CRÔNICAS


Tiradentes, 2026

por Carlos Castelo

Hipóteses factíveis

Imaginemos Tiradentes hoje.

Joaquim José da Silva Xavier seria um influencer, postando threads inflamadas contra os Estados Unidos, patrocinada por algum grupo de WhatsApp chamado “Inconfidência Raiz”.

Do outro lado, Joaquim Silvério dos Reis não perderia tempo. Protocolaria logo um dossiê em Powerpoint detalhando cada reunião suspeita em Vila Rica (a China estaria por trás). Tudo isso, claro, com financiamento da CIA, que terceirizaria a repressão para reduzir custos operacionais.

Tiradentes acabaria no STF.

A defesa alegaria que não havia influência chinesa em nada, apenas um “rascunho de autonomia em estágio embrionário”. Pediria nulidade do processo. Afinal, ninguém avisou que reunião em escritórios da Shopee configurava crime contra o Estado.

Nos bastidores, Tiradentes tentaria um habeas corpus.

— Excelência, tenho problemas sérios de saúde bucal.

Negado. Último recurso: prisão domiciliar.

— Prometo não conspirar além do perímetro da sala.

Indeferido, com voto divergente apenas sobre a marca da tornozeleira.

A essa altura, a execução já teria sido substituída por um longo processo que se arrastaria por anos. Mas, para manter a tradição, decidiriam pela forca simbólica. O evento seria transmitido, ao vivo, com a chancela comercial de uma BET. “Aposte agora: Tiradentes será absolvido no recurso?”

Por fim, o mártir não iria para a forca, nem ao esquartejamento. Pior: seria cancelado

No Brasil de 2026, não há pena mais pesada do que deixar de ser assunto.


Publicado em 21/04/2026




War-Off

por Carlos Castelo

A guerra, quando acontece o tempo todo, pode cansar.

A guerra, quando acontece o tempo todo, pode cansar. Por isso, Trump decidiu tomar algumas providências administrativas.

Primeiro, instituiu o “War-Off”: a cada três conflitos iniciados, o quarto vem com direito a feriado prolongado. Tanques estacionam, mísseis tiram uma soneca e os generais fazem alongamento. Afinal, ninguém quer o ciático comprometido no meio da batalha.

Depois, criou o “Clube de Pontos Bélicos”. A cada ameaça do inimigo, ele ganha milhas para trocar por um pedido de desculpas ou por um café na ONU. Em outras palavras, Trump instituiu a diplomacia com cashback.

Para evitar a monotonia, também sugeriu guerras temáticas: semana medieval (com duelos a cavalo), semana faroeste (em que vence quem saca mais rápido) e a popular “Guerra Silenciosa”, em que todos brigam apenas através de mensagens. Especialistas em conflitos garantem que dói menos e rende memes.

No fundo, Trump percebeu que conflito demais perde a graça. Como uma série de TV que se estica além da última temporada boa, a guerra precisa saber a hora de fazer uma pausa dramática. Porque até genocídio, quando exagera, cansa o público.


Publicado em 05/03/2026




A filosofia essencial de Luiz Felipe Leandro

por Carlos Castelo

Tema de hoje: Imanença

As insperiência num é uma linha réta que conduis aos reconhessimento, mas uma droba inceçante, uma évolunssão do póprio pençamento sôbre seus ponto de fuga. Pensá, irmão, num é compreendê. Ah, maiz num é mesmu. É estraí dos cáoz uma consistênssia mínima que seje, um prano de himanênça onde as forssa deixa di ser arrepresentada para si tornarem-se puramente operatória.

Nesse prano, o sugeito num paça de uma fiquissação tardía, um cuagulamento provizóro deces movimento que o atraveça. Aí que tá. O tal do "eu" é apenas uma interrupissão momentânha nos fruxo das intençidade, como se o penssamento, fastigado, preçisasse de um nome para reporsá, discansá. Inda que ece repôzo nunca acontêssa.

Já dizium Fucô e Fróide: "filosofá, no afinal das conta, é asseitar o riscu de ser arraztado porumas forssa que num péde permição". E é tamém si tornar-se istranjeiro nos póprio territóro, cúmprice das potênça que nus ecéde. É abitar o intervalo entre um conceitu e sua fuga. E, cráro, é não pará de comessar.

Por iço, fica com Deus, que Deus é pai.

Luiz Felipe Leandro é filósofo, historiador e pós-doutorado em Linguística pela USP - Universidade de Águas de São Pedro. Graças a seu poder de explicar o complexo de modo simples, se tornou uma celebridade da Filosofia nas mídias.


Publicado em 15/11/2025




Manifesto da micrônica

por Carlos Castelo

Novos gêneros literários

Descobri que a maior parte dos textos que escrevo não são, como eu imaginava, crônicas. São, na real, crônicas miúdas. Pequenos e densos comentários de não mais de duzentas palavras. Uma meia crônica? Um nanocomentário?

Demorei muito tempo para achar o termo que melhor descreve o que produzo. Inclusive, porque ele não existe na Literatura. Pois não é que o nome estava bem em cima do meu nariz e eu não o vi? Sabem qual é? Micrônicas. Diminutas crônicas numa palavra-valise, como dizia Ezra Pound.

Agora explico (brevemente) o que são elas.

Micrônicas são como aquelas conversas de elevador que terminam antes do quarto andar. Têm começo, meio e fim, mas às vezes o fim chega antes do meio, e o começo parece continuação de algo que ninguém presenciou. São textos que piscam. Acontecem, e pronto. Antes que o leitor perceba, já está com um sorrisinho no canto da boca, pensando: "ué, acabou?". Sim, acabou. E não precisa de mais nada.

Diferente das crônicas tradicionais, que passeiam pela página com a elegância de uma pantera, as micrônicas são mais como um beija-flor com pressa: chegam, fazem o que têm de fazer e saem zumbindo. Quando bem-sucedidas, deixam um nectarzinho de reflexão. Ou, na falta de um juízo qualquer, ao menos um "hehe".

Há quem diga que textos curtos são preguiça do autor. Discordo com veemência. E tenho muita preguiça de ouvir essa afirmação. Escrever pouco é muito mais difícil. É como tentar fazer um comprimido de feijoada: concentrar o sabor, o humor, o paio e a costelinha para que caibam num só gole. E ainda deixar espaço para o leitor arrotar de satisfação.

A micrônica é o café curto da literatura: intensa e com um fundo amargo que desperta o leitor. É o bilhete esquecido no bolso que, de repente, faz mais sentido do que um tratado de filosofia. É a centelha que não vira incêndio porque prefere brilhar sozinha, discreta e insolente. Como quem diz: "não preciso de três páginas para fazer efeito".

Se o cronista é o flâneur das palavras, o micronista é um corredor de cem metros rasos, tentando cruzar a linha de chegada antes que o leitor deslize o dedo para o próximo vídeo de gato no celular.

Então, quando alguém comenta: "Mas suas crônicas acabam tão rápido…", eu digo: "É que eu respeito o tempo do leitor". Porque, no fim, a micrônica é a prova de que, às vezes, o essencial cabe num parágrafo. E o resto é só prosa.



Publicado em 13/11/2025




Uma noite na caserna

por Vasqs

Por que um comunista colocaria um gato no armário?

Escalados pra fazer a vigília naquela noite, os recrutas Abílio e Pederneiras mantinham os olhos fixos na janela da guarita. Súbito, ouviram um barulho forte, que veio não de fora, mas de dentro do quartel, do escritório ao lado.

Espingarda em punho, os dois correram, atravessaram o corredor, a porta do escritório, e entraram. Entraram abaixados, cuidadosos, pé ante pé, olhos e ouvidos arregalados. Procuraram sob as mesas, cadeiras, armários, e pronto, ...era dali, de um dos armários, que vinha o barulho, alguma coisa que se mexia dentro.

Abílio aproximou-se lentamente e perguntou: quem está aí? Sem resposta, a porta entreaberta, ele puxou com cuidado com a ponta da espingarda. Foi então que um vulto saltou sobre ele, plóft! Parecia 3 quilos de massa de pastel, que bateu, arranhou sua cara e saiu, miando, desembestado, na velocidade de um coelho.

Como coelho não arranha e pastel não mia, só podia ser um gato. Um gato que em poucos segundos tinha vazado pela janela e já se embrenhava no meio do mato, no meio da noite.

Pederneiras bem que tentou, puxou a espingarda e atirou, uma, duas vezes. E errou, uma, duas vezes.

O barulho ecoou alvoroçando o quartel: luzes acendendo, homens na janela, correria.

Antes das 5 horas o sargento já tinha reunido a tropa toda, aos gritos:

- Pelotão, sentido!

Fez-se aquele barulho de coturnos batendo todos ao mesmo tempo: craec!

- Pelotão, descansar!, outro grito do sargento.

- Estou sabendo de tudo!

O pelotão todo também estava sabendo de tudo.

De novo o sargento:

- Um gato no armário do escritório assustou dois mariquinhas...E pior: conseguiu escapar!...

- Não é mesmo, recruta Abílio? - voltou-se olhando direto pro recruta Abílio.

- Si-sim, sargento, gaguejou o Abílio.

- Não foi assim, recruta Pederneiras? - falou agora olhando pro Pederneiras.

- Hã? Ah, foi, foi assim, sargento - respondeu o Pederneiras, sonolento.

O sargento andava de um lado pro outro, pisando firme, pensando no que dizer, e disse:

- Escapou, não é? Deixaram-o-gato-escapar... disse baixinho como que pra si mesmo.

- Preste atenção, pelotão - continuou - ... preste bem atenção na seguinte e importantíssima questão de cunho tático-estratégico.

Silêncio.

- Ok, era só um gato, apenas um gatinho inofensivo, assustado,... E assim mesmo ...escapou. Mas... - aqui sua voz subiu a 150 decibéis - ...E SE EM VEZ DE GATO, PELOTÃO, E SE EM VEZ DE GATO QUEM ESCAPOU FOSSE UM COMUNISTA?!

Mais silêncio, agora com arrepios.

- Hein, recruta Abílio, hein, recruta Pederneiras? - prosseguiu o sargento passando os olhos perscrutantes em cada um da tropa.

Então um deles lá no fundo ergueu a mão.

- Sargento – disse - um comunista cabe no armário?

Isso pôs o sargento mais vermelho que a bandeira do partido. Ergueu os olhos e rosnou:

- Idiota-imbecil. Estou propondo uma hipótese pedagógica. "Se", eu disse, "se fosse", no condicional, seu cretino.

Ato contínuo, outro ergueu a mão.

- Sargento! Existe gato comunista?

E antes que o sargento respondesse, um terceiro ergueu a mão.

- Sargento, se não tem gato comunista, os gatos de Cuba são o quê?

O sargento já parecia uma locomotiva, soltando fumaça por todos os orifícios: boca, nariz, orelhas e etc... até pelo etc.

Mas outro falou em seguida:

- Sargento, se era só um gato, e não um comunista, nem um gato comunista, nem um comunista gato, fim de caso, né?

- Muito bem... - reagiu o sargento - agora temos um espertinho! Como sabe que não foi um comunista que colocou o gato no armário?

- Desculpa sargento, mas... por que um comunista colocaria um gato no armário?

- Ah! Como se atreve o retruca me recrutar...hã... o recruta me retrucar?

O sargento estava realmente nervoso.

- Criatura ingênua - seguiu ele - idiota-irrecuperável, cretino-insolúvel, não sabe que eles fazem gatos engolirem escutas?!! Não sabe que põem bombas-relógio no intestino dos gatos?

- Ei, peraí, sargento, e se o gato entrou no armário só pra se esconder?, falou mais um sem sequer erguer a mão.

- Cala a boca!, fuzilou o sargento com voz seca. Outro espertinho!... Então me diz, criatura boçal, esconder de quem?

A essa altura a autoridade do sargento já estava à deriva. Foi quando um mais ousado emendou com uma voz esganiçada que parecia um... miado:

- Dos comunistas...

Essa o pelotão - e o Abílio, e o Pederneiras, não resistiram. Caíram na gargalhada, com o sargento roxinho da silva, vociferando:

- Cretinos, ordinários! Sentido! Sentido!

Deu uma pausa, respirou fundo, e soltou:

- COMUNISTAS! COMUNISTAS!


Publicado em 20/04/2026




Tipo assim

por Vasqs

Naquele instante em que você esquece que vai morrer

1
"A grande questão do século 21, pontificava o Saulo, o genro metido a intelectual, é a distopia".
Tia Nélia, entrando na sala , se meteu:
- Magina, eu uso diabo verde, funciona que é uma maravilha.

2
PEC dos 10 Mandamentos, art° 11:
"Serão permitidos todos os pecados sexuais".
£1 : "Desde que abunde o respeito".

3
"Proteja seu celular e sua carteira", avisa o autofalante do metrô.
"E quando for ao Congresso também, proteja seu celular, sua carteira, seus rins e sua alma".

4
Sempre quis uma mulher linda e deslumbrante, nunca pôde ter. Achou uma no Shope, por um precinho bem acessível. Comprou. Com 5% de desconto, no pix.

5
A I.A. foi criada pra substituir o homem. Portanto, grande bosta.

6
Vovó Matilda descobriu que a eternidade existe antes de a gente morrer.
Ela disse: naquele instante em que você esquece que vai morrer, então você é eterno. Os jovens, por óbvio, nem pensam na morte, por isso são mais eternos que os velhos. Estes, também por óbvio, pensam, então...
Vixi!... muito complicada essa véia.


Publicado em 18/12/2025




Foi só isso

por Nelson Moraes

Categorizando as falas de Flávio Bolsonaro

Deixem de leviandades apressadas, categorizando as falas de Flávio Bolsonaro como entreguistas. Eu explico tudo.
Na primeira vez em que o pai foi a Washington, falar com Trump, em 2019, chovia bastante no aeroporto e por isso Jair arregaçou a barra da calça até quase o joelho. Entrou na limusine e foi levado à Casa Branca, sendo recebido por Trump na entrada. Nesse momento o americano, ao perceber que o distraído colega brasileiro se esquecera de recompor a parte inferior da vestimenta, alertou:
- Já pode abaixar as calças.
Ao que Jair, entre surpreso e embevecido, obtemperou:
- Aqui mesmo...?
Desde então o resto da família pegou gosto. Foi só isso.


Publicado em 31/03/2026




Esqueçam Truman, Nixon, Bush...

por Nelson Moraes

Depois de Stephen Colbert agora foi a vez de Jimmy Kimmel

Depois de Stephen Colbert agora foi a vez de Jimmy Kimmel, que em seu talk show só tinha comentado o óbvio: a turma do MAGA vem dando nó em goteira pra classificar o assassino de Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um deles, e buscam tirar proveito político disso. Qual a novidade?
Sob pressão da Casa Branca, a ABC suspendeu o programa por "tempo indeterminado" (jóia rara de eufemismo) e Trump celebrou: "Excelente medida. Já caíram Colbert, Kimmel, e ainda faltam Jimmy Fallon e Seth Meyers" - com a objetividade de quem passa uma lista a um sniper.
Esqueçam Truman, Nixon, Bush ou quejandos. Esses - em variados graus de inépcia/vilania - foram líderes que de certa forma gerenciavam as consequências das próprias decisões. Trump passa longe: raso, unidimensional, incapaz de nuances e cercado de, esses sim, larápios calculistas (Rubio, Vance, Bannon yada yada yada) empenhados em - turbinados pelo bovino entusiasmo do chefe - passar o rolo compressor por sobre qualquer agenda progressista que implique em pluralidade de conceitos ou discussão de ideias.
Esse é o ponto: o atual poder executivo norte-americano, ao reservar pra si a prerrogativa de neutralizar vozes dissonantes, em solo pátrio e fora dele (tocou o sino?) - e à revelia dos poderes institucionais efetivamente detentores das respectivas competências - rasga todo o legado liberal e democrático da nação que um dia, duzentos e tantos anos atrás, no nascedouro, se pretendeu iluminista.
A "história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada" preconizada por Shakespeare vem sendo encenada de forma ávida no Salão Oval. E pensar que ainda faltam três anos pras cortinas desse palco se fecharem.


Publicado em 21/09/2025




AGENDA

Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.