CRÔNICAS


O insubstituível

por Carlos Castelo

O camisa 10 já está em concentração há semanas.

Nos bastidores da Seleção, o clima é de expectativa. Não por causa de Neymar, que ainda ensaia sua entrada triunfal depois da fase de grupos, mas por causa de outro protagonista: Lesão.

Lesão já está em concentração há semanas. Começou discretamente numa panturrilha. Agora, segundo novas informações, poderá estrear contra o Haiti usando a lendária camisa 10.

A escolha não surpreende. Afinal, Lesão tem uma longa história na Seleção. Frequenta todos os jogadores, conhece a comissão técnica, os médicos, os fisioterapeutas, os massagistas e até o motorista do ônibus. Em algumas gerações, teve mais convocações que Pelé.

Nos treinos, mostrou categoria. Driblou exames, tabelou com o departamento médico e aplicou um chapéu em três ressonâncias magnéticas. A imprensa esportiva já fala em sua capacidade de decidir sem sequer tocar na bola.

Contra o Haiti, a expectativa é enorme. Se entrar bem, Lesão poderá ampliar sua participação no torneio. Se acabar com alguma contusão, também.

Em entrevista recente a um jornal europeu, Lesão falou sobre o momento.

— Estou vivendo minha melhor fase. Trabalhei muito para chegar até aqui. Muita dedicação, repouso e bastante fisioterapia — declarou.

Questionado sobre a concorrência, respondeu com humildade:

— Respeito muito Cãibra e Entorse. São grandes nomes. Mas cada um tem seu estilo.

Já um jogador que preferiu não se identificar revelou preocupação:

— Você acorda bem, toma café, alonga, faz tudo certo. Quando percebe, ele já está no banco de reservas esperando uma oportunidade.

A polêmica só aumenta. Hoje, fontes próximas à Seleção Brasileira garantiram que Lesão só não foi fotografado com o time titular porque estava em tratamento.

É como dizia um comentarista da era do rádio: no futebol brasileiro, o futuro é incerto. Lesão, não.


Publicado em 16/06/2026




Museu do Fútil

por Carlos Castelo

A rodinha que se soltou do carrinho de feira

Catalogada sob o número 47-B do acervo de Objetos Abandonados pelo Destino, A Rodinha que Soltou do Carrinho de Feira é considerada uma das obras mais comoventes do Museu do Fútil. Não por sua forma, um cilindro gasto de borracha e ferrugem, mas pela sua biografia.

Segundo registros orais de feirantes, ela se desprendeu durante uma curva malfeita entre a barraca do limão galego e a do pastel, ganhando autonomia involuntária. Desde então, rolou sem rumo, símbolo involuntário do livre-arbítrio.

Muitos estudiosos a veem como metáfora do sistema de consumo que, ao se soltar, perde a direção e o propósito. O visitante atento nota um chiado quase inaudível, talvez reminiscência do atrito com o asfalto, talvez o suspiro de quem já não sustenta mais nada.

Hoje, a Rodinha repousa no Museu do Fútil, observando o público empurrar suas próprias vidas com carrinhos cada vez mais pesados. Nenhum deles nota que falta sempre uma rodinha — mas todos seguem empurrando.


Publicado em 01/11/2025




Risoto frio

por Carlos Castelo

O brasileiro prepotente

O brasileiro prepotente cospe na própria imagem e depois pede um Bordeaux para acompanhar. Ed Motta, ontem, confirmou isso. Num restaurante elegante, cercado de garçons treinados para sussurrar o nome dos vinhos que nem os que anunciam santos canonizados, o cantor resolveu declarar guerra à taxa de rolha.

A cena foi sublime feito um atropelamento.

Ao descobrir a cobrança, Ed teve aquele acesso típico do indivíduo que pesquisou sobre meia dúzia de rótulos franceses e passou a se considerar perseguido pela civilização. Há sempre um instante em que o falso sofisticado revela o suburbano escondido sob o terno de linho italiano. No caso dele, esse instante veio acompanhado por uma cadeira voando.

Sim, uma cadeira.

Nada desnuda mais um homem do que a maneira como ele trata móveis e garçons. O sujeito pode citar safras, girar taças, falar em retrogosto e notas amadeiradas. Basta contrariá-lo e reaparece o troglodita de boteco, furioso porque o mundo ousou lhe impor limites.

O verdadeiro cavalheiro paga a taxa de rolha com ódio silencioso. O farsante transforma o jantar em revolução francesa. Mas sem Comuna de Paris e sem grandeza. Apenas no papel de um jeca enfurecido arremessando cadeiras enquanto o risoto esfria.


Publicado em 07/05/2026




Razões para ir à rua hoje contra a PEC da Bandidagem

por Carlos Castelo

Hoje é rua!

- Porque a Constituição não é um catálogo da Avon onde qualquer deputado pode escrever anistia e blindagem com caneta Bic.

- Porque é a primeira vez que um bando de golpistas quer sair impune com recibo carimbado pelo Congresso e ainda chamando isso de pacificação nacional, como se fosse uma cerimônia de primeira comunhão na paróquia do bairro.

- Porque o brasileiro já paga caro demais: impostos, mais impostos, passagem de ônibus, e agora a conta dessa tentativa de golpe.

- Porque se até a sua avó, que manda bom dia com flores animadas no WhatsApp, percebeu que essa PEC é marmelada, não há desculpa para você ficar em casa vendo série do Netflix.

- Porque, se essa moda pega, daqui a pouco inventam a PEC da Pizza: anistia para quem queimou florestas, desviou verbas, ou abusou de crianças.

- Porque não existe anistia preventiva. Isso é como perdoar um crime antes de ele acontecer. É como se o juiz dissesse: "Pode assaltar, mas traz troco."

- Porque Paulinho da Força não é Jedi, é Sith.

- Porque Temer e Aécio já eram golpistas muito antes do golpe de 8 de Janeiro.

- Porque o crime organizado já está abrindo CNPJs em massa.

- Porque anistia é o k*ralho.


Publicado em 21/09/2025




Sururu de cuscuz

por Vasqs

Devolve o cuscuz ou chamamos a polícia

Estávamos eu e o Mahoney, meu cachorro policial, debaixo da marquise de um supermercado de bacanas esperando a chuva passar, quando começou um sururu.

Sururu é confusão é arranca-rabo é muvuca é barraco, que a gente imagina que acontece só onde tem barraco, mas não, acontece também onde tem cobertura.

Uma mulher foi barrada na saída pelos funcionários. Logo formou-se uma rodinha, street circus não é toda hora que tem nessas bandas. Um perguntou que foi? outro respondeu ela roubou um cuscuz.

Nem sabia que vendiam cuscuz em supermercado... cuscuz nordestino, farinha em pacote, 35 pilas. Preço até baixo pra uma mulher que se vestia elegante, empetecada de joias, badulaques em todo o corpo, cabelos tingidos e um arco-íris de maquiagem no rosto.

E tinha carro.

E tinha dinheiro.

E roubava cuscuz.

Gosto de cuscuz, mas do que fazia minha mãe, com sardinha, rodelas de ovos, azeitonas verdes e pretas, lasquinhas de tomate e cheiro-verde, o dito cuscuz paulista. Moleque, só não entendia aquele buraco no meio - diabos, por que buraco onde poderia muito bem ter mais cuscuz?...

Ninguém fazia um cuscuz tão bom como ela, a minha mãe. Nem a Ameca, a mais extraordinária robô do mundo, faria. Mesmo porque ninguém gasta milhões desenvolvendo um robô pra ele fazer cuscuz.

Mas esse é outro ponto, minha mãe nem deveria estar nesta história, nunca fez nada ao arrepio da lei pra estar aqui contracenando com uma ladra.

Os funcionários, dois, tentavam deter a mulher e ela gritava:

Tira as mãos de mim!

A gente se aproximou, eu e meu cão policial.

Gosta de sururu, Mahoney?

Queriam os funcionários que a mulher abrisse a bolsa e confirmasse a suspeita, se tinha mesmo roubado o pacote.

Tire as mãos da minha bolsa!

E se desvencilhava e dizia enfurecida me respeitem eu sou a dona do supermercado!

O Paulão, um dos funcionários, desatou uma gargalhada. O Cerquera, o outro, suspirou essa velha é doida.

Não era tão velha, seria mais doida que velha.

Devolve o cuscuz ou chamamos a polícia, ameaçavam.

Podem chamar o Papa, ela rebatia.

Veio a polícia, ninguém chamou mas veio, apareceram do nada, polícia tem faro pra sururus e pelo jeito também pra cuscuz.

Duas viaturas, 3 policiais.

Que houve? quis saber o sargento, ou capitão.

Ela roubou um cuscuz, disse o Cerquera.

Devolve, determinou ou sargento ou capitão, dirigindo-se à mulher.

Tenho nada pra devolver, não peguei nada.

Abre a bolsa ou vai pra delegacia, insistiu o sargento ou capitão.

Veja como fala, sou amiga do ministro da Justiça, ela rosnou empertigada. Conhece o dr Alexandre de Moraes?

Essa é boa, não acho que ele tenha amiga gatuna 155, retrucou o sargento ou capitão.

Tenho contatos com o FBI, me prende e vai parar no Carandiru, disse, agora sabemos, a doida.

Abre a bolsa, repetiu o policial.

A mulher desaforada apontava o dedo pros três policiais, vocês são todos bandidos!

Essa também é boa. Não fui eu que roubei um cuscuz, disse o sargento ou capitão.

Quase uma hora assim. Já passava do ponto. Já tava cansando.

Mas os policiais se mantinham impassíveis. Devem ser treinados pra tratar pessoas de acordo com a geografia, de acordo com o CEP. Fosse na periferia o pau já teria comido.

A chuva passou o tempo passou e o que passou depois eu nunca soube, porque segui meu caminho.

São muitas opções. Ela devolveu o cuscuz ela pagou cuscuz ela foi encaminhada a um psicólogo ela teria um trauma, ela teria um desejo reprimido por pais preconceituosos que desprezavam comida nordestina. Ou

Ela chamou o Xandão, que mandou o FBI prender os funcionários e os policiais "bandidos" incluindo o sargento ou capitão.

Fica pra imaginação de cada um.

Vazamos, eu e meu cão também policial também impassível.

Gosta de cuscuz, Mahoney?


Publicado em 11/06/2026




Sweet memories*

por Vasqs

Quando se trata de sexo...

O personagem de O Complexo de Portnoy roubava bifes de fígado da geladeira da mãe e usava para se masturbar. Grande ideia. Philip Roth deve ter sacado essa do seu tempo de moleque. Moleque é um Vesúvio de testosterona, quando se trata de sexo inventa mais que o Thomaz Edison.

1
O Narciso ganhou uma égua de presente da avó. A cidade ainda não sabia se era urbana ou rural, tinha espaço e ruas de terra. O Narciso, 11 anos, subia numa cerca, posicionava a égua e dava um crau no bicho. Diziam que também usava galinhas, porcos e cabras.

A anedota era assim:

- O que você vai ser quando crescer, Narciso?

- Tarado.

Com 15 anos já tinha engravidado uma moça mais velha que ele 8 anos.

2
Também tinha o Tenório, o carroceiro. Orgulhava-se de ter uma minhoca especialmente avantajada. 23 centímetros!, bradava. Dizia que dava nó e chamava os moleques no banheiro pra mostrar, como uma aberração de circo de horrores. Só não cobrava, o preço era a perplexidade dos garotos, fazia bem pro seu ego.

Uma vez o Silvinho levou uma trena.

- 18 cm! - protestou – e não 23!

O Tenório deu um sorrisinho triunfante:

- E você acha pouco?

3
O Sakata tinha dinheiro no bolso, era filho de fazendeiro. Uma tarde apareceu com um pacote de catecismos – mais de 50! -, um quadrinho pornô, espécie de educação sexual da garotada da época. Comprava todos, devia ser o maior comprador de catecismos da cidade. Queria que o Hugo levasse pra casa, emprestaria por quanto tempo quisesse. Seus pais andavam desconfiados.

O Hugo disse: e os meus? Mas levou.

Num mês, já tinha lido tudo.

Até que lá um dia, quando saía do banheiro, tomou uma bronca da mãe e um pescoção do pai, tudo ao mesmo tempo.

Não que tivessem desconfiado, mas pelo tempo que o Hugo ficava no chuveiro, devia ser ele o responsável: a conta de luz estourou naquele mês.



4

Os bailinhos eram chamados de roça-roça. Mesmo o da Igreja. É, tinha um que funcionava no salão da igreja, com rock, Beatles e tudo mais.

Todo fim-de-semana tinha roça-roça na igreja.

Father Mackenzie remendava suas meias enquanto John Lennon, no salão, pecava fungando no cangote da Eleonor Rigby: oh, giiiirl, sffffsh!...

Esses bailinhos eram a contradição do crescei-vos e multiplicai-vos e ao mesmo tempo uma preliminar de quem fosse pro inferno, porque a coisa era mais torturante que o band aid do João Bosco. As moças eram terrivelmente recatadas, quase freiras, de maneiras que crescei-vos, sim, mas multiplicai-vos, nem pensar: só depois de casadas.

Um cinto da castidade invisível e mais resistente que os da Idade Média fazia as vezes de polícia da moralidade: eram os olhos lancinantes (e invejosos) do padre, do pai, da mãe, das tias, do delegado, do juiz, dos vizinhos, e, claro, os onipresentes de Deus.

E afinal eram o que explicava o Narciso, o Sakata, o Tenório, os catecismos pornô...

E muito provavelmente também os bifes de fígado nas mãos do Portnoy.



* Nada é mentira.


Publicado em 07/02/2026




Mick Jagger entra num bar...

por Nelson Moraes

Droga! Perdi a aposta.

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção brasileira.
– Ih – diz o barman. – Perdi minha aposta.
– Apostou em quem? – pergunta o Mick.
– No Boston Celtics.
– Mas o Celtics não joga futebol.
– Pois é – arremata o barman. – A seleção brasileira também não.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção inglesa.
– Droga – diz o barman. – Perdi a aposta.
– Ué – diz o Mick. – A Inglaterra nem jogou ainda.
E o barman:
– É que eu apostei que o Keith Richards é que ia aparecer.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção iraniana.
– Oba – diz o barman. – Ganhei a aposta.
– Como assim? – diz o Mick. – O jogo com a Nova Zelândia terminou empatado.
– Não – explica o barman. – Eu apostei que você não ia sair inteiro desse estádio hoje.


Publicado em 16/06/2026




O dia da corte do bobo

por Nelson Moraes

Mas naquele ano foi diferente

Sim, era uma tradição naquele reino. Uma vez por ano a corte era toda do bobo: o rei abdicava simbolicamente e entregava a coroa ao bobo, que se sentava ao trono e era convertido no supremo mandatário do reino por 24 horas. Suas ordens tinham que ser executadas – exceto execuções, menos pra evitar o trocadilho do que pra neutralizar a possibilidade de uma mortandade sem precedentes em um reino já pequeno: havia que se pensar nos impostos.

Tirando isso, valia tudo.

Claro que os "decretos" baixados pelo bobo, no decorrer de sua efêmera gestão, não passavam de pura bufonaria, ou mesmo algum trote com a família real e seus assessores: ele podia ser bobo mas não era bobo. Ficou célebre, por exemplo, a ocasião em que ele anunciou que, a título de homenagem, passaria o dia de seu governo fantasiado de quem mandava de verdade no reino – e apareceu vestido de rainha. Ou quando encenou um golpe de estado, assumindo o trono com a armadura do general do Exército junto com seu cavalo de pau e discursando: "Apesar de ter de dividir o trono com esse animal, ao menos me vanglorio: sou um cavalo ventríloquo!"

Mas naquele ano foi diferente.

Ao raiar do dia, quando lhe foi oferecida a coroa, o bobo, pra surpresa geral, recusou.

– Como assim? – perguntaram.

– Não, ué. Não quero a coroa.

– Então... Não vai ter Dia da Corte do Bobo?

– Claro que vai. Só não quero que mude nada. O rei continua reinando, eu continuo bobo. Só isso.

Ninguém entendeu. Mas como – pelo menos naquele dia – seu desejo era uma ordem, assim foi. Num clima meio embaraçoso, o rei sentou-se ao trono. Baixou seus decretos de forma não muito espontânea, que foram obedecidos de maneira um tanto constrangida. O monarca nunca tinha se sentido tão vulnerável, entregue, postiço. Assim passou-se aquele dia, que pareceu ter 72 horas.

Quando soaram as badaladas matinais do dia seguinte, a primeira medida do rei foi certificar-se de que o Dia da Corte do Bobo havia realmente terminado.

E mandou executar o bobo.


Publicado em 25/02/2026




AGENDA

Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.






Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.