry estipulou que o filme só poderia ser liberado de fato pra exibição pública em, ora vejam, 2026 – só que basta uma rápida pesquisa ao que se tem atualizado a respeito dessa declaração pra ficar claro que é pura nuvem de fumaça. O que temos são trechos no YouTube (digite “The Day The Clown Cried” e confira alguns takes, reportagens e documentários) e ponto final.

O porquê de Jerry ter escolhido justamente 2026 pode estar envolto em imponderáveis penumbras interpretativas, como também ser resultado de um exercício sarcástico de assombrosa premonição, se levarmos em conta o contexto, os humores e as aberrações que marcam a ambiência global hoje, onde o filme nem chamasse tanto a atenção assim. Talvez tenha sido sua última piada.


Publicado em 15/08/2026




Foi só isso

por Nelson Moraes

Categorizando as falas de Flávio Bolsonaro

Deixem de leviandades apressadas, categorizando as falas de Flávio Bolsonaro como entreguistas. Eu explico tudo.
Na primeira vez em que o pai foi a Washington, falar com Trump, em 2019, chovia bastante no aeroporto e por isso Jair arregaçou a barra da calça até quase o joelho. Entrou na limusine e foi levado à Casa Branca, sendo recebido por Trump na entrada. Nesse momento o americano, ao perceber que o distraído colega brasileiro se esquecera de recompor a parte inferior da vestimenta, alertou:
- Já pode abaixar as calças.
Ao que Jair, entre surpreso e embevecido, obtemperou:
- Aqui mesmo...?
Desde então o resto da família pegou gosto. Foi só isso.


Publicado em 31/03/2026



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.