CRÔNICAS


Surubãozinho

por Carlos Castelo

Cena em um ato sexual

— Alô?
— Alô, quem fala?
— É a Ju.
— Ju?
— Isso. Eu estava com você ontem na festinha do Vorcaro, senador. Lembra?
— Ah…
— Sim!
— E como conseguiu meu telefone de casa?
— No agenda do seu celular. Você esqueceu ele no quarto, docinho.
— Ah…
— Tô ligando pra gente combinar de se encontrar. Aí te devolvo.
— Olha, Ju… essa ligação é muito imprópria.
— Impróprio foi quando você pediu voto pra minha colega que estava na cama.
— Eu estava fora do expediente.
— E fora do eixo.
— Ju, vamos ser objetivos. Onde está meu celular?
— Tá seguro.
— Eu preciso dele. Tem mensagens importantes.
— Eu vi. Principalmente aquela que mandou pra você mesmo às 3h17: “Tu é um garanhão”.
— Ah…
— Então faz assim: a gente se vê hoje, tipo meio-dia. Eu devolvo o celular…
— Meio-dia não posso. Tenho uma CPI.
— É? Sobre o quê?
— Ainda não sei. Talvez seja sobre mim.
— Ótimo. Então levo o celular como prova.
— Ju… Ju, fala comigo, Juzinha!


Publicado em 19/03/2026




Museu do Fútil

por Carlos Castelo

Investigação solene das coisas fúteis

O Cupom Fiscal Ilegível  

Descoberto no fundo de uma gaveta, o Cupom Fiscal Ilegível é uma peça frágil e, paradoxalmente, muito reveladora presente no acervo do Museu do Fútil. Seu papel amarelado exibe apenas vestígios de números, siglas e um código de barras que parece um poema concretista em decomposição.

Os especialistas que o analisaram não chegaram a consenso: uns juram tratar-se de uma compra de manteiga e sabão em pó; outros, de uma TV parcelada em 18 vezes. A verdade, perdida entre os pixels do tempo, pouco importa. O cupom sobrevive como testemunho de uma era que acreditava que tudo poderia ser comprovado: até o esquecimento.

Sua restauração demandou uma equipe de paleógrafos, microscópios eletrônicos e muita fé. Cada traço recuperado é uma tentativa de reconstruir o cotidiano a partir daquilo que o calor e a umidade apagaram. O visitante atento notará o esforço arqueológico da tinta térmica em resistir ao nada.

Na legenda da vitrine lê-se: “Documento de valor questionável, mas de validade expirada.” Afinal, o Cupom Fiscal Ilegível é o retrato fiel de um tempo em que comprar era mais importante que contabilizar. Hoje, resta apenas o recibo da amnésia.


Publicado em 08/11/2025




Partido Político S.A.

por Carlos Castelo

A nova política


- E aí, fechou com o contador?

- Tá quase. Ele disse que nunca abriu firma pra vender voto, mas que sempre tem a primeira vez.

- Importante é ter nota fiscal. Porque sem nota, como é que a gente comprova o caixa dois?

- Exato! Transparência acima de tudo.

- E sobre a campanha?

- Já tá engatilhada. O marqueteiro bolou um slogan: "Mais blindado que carro-forte."

- Fera! Só falta botar a logomarca: um cadeado rindo.

- Aliás, viu a PEC da Blindagem? Passou.

- Vi, truta. Agora se a gente roubar um banco, a Polícia Federal tem que pedir autorização pro dono do Congresso.

- Ou pra mãe da gente. Mais fácil, né?

- Fiquei pensando, se todo mundo tiver foro privilegiado, não vai ter mais fila no presídio.

- Só fila no bufê do coquetel de posse.

- E as promessas de campanha?

- Ué, as mesmas de sempre: emprego, saúde, educação.

- Mas a gente entrega?

- Claro que não, velho! E prometer é barato, não paga imposto.

- E a oposição?

- Oposição é a gente mesmo. A gente funda outro partido, faz uma briga inventada na televisão e pronto: democracia!

- Mano, isso tá virando um negócio de família.

- Já é. Meu menino de quatro anos tá treinando pra deputado. Sabe falar "meus queridos eleitores" direitinho.

- A minha já aprendeu a pedir vista na escola. Professora nunca mais corrigiu prova dela.

- Então, tamos combinados: CNPJ na praça, slogan blindado, família treinada.

- Isso. Mas e se der alguma zebra…

- Ah, parça, quando der zebra a gente já virou ministro...




Publicado em 18/09/2025




Manifesto da micrônica

por Carlos Castelo

Novos gêneros literários

Descobri que a maior parte dos textos que escrevo não são, como eu imaginava, crônicas. São, na real, crônicas miúdas. Pequenos e densos comentários de não mais de duzentas palavras. Uma meia crônica? Um nanocomentário?

Demorei muito tempo para achar o termo que melhor descreve o que produzo. Inclusive, porque ele não existe na Literatura. Pois não é que o nome estava bem em cima do meu nariz e eu não o vi? Sabem qual é? Micrônicas. Diminutas crônicas numa palavra-valise, como dizia Ezra Pound.

Agora explico (brevemente) o que são elas.

Micrônicas são como aquelas conversas de elevador que terminam antes do quarto andar. Têm começo, meio e fim, mas às vezes o fim chega antes do meio, e o começo parece continuação de algo que ninguém presenciou. São textos que piscam. Acontecem, e pronto. Antes que o leitor perceba, já está com um sorrisinho no canto da boca, pensando: "ué, acabou?". Sim, acabou. E não precisa de mais nada.

Diferente das crônicas tradicionais, que passeiam pela página com a elegância de uma pantera, as micrônicas são mais como um beija-flor com pressa: chegam, fazem o que têm de fazer e saem zumbindo. Quando bem-sucedidas, deixam um nectarzinho de reflexão. Ou, na falta de um juízo qualquer, ao menos um "hehe".

Há quem diga que textos curtos são preguiça do autor. Discordo com veemência. E tenho muita preguiça de ouvir essa afirmação. Escrever pouco é muito mais difícil. É como tentar fazer um comprimido de feijoada: concentrar o sabor, o humor, o paio e a costelinha para que caibam num só gole. E ainda deixar espaço para o leitor arrotar de satisfação.

A micrônica é o café curto da literatura: intensa e com um fundo amargo que desperta o leitor. É o bilhete esquecido no bolso que, de repente, faz mais sentido do que um tratado de filosofia. É a centelha que não vira incêndio porque prefere brilhar sozinha, discreta e insolente. Como quem diz: "não preciso de três páginas para fazer efeito".

Se o cronista é o flâneur das palavras, o micronista é um corredor de cem metros rasos, tentando cruzar a linha de chegada antes que o leitor deslize o dedo para o próximo vídeo de gato no celular.

Então, quando alguém comenta: "Mas suas crônicas acabam tão rápido…", eu digo: "É que eu respeito o tempo do leitor". Porque, no fim, a micrônica é a prova de que, às vezes, o essencial cabe num parágrafo. E o resto é só prosa.



Publicado em 13/11/2025




Hino

por Vasqs

Por que raios um homem expressa sua felicidade assobiando um hino?

No banheiro do parque um homem assobiava enquanto urinava. Parecia feliz. Sábado iluminado de sol, depois de uma semana inteira carrancuda de chuva e umidade, todo mundo estava feliz.

Tentei identificar o que ele assobiava, não era nada comum: samba, sertanejo, tango... nada. Com dificuldade descobri que se tratava de um hino. Um hino pátrio de não sei que pátria. Pelo ritmo, não era sacro. Nem de time de futebol, que esses eu conheço todos.

Por que raios um homem expressa sua felicidade assobiando um hino?, me fiz essa pergunta que qualquer outro teria feito. E parecia, o homem, duplamente feliz: pelo clima, pelo sábado, e porque há, sim, um prazer momentâneo que a gente tem quando esvazia a bexiga. Sempre a gente faz um ah!, de alívio, de breve felicidade. Só nunca ouvi falar de alguém que, em vez de fazer ah! , assobie um hino pátrio.

Tenho implicância com hinos, são técnica pra incutir nas gentes um sentimento de patriotismo tão vazio quanto o lastro do banco Master. Tudo pra anestesiar o cérebro, neutralizar o pensamento, uniformizar o comportamento. E mandar as gentes pra guerra.

São bravateiros, os hinos; dizem: "vem-ni-mim", "somos foda", "aqui não", e mostram dentes e garras. Como a Marselhesa, que tem versos assim, orvalhados de lirismo: "o estandarte ensanguentado", “tremei, tiranos!”, “às armas, cidadãos".
Tô fora, Jean-Pierre-Louis-David, vai você.

Mas não, não era a Marselhesa que o homem assobiava.

A Marselhesa é linda, é o hino mais bonito do mundo. Tem um poder quase mágico de persuasão; ainda hoje quando ouço, tenho vontade de pegar uma baioneta e enfiar no primeiro que passar.

Se o Maduro cantasse a Marselhesa, teria, ao contrário , ele invadido os EUA e sequestrado o Trump.

Se o hino dos EUA fosse a Marselhesa, o Trump já teria atirado uma bomba atômica na Groenlândia.

A Marselhesa seria mais útil se exortasse os franceses a tomarem banho - "lavez-vous, citoyens! - Não no Sena! Não no Sena!".

Quando moleque, na escola, nos obrigavam a decorar, decorar e cantar, todos os hinos patrióticos.

Punham a gente perfilado, mão no peito, como soldadinhos, e era isso que eu detestava. Soldadinho é o cacete! Perfilado é o cacete! Pelotão, sentido! é o cacete!

Um minuto de hino e eu já começava a me coçar. Quando não tinha vontade de urinar...

Ah, então vai ver é isso! Vai ver os hinos são diuréticos! Como o personagem do Woody Allen, que cantava parabéns enquanto lavava as mãos pras impurezas irem embora, o homem do banheiro do parque assobiava um hino enquanto urinava - porque nem sempre os rins são suficientes...

Essas reflexões eu fiz quando saí.

O cara ficou no banheiro.
Assobiando sua felicidade.
Felicitando sua urina.
Urinando seu hino...

Sei lá.


Publicado em 20/03/2026




Qualquer coisa

por Vasqs

Entrevista com um pombo

Entrevista com um pombo
-Pombo, vocês cagam em todas as estátuas?
-Não, só nas hipócritas.
É isso, senhores telespectadores, os pombos cagam em todas as estátuas.
* * *
O poste azul de segurança na frente dos prédios avisa que avisa a polícia de imediato. Mas não avisa que de imediato, magina, a policia não vem nem f*
* * *
Um príncipe precisa de seguranças até pra ir ao banheiro. Deve estar habituado, desde de criança faz o número dois na presença desses espectadores sinistros, sisudos e armados. Sim, porque qualquer outro numa circunstância assim travaria pro resto da vida.
* * *
Não pense enquanto está comendo. O intestino é o segundo cérebro, o pensamento pode descer e causar seríssimos problemas no seu subsolo.
* * *
Começou a ouvir Beatles, parou com os antidepressivos. O psiquiatra ficou impressionado, passou a ouvir Beatles também.
* * *
No mercado vendem batatas podres
como ossos na pandemia.
E ninguém faz nada
como antes não fazia.
* * *
Pois é, padre, eu fiz isso e aquilo, pintei e bordei. Mas se eu mereço a mais severa penitência não é pelo que eu fiz, é pelo que eu deixei de fazer.
* * *
Vovó Romilda tem a seguinte questão: a tartaruga vive 200 anos e é um cágado, você que não vive 80 é o quê?


Publicado em 12/11/2025




O dia da corte do bobo

por Nelson Moraes

Mas naquele ano foi diferente

Sim, era uma tradição naquele reino. Uma vez por ano a corte era toda do bobo: o rei abdicava simbolicamente e entregava a coroa ao bobo, que se sentava ao trono e era convertido no supremo mandatário do reino por 24 horas. Suas ordens tinham que ser executadas – exceto execuções, menos pra evitar o trocadilho do que pra neutralizar a possibilidade de uma mortandade sem precedentes em um reino já pequeno: havia que se pensar nos impostos.

Tirando isso, valia tudo.

Claro que os "decretos" baixados pelo bobo, no decorrer de sua efêmera gestão, não passavam de pura bufonaria, ou mesmo algum trote com a família real e seus assessores: ele podia ser bobo mas não era bobo. Ficou célebre, por exemplo, a ocasião em que ele anunciou que, a título de homenagem, passaria o dia de seu governo fantasiado de quem mandava de verdade no reino – e apareceu vestido de rainha. Ou quando encenou um golpe de estado, assumindo o trono com a armadura do general do Exército junto com seu cavalo de pau e discursando: "Apesar de ter de dividir o trono com esse animal, ao menos me vanglorio: sou um cavalo ventríloquo!"

Mas naquele ano foi diferente.

Ao raiar do dia, quando lhe foi oferecida a coroa, o bobo, pra surpresa geral, recusou.

– Como assim? – perguntaram.

– Não, ué. Não quero a coroa.

– Então... Não vai ter Dia da Corte do Bobo?

– Claro que vai. Só não quero que mude nada. O rei continua reinando, eu continuo bobo. Só isso.

Ninguém entendeu. Mas como – pelo menos naquele dia – seu desejo era uma ordem, assim foi. Num clima meio embaraçoso, o rei sentou-se ao trono. Baixou seus decretos de forma não muito espontânea, que foram obedecidos de maneira um tanto constrangida. O monarca nunca tinha se sentido tão vulnerável, entregue, postiço. Assim passou-se aquele dia, que pareceu ter 72 horas.

Quando soaram as badaladas matinais do dia seguinte, a primeira medida do rei foi certificar-se de que o Dia da Corte do Bobo havia realmente terminado.

E mandou executar o bobo.


Publicado em 25/02/2026




Perdeu, otário!

por Nelson Moraes

Agora o crime organizado vai ter gabinete.

– Perdeu! Perdeu, otário! Vai passando, rapidão!
– Calma. Leva, mas não atira. Eu tenho esse celular, o relógio e cinquenta reais na carteira, que...
– “Não atira?” E eu lá tô armado, ô vacilão? Tu viu algum berro aqui comigo? Tô só falando pra tu passar!
– Er. Passar o quê?
– Vergonha, raiva, arrependimento! E rapidão, porque se deixar pra depois tu esquece!
– Esqueço o quê?
– Tu viu que a Câmara aprovou a PEC da Blindagem?
– Ah, sim.
– “Ah, sim”? “Ah, sim?” Agora o crime organizado vai ter gabinete lá dentro, gozar de impunidade, sem ninguém incomodar, e tu me vem com “Ah, sim”?
– Sabe como é, né.
– Sei como é não, otário. Me explica!
– Er. Sei lá.
– Ah, desisto. Tu já esqueceu mesmo. Vai circulando então, mané. Vaza, vaza! E ó: não olha pra trás, hein!
– Por quê?
– Tu já não enxerga um palmo adiante do nariz, se olhar pra trás aí é que fudeu.


Publicado em 21/09/2025




AGENDA

Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.