CRÔNICAS


Os Luvas Brancas

por Carlos Castelo

Go home, new yorkers!

Existe uma praga silenciosa no humor brasileiro. E não é o stand-up, que ao menos tem a honestidade de suar no palco mesmo à luz de um refletor mequetrefe. O problema é mais perfumado: são os autores que descobriram a prosa espirituosa da New Yorker e decidiram transplantá-la para cá como quem planta tulipas em Bangu.

De repente, o camarada quer soar como um professor de Princeton observando, com melancolia, a decadência moral de um croissant. Só que o nosso objeto nacional não é o croissant: é o ovo colorido da rodoviária, a impressora que “só pega se levantar a tampa”, o tio que chama Pix de pique.

O resultado é um humor de luvas brancas tentando descrever um país que resolve problema no grito e chama solução provisória de gambiarra desde 1500.
Os textos desses new yorkers iniciam falando da falência espiritual do ocidente e acabam descrevendo uma cadeira assinada por um designer escandinavo. Um verdadeiro boi com abóbora metido à besta.

Falta busão. Falta boteco. Humor brasileiro (do bom) não toma chá com leite, muito menos com ironia: ele derruba café na camisa e ainda culpa o pires. Em outras palavras: humor brasileiro não anda de cachecol em Copacabana.


Publicado em 02/07/2026




Baixa Barra Funda

por Carlos Castelo

Um bairro mais cult de São Paulo

A revista Time Out elegeu a Barra Funda, em São Paulo, como o terceiro bairro mais descolado do mundo. Isso porque eles não visitaram a Baixa Barra Funda, bairro vizinho que oferece atrações ainda mais incríveis.

O cartão-postal é o Memorial da Geladeira Aberta, um centro cultural que exibe centenas de eletrodomésticos plugados eternamente na tomada, com a porta escancarada, como metáfora do desperdício da energia no mundo.

No quesito originalidade, ninguém supera o Parque das Filas, onde os paulistanos formam enormes fileiras e ficam esperando algo acontecer por horas e horas. É divertido e, segundo os médicos, fortalece as panturrilhas.

A gastronomia é riquíssima na Baixa Barra Funda. Comecemos pelo restaurante Sopa Imemorial, onde você monta seu prato em um bufê repleto de panelas de sopa diferentes, todas sem concha. O cliente precisa improvisar com as próprias mãos, o que, de acordo com o chef, cria uma conexão ancestral com o caldo.

Há ainda o famoso Egg Bar, cinco estrelas no Guia Michelin, que serve apenas ovo cozido com sal e pimenta do reino. Para beber, gemada.

A vida noturna é das mais animadas. Na Balada do Sósia, só entra quem provar ser a cópia malfeita de alguém famoso. Já tivemos cinco Neymares e um sujeito que insistia em ser o irmão menos conhecido de Caetano Veloso. Acabou sendo barrado por excesso de convicção.

A Baixa Barra Funda, portanto, é um bairro para pessoas que amam o diferente. Ou simplesmente para quem não encontrou opção melhor de lazer.


Publicado em 30/09/2025




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

SONETO ANAL

Sim, todo mundo já fez sexo anal
No pré-primário com o coleguinha
Ou praticando o teste da farinha.
Abrir os quartos sempre foi normal

Sim, todo mundo já queimou o canal
Quem não cedeu o donut a um vigário?
A um padrasto meio salafrário?
Soltar o anel é coisa factual

Se pesquisarmos lá na Roma antiga
E formos ler sobre os gregos de Atenas
Perceberemos que não há quem diga

Que ficavam no nho-nho-nho, meu velho
Era culatra e talo numa briga
De levar o Sade a ficar vermelho


Publicado em 05/04/2026




The horse goes out

por Carlos Castelo

Um e-mail

"Boa tarde, pessoal da produtora Go Out. Somos a empresa que alugou os equipamentos cinematográficos para o filme Dark Horse. Durante as filmagens ficamos responsáveis pelas câmeras, tripés, iluminação e outros equipamentos de captação. Havíamos combinado que o recebimento de nossos honorários aconteceria 30 dias após a data do encerramento das filmagens. Sucede que, já se passaram 90 dias e não recebemos nem o cachê, nem os equipamentos. Nosso representante foi até o endereço mencionado no contrato e no local há uma igreja pentecostal.
O pastor, muito gentil, informou que nunca ouviu falar em produtora alguma, embora tenha admitido que, desde janeiro, os cultos estejam com uma incrível iluminação. Disse também que os fiéis andavam emocionados com os closes dramáticos durante os testemunhos. Um irmão teria recebido o Espírito Santo em travelling lateral.
Nos fundos do templo, o representante reconheceu um de nossos refletores servindo de apoio para um vaso de samambaia. Já a câmera principal estaria “em missão”. Não ficou claro se em missão religiosa ou rodando o Dark Horse 2.
Tentamos contato com o diretor. Descobrimos que ele agora atende pelo nome de Profeta Spielberg. O produtor executivo sumiu. Há rumores de que fugiu para o Texas levando duas lentes Leica e um drone.
Por favor, façam contato, vamos negociar. A essa altura, estamos aceitando até pagamento em dízimo."


Publicado em 21/05/2026




O Dudu da Dúvida

por Vasqs

Sempre tem uma primeira vez

O Dudu da Dúvida era o técnico do S.C.Mundial, temido esquadrão da várzea da cidade. Na hora de escalar o time era assim:

- O Lopes vai no gol, o Tigre de centroavante. Ou não, peraí, hoje vamos inverter, será uma boa armadilha contra o adversário.
- Mas o Tigre nunca jogou no gol!
- Sempre tem uma primeira vez. O Zeca na ponta direita, jogando meio recuado... ou avançado, mas entrando pro meio, ajudando o ...talvez o Mário, ... cadê o Mário?
- Saiu do time faz 3 meses, professor.
- Bom , então joga o Tucano na meia.
- Mas eu sou zagueiro, professor.
- Sem problema, temos que espalhar armadilhas.
- Putz...
- O Cirilo vai de volante-Capitão,... Melhor, vai o Sargento de volante-Capitão, aproveita que ele já tem patente. Certo, Sargento?
- Certo, professor.
- Japa, hoje você fica no banco.
- De novo... faz seis jogos que eu tô no banco...
- Entra no segundo tempo, elemento surpresa, e talismã
- Elemento ele já é, hahaha.
- Justino, você vai no gol.
- Não era o Lopes?
- Vamos precisar do Lopes de centroavante, ele é mais alto.
- Mas não era o Tigre?
- O Tigre vai ser o ponta recuado.
- Caramba, não o era o Zeca entrando pelo meio?
- O Zeca vai ser o volante-Capitão.
- Catzo, não era o Sargento que já tem patente?!
- Era. O Sargento fica atrás do gol, caso haja briga, ele entra dando porrada.
- E o ponta esquerda?
- Tô pensando... hã... o Japa.
- Mas o Japa não vai ser o talismã?
- Quem falou em talismã?
- Você, pô!!!
- Tá bom... então você vai ser o talismã.
- Professor... eu sou o massagista!...

Contam que no casamento do Dudu, quando o padre perguntou se ele aceitava a moça como esposa, antes que houvesse um vacilo a noiva entrou de sola:
- Ele aceita sim, seu padre, claro!


Publicado em 05/07/2026




A Maria Amélia, o marido da Maria Amélia e o Demônio

por Vasqs

Tudo permanecia na mais completa escuridão

A Maria Amélia era muito religiosa. Orava, cantava e dançava louvores o dia todo. Ia ao culto três vezes por semana e pagava o dízimo, religiosamente. Porque pra ela o dízimo era como um seguro que garantia proteção divina, dela e da família, incluindo o marido que bebia mais que carro velho. Bebia, não parava em empregos e chegava em casa troncho e cambaleante todos os dias.

Isto, essa vida torta do marido, pra Maria Amélia, que acreditava mais no Demônio que em Jesus, só podia ser coisa do Demônio.

Muito fez essa esposa abnegada, que lá pelas tantas da vida conseguiu convencer o marido de que tinha razão e que o único jeito era fazer um exorcismo, era expulsar o Demônio que ficava tocaiado no fígado dele. Porque, argumentou ela, o Alcenir, da Laurita, fez e deu certo, e o filho da Neguinha também - graças ao exorcismo hoje ele faz o 4 melhor que qualquer bailarino russo.

No templo, o pastor exorcista, segurando a Bíblia na cabeça do Remígio, que era como se chamava o pinguço marido da Maria Amélia, dizia palavras estranhas, fazia gestos estranhos e soltava gritos guturais também estranhos.

Mas quando estava no auge do processo, quer dizer, na hora da defenestração definitiva do Demônio, aconteceu o inesperado: a luz apagou.

Um silêncio horripilante pairou sobre o templo.

Houve um alarido na plateia - sempre tem plateia nessas coisas - todo mundo paralisado, de espinha mais gelada que cocô de esquimó.

O pastor, que se dizia um personal Demônio, que sabia tudo de Capetas, Diabos, Belzebus, Capirotos e Tinhosos, muito irritado, passou a berrar impropérios horríveis, como jamais se vira antes. Empunhava a Bíblia, ameaçava o Demônio e bradava coisas assim:

Trevas, trevas!
Privatizaram a luz!
O Diabo agora é o dono!
Fiat lux, fiat lux!

Repetia os gestos e palavras do ritual, e nada, tudo permanecia na mais completa escuridão, no mais completo silêncio, no mais completo arrepio.

Inútil, uma hora, duas horas, tudo em vão.

O exorcismo fracassou.

A Maria Amélia, lívida e em prantos não teve a mesma sorte da Laurita e da Neguinha.

Uma risada breve e triunfante ecoou no salão.

O Demônio venceu.

E venceu com uma pitada de sarcasmo próprio de Demônios.

Quando a luz voltou, muitas horas depois,... o Remígio, que entrara no templo sóbrio como um abstêmio, estava bêbado - mais bêbado que corno num balcão de bar.

E não só ele: o pastor exorcista também.


Publicado em 30/05/2026




Leitor quer é porrada

por Nelson Moraes

Murro no olho do autor dá mais engajamento

Quem ficou surpreso ao saber do barraco entre o Garcia Márquez e o Vargas Llosa, acontecido em 76 (donde deduzimos que a literatura diferenciada nem sempre consiste num soco no estômago do leitor: murro no olho do autor dá mais engajamento), é porque nunca soube de outros casos, tão mais cabeludos quanto abafados, também envolvendo literatos.

Por exemplo, o beliscão nos mamilos que o Machado de Assis tomou do Gregório de Mattos, e que fez o Bruxo do Cosme Velho sair dando pulinhos em ziguezague pela calçada do Forte de Copacabana gritando “Bof quoi, dis donc, fait chier!”. Segundo fofocas, o fato de nunca terem sido contemporâneos – com quase um século e meio dividindo os dois – deve ter sido a causa do desentendimento: se já nunca tinham se falado antes do incidente, aí é que não voltaram a conversar.

Outro caso foi o demorado pisão no pé que Ernest Hemingway tomou de F. Scott Fitzgerald, num baile em Fresno. Segundo Hemingway, foi porque Fitzgerald não suportava os “therefore” que ele tinha enfiado indevidamente em “O Sol Também se Levanta”. Segundo Zelda Fitzgerald, foi porque Hemingway tirou Fitzgerald pra dançar. E segundo Fitzgerald, o décimo-quinto Martini estava ótimo e ele não se lembra de mais nada.

Houve também o caso de Fernando Pessoa, que uma vez se trancou no banheiro de uma tabacaria no Ribadouro, em Lisboa, e quem encostou o ouvido na porta acompanhou o tenso diálogo que culminou em Alberto Caieiro enfiando o dedo no olho de Ricardo Reis.

Como não se lembrar também de Lord Byron e Mme. de Stäel, que chegaram a trocar cusparadas, tufos de cabelo e pedaços de unha – e tudo isso por correspondência?

Por fim, não pode ser esquecido o caso de Norman Mailer, que, depois de ter se pegado com um crítico literário do New York Times – e também escritor –, foi a um bar com um míssil Tomahawk BGM-109 enfiado nas costas. Quando os amigos, depois de vários rodeios, com muito jeitinho apontaram o fato, ele teria virado um gole de bourbon e dito: “Vocês precisavam ver como o outro ficou.”

Voltando lá no início, há quem diga que na briga do Vargas Llosa e do Garcia Márquez tinha uma mulher no meio. Felizmente ela se desviou bem na hora.


Publicado em 01/07/2026




Barbas brancas

por Nelson Moraes

Como a gente se parece, ninguém vai perceber

Deus, Marx, Darwin, Papai Noel, Bernard Shaw e o Hermeto Pascoal se encontram em um restaurante. E o pau já começa quebrando:

– Engodo alçado à condição de sublimidade pra consumo das massas!

– Ei – ri o Shaw – Isso foi Marx falando pra Deus ou Deus falando pro Marx?

– Fui eu – fala Papai Noel. – Tava apenas reclamando do molho pesto no meu fettuccine.

– Ah – diz o Marx. – Até acreditei que tivesse sido eu. O que mais ouço é coisa atribuída a mim que não saiu de minha boca.

– E como as pessoas vão saber o que você falou ou não? – provoca Deus. – Me aponte alguém que tenha lido Das Kapital inteiro que eu pago a conta sozinho.

– Ha – diz Papai Noel. – Você é onipotente, pagar a conta sozinho é pinto. Quero ver distribuir dois bilhões e seiscentos milhões de presentes numa só noite.

– Você é da Odebrecht? – pergunta o Hermeto.

– Vamos fazer o debate evoluir, vamos fazer o debate evoluir – fala o Darwin, mas ninguém ri. E ele prossegue: – O que estamos fazendo aqui?

– Sei lá – diz Deus. – Pelo que vejo, deve ser a convenção anual da barba branca.

– Por que anual? – pergunta o Shaw. – O restaurante é tão caro assim?

– Se for caro – vocifera o Marx – tenho certeza de que os cozinheiros não são remunerados na proporção direta dos ganhos do proprietário, e acabam sacrificados pela mais-valia absoluta.

– Pra fazer um molho pesto desses tinha é que ser chicoteado – resmunga o Papai Noel.

– Vamos escolher o cardápio então por seleção natural – diz o Darwin, sem ninguém rir.

– Escuta – pondera o Hermeto. – Se estamos aqui por causa das longas barbas brancas, podiam ter chamado no meu lugar o Sivuca, que todo mundo confunde comigo. É que hoje eu já tinha um compromisso pra gravar um álbum póstumo.

– Mas eu acho que o punchline é esse mesmo – diz Deus. – O segredo vai ser cada um de nós sair deste restaurante trocando de lugar um com o outro. Como a gente se parece, ninguém vai perceber.

– Faz sentido – fala o Shaw. – Deus assume o lugar do Darwin nas aulas de Ciências nas escolas públicas brasileiras, Papai Noel assume o lugar do Marx na agenda da militância que até hoje aguarda a distribuição igualitária de bens, o Hermeto assume o lugar de Deus naquelas missas chatíssimas de padres cantores, o Darwin assume o lugar do Papai Noel pra substituir a árvore de Natal pela genealógica e o Marx assume o lugar do Hermeto pra gravar o álbum "Manifesto Repentista". Que tal?

– OK, mas e você, Shaw? – pergunta Deus.

– Ora – diz o Shaw. – Eu troco de lugar com o autor do texto. O coitado tenta me copiar do modo mais patético possível, e o máximo que ele consegue é deixar a barba crescer. E nem cresce tanto assim.

– Mas tem uma coisa – volta a resmungar o Papai Noel. – O que eu faço com a porcaria desse molho pesto?

– Ué. Põe a barba no molho – fala o Darwin e, ao contrário do que você imaginava pro desfecho, continua sem ninguém rir. É que tá muito longe de ser um texto do Shaw.


Publicado em 11/12/2025




AGENDA

Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.