CRÔNICAS


Sou Bozo, o palhaço verdadeiro

por Carlos Castelo

Olha, minha gente, eu posso ser palhaço. Mas sou formado.

Sou o Bozo. Sim, o palhaço Bozo verdadeiro. O do nariz vermelho, da peruca colorida. E venho por meio desta rádio fazer um apelo: parem de me usar como dublê daquele capitão.

Outro dia acordei, tomei meu café e lá estava eu nas manchetes: “Bozo arrasou na avenida”. Olha, minha gente, eu posso ser palhaço. Mas sou formado, sindicalizado e com muitos anos de picadeiro! Tenho doutorado em torta na cara e pós-graduação em cambalhota. O que eu faço é arte. É técnica. Não é enganação em Brasília.

Eu, símbolo daquele ex-presidente? Pelo amor de Deus! Vocês sabem quanto custa manter uma peruca dessas aqui? Pois é. E toda vez que misturam meu nome com o daquele sujeito, é um patrocinador que foge do meu circo!

Ser palhaço é coisa séria. Precisa ter humildade pra cair, coragem pra levantar e noção de ridículo. Principalmente, noção de ridículo. Assim, com todo respeito ao debate nacional, me incluam fora disso.

Respeitem meus cabelos vermelhos!


Publicado em 24/02/2026




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

PURO MALTE

Domingo.

A loja
de conveniência.

A long neck
de puro malte.

Conveniente.


Publicado em 28/12/2025




Dez razões para o abraço de Nietzsche em um cavalo

por Carlos Castelo

Equinos e filosofia

1. Porque o cavalo era o último ser vivo que ainda não o contradissera. Após décadas debatendo com Schopenhauer, Kant e, principalmente, com o espelho, Nietzsche viu no cavalo uma alma que nunca começava uma frase com “Na verdade…”.

2. Porque o cavalo representava o Übermensch em quatro patas. Forte, determinado e livre de convenções sociais (como o uso de calças) o animal era o ideal nietzschiano em forma equina.

3. Porque era terça-feira em Turim e Nietzsche estava sem nada melhor para fazer. O tédio é a mãe da filosofia. E, às vezes, também do amor platônico aos cavalos.

4. Porque o cavalo havia acabado de ser chicoteado e Nietzsche não admitia ver um animal ser tratado como um filósofo em público.

5. Porque Nietzsche queria testar sua teoria de que “sem música, a vida seria um erro”, mas o cavalo não sabia tocar nenhum instrumento.

6. Porque ele confundiu o cavalo com Wagner. Ambos tinham longas crinas, tendências dramáticas e davam coices na sensibilidade alheia.

7. Porque, no fundo, ele sempre quis ser domador de circo, mas acabou virando filósofo por falta de oportunidade.

8. Porque estava no fim da vida, e nessa fase, todo mundo quer um pouco de afeto, mesmo que venha de um ser que defeca andando.

9. Porque, após tanta crítica à moral judaico-cristã, Nietzsche só queria sentir algo puro e belo. E abraçar um cavalo não ofende ninguém. Exceto o cavalo.

10. Porque o cavalo não quis explicar Nietzsche para Nietzsche.


Publicado em 18/12/2025




Não vou comprar essa droga de livro

por Carlos Castelo

Livros

FICHA TÉCNICA

Direitos autorais © 2025 NÃO VOU COMPRAR ESSA DROGA DE LIVRO

Todos os direitos reservados. Inclusive o direito de devolver o livro rasgado após a compra.
"Não vou comprar essa droga de livro" é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas reais é pura má sorte delas.

ORGANIZAÇÃO
Nenhuma. Foi cada um por si e o corretor automático contra todos.

APRESENTAÇÃO
Escrita pelo autor, porque contratar alguém para falar bem do livro sairia mais caro que imprimir o próprio livro.

TEXTO
Gerado após litros de café, ataques de ansiedade e um contrato em que a editora jurou que havia leitores interessados.

EDIÇÃO DE TEXTO
Feita por um profissional que jurava amar literatura, mas que sempre trabalhou editando bulas de remédio.

CAPA E REVISÃO DE TEXTO
Esta primeira edição sai sem capa e sem revisão de texto por questões estruturais da Editora.

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Baseado na geometria euclidiana, mas com menos simetria e mais erros de alinhamento.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Para mais informações, siga o autor no Instagram @AutorQueNinguémSegue, onde ele posta fotos do próprio livro na esperança de que alguém clique em curtir.

AGRADECIMENTOS
Agradeço, em primeiro lugar, à paciência (a minha e principalmente a do leitor), que, contra todas as evidências e contra o próprio título, abriu este livro.

Agradeço também ao editor, que confiou que um título como “Não vou comprar essa droga de livro” fosse uma estratégia de marketing e não um aviso real.

Aos amigos que disseram "vai ficar ótimo" sem ter lido uma linha, obrigado pela mentira piedosa.

Aos parentes, que perguntam sempre quando vou escrever "um livro de verdade", agradeço a motivação disfarçada em crítica.

E finalmente agradeço ao meu gato, que não opinou, não julgou, não sugeriu nada. Apenas se deitou em cima do teclado na hora certa, evitando que muitos absurdos fossem salvos.


Publicado em 09/10/2025




O pudim

por Vasqs

As estradas não eram assim tão lisinhas...

Até 1980 ainda era possível dar bom dia a cavalo em São Paulo, presencialmente. Ainda podíamos encontrá-los puxando carroças pelas ruas da cidade. Lembro de ter visto uma dessas carroças caminhando no elevado General Costa e Silva (aquele mesmo que usava, segundo o povo, ferradura nos sapatos), misturada a carros, ônibus, caminhões e poluição, tumultuando o trânsito.

No Nordeste também, os jegues ainda tinham serventia, hoje foram alforriados e substituídos por motos.

Mas nossa história é do interior. De um tempo em que tudo era mais rural e o cavalo e a carroça eram o único uber de que dispunham os cidadãos.

Era aniversário da vó ou um Dia das Mães. A família se reuniria pra um almoço, e cada um que levasse alguma coisa. Cada um quer dizer: os filhos casados, que moravam noutro lugar. Tia Santinha morava no sítio, então preparou um pudim, receita que só ela sabia fazer. Um pudim que, fosse hoje, seria tombado pelo Iphan, pelo Condephaat e pelo Conpresp, tão extraordinariamente delicioso que era.

E foram, ela carregando o pudim na forma e o tio Joaquim, o marido, dirigindo a carroça. As estradas não eram assim tão lisinhas, tão sinalizadinhas, tão asfaltadinhas, como são agora. Tinham buracos, pedras, saliências, valetas, formigueiros. E tinham surpresas. O bom carroceiro tinha que ter experiencia, conhecer os acidentes geográficos da estrada na palma da mão. Ora acelerar com reio na bunda do cavalo, ora puxar a rédea engatada na boca do animal, pra ele parar ou diminuir o ritmo.

E iam, pocotó, pocotó, levantando poeira. O tio controlando o cavalo, a tia equilibrando o pudim. De súbito, uma dessas surpresas atravessou a estrada. Um ratão do mato, que ia apressado em alta velocidade não se sabe pra onde. O que se sabe é que o cavalo assustou. Brecou, empinou, e foi um trabalhão pra domar o bicho, na rédea e na força. Tia Santinha por sua vez tentava aos gritos domar o pudim. O pudim chacoalhava feito doido querendo se desgrudar e saltar da forma. Vai ver também estava assustado.

Tio Joaquim, que tinha a força de um bom caboclo, sossegou o cavalo. Após uns 20 gritos de ôôôôaaa!, pôs tudo em ordem.

Ufa!, suspirou e olhou pra trás e viu a tia Santinha. A tia Santinha e o pudim, grudado na cara da tia Santinha.

Roncando de ódio ela limpava a cara. Cuspindo tudo, ela que sempre fora muito discreta, também cuspiu essa:

- Puta merda, Joaquim, como ocê dirigi mar uma carroça!

Tio Joaquim, calmo e espirituoso, respondeu:

- Puta merda, Santinha, como ocê dirigi mar um pudim!

E soltou uma gargalhada.

E.T.: não foi como gostaríamos, mas o pudim da tia Santinha no fim acabou tombado.


Publicado em 25/02/2026




Sweet memories*

por Vasqs

Quando se trata de sexo...

O personagem de O Complexo de Portnoy roubava bifes de fígado da geladeira da mãe e usava para se masturbar. Grande ideia. Philip Roth deve ter sacado essa do seu tempo de moleque. Moleque é um Vesúvio de testosterona, quando se trata de sexo inventa mais que o Thomaz Edison.

1
O Narciso ganhou uma égua de presente da avó. A cidade ainda não sabia se era urbana ou rural, tinha espaço e ruas de terra. O Narciso, 11 anos, subia numa cerca, posicionava a égua e dava um crau no bicho. Diziam que também usava galinhas, porcos e cabras.

A anedota era assim:

- O que você vai ser quando crescer, Narciso?

- Tarado.

Com 15 anos já tinha engravidado uma moça mais velha que ele 8 anos.

2
Também tinha o Tenório, o carroceiro. Orgulhava-se de ter uma minhoca especialmente avantajada. 23 centímetros!, bradava. Dizia que dava nó e chamava os moleques no banheiro pra mostrar, como uma aberração de circo de horrores. Só não cobrava, o preço era a perplexidade dos garotos, fazia bem pro seu ego.

Uma vez o Silvinho levou uma trena.

- 18 cm! - protestou – e não 23!

O Tenório deu um sorrisinho triunfante:

- E você acha pouco?

3
O Sakata tinha dinheiro no bolso, era filho de fazendeiro. Uma tarde apareceu com um pacote de catecismos – mais de 50! -, um quadrinho pornô, espécie de educação sexual da garotada da época. Comprava todos, devia ser o maior comprador de catecismos da cidade. Queria que o Hugo levasse pra casa, emprestaria por quanto tempo quisesse. Seus pais andavam desconfiados.

O Hugo disse: e os meus? Mas levou.

Num mês, já tinha lido tudo.

Até que lá um dia, quando saía do banheiro, tomou uma bronca da mãe e um pescoção do pai, tudo ao mesmo tempo.

Não que tivessem desconfiado, mas pelo tempo que o Hugo ficava no chuveiro, devia ser ele o responsável: a conta de luz estourou naquele mês.



4

Os bailinhos eram chamados de roça-roça. Mesmo o da Igreja. É, tinha um que funcionava no salão da igreja, com rock, Beatles e tudo mais.

Todo fim-de-semana tinha roça-roça na igreja.

Father Mackenzie remendava suas meias enquanto John Lennon, no salão, pecava fungando no cangote da Eleonor Rigby: oh, giiiirl, sffffsh!...

Esses bailinhos eram a contradição do crescei-vos e multiplicai-vos e ao mesmo tempo uma preliminar de quem fosse pro inferno, porque a coisa era mais torturante que o band aid do João Bosco. As moças eram terrivelmente recatadas, quase freiras, de maneiras que crescei-vos, sim, mas multiplicai-vos, nem pensar: só depois de casadas.

Um cinto da castidade invisível e mais resistente que os da Idade Média fazia as vezes de polícia da moralidade: eram os olhos lancinantes (e invejosos) do padre, do pai, da mãe, das tias, do delegado, do juiz, dos vizinhos, e, claro, os onipresentes de Deus.

E afinal eram o que explicava o Narciso, o Sakata, o Tenório, os catecismos pornô...

E muito provavelmente também os bifes de fígado nas mãos do Portnoy.



* Nada é mentira.


Publicado em 07/02/2026




O dia da corte do bobo

por Nelson Moraes

Mas naquele ano foi diferente

Sim, era uma tradição naquele reino. Uma vez por ano a corte era toda do bobo: o rei abdicava simbolicamente e entregava a coroa ao bobo, que se sentava ao trono e era convertido no supremo mandatário do reino por 24 horas. Suas ordens tinham que ser executadas – exceto execuções, menos pra evitar o trocadilho do que pra neutralizar a possibilidade de uma mortandade sem precedentes em um reino já pequeno: havia que se pensar nos impostos.

Tirando isso, valia tudo.

Claro que os "decretos" baixados pelo bobo, no decorrer de sua efêmera gestão, não passavam de pura bufonaria, ou mesmo algum trote com a família real e seus assessores: ele podia ser bobo mas não era bobo. Ficou célebre, por exemplo, a ocasião em que ele anunciou que, a título de homenagem, passaria o dia de seu governo fantasiado de quem mandava de verdade no reino – e apareceu vestido de rainha. Ou quando encenou um golpe de estado, assumindo o trono com a armadura do general do Exército junto com seu cavalo de pau e discursando: "Apesar de ter de dividir o trono com esse animal, ao menos me vanglorio: sou um cavalo ventríloquo!"

Mas naquele ano foi diferente.

Ao raiar do dia, quando lhe foi oferecida a coroa, o bobo, pra surpresa geral, recusou.

– Como assim? – perguntaram.

– Não, ué. Não quero a coroa.

– Então... Não vai ter Dia da Corte do Bobo?

– Claro que vai. Só não quero que mude nada. O rei continua reinando, eu continuo bobo. Só isso.

Ninguém entendeu. Mas como – pelo menos naquele dia – seu desejo era uma ordem, assim foi. Num clima meio embaraçoso, o rei sentou-se ao trono. Baixou seus decretos de forma não muito espontânea, que foram obedecidos de maneira um tanto constrangida. O monarca nunca tinha se sentido tão vulnerável, entregue, postiço. Assim passou-se aquele dia, que pareceu ter 72 horas.

Quando soaram as badaladas matinais do dia seguinte, a primeira medida do rei foi certificar-se de que o Dia da Corte do Bobo havia realmente terminado.

E mandou executar o bobo.


Publicado em 25/02/2026




Escolinha filosófica do professor Platão

por Nelson Moraes

Como morreu Sócrates?

PROFESSOR PLATÃO: Seu Aristóteles!
SEU ARISTÓTELES: (tira um lenço da túnica e o abana) Amado mestre, deixai que a emanação de tua sapiência irradie ondas de virtude intelectual, e que eu seja o glorioso receptáculo delas!
PROFESSOR PLATÃO: (entediado) Tá bom, seu Aristóteles. Me responde: como morreu Sócrates?
SEU ARISTÓTELES: (se paralisa, franze a testa e entorta a boca) N-não... N-não acredito... Sossó morreu? Não! Parece que foi ontem, que a gente, lá na Ágora, fazia um churrasco grego, e ele, líder do grupo "Sossó pra Contrariar", mandava um pagode em homenagem ao Heráclito, "Foi um rio que passou em minha vida, e nele duas vezes eu não posso entrar"... Mas me diz então, amado mestre... Do que morreu Sossó?
PROFESSOR PLATÃO: (impaciente) Mas foi isso que eu perguntei, seu sofista safado! (respira fundo) Olha, eu não devia, mas vou te ajudar. Sócrates morreu porque bebeu ci... Porque bebeu ci...
SEU ARISTÓTELES: (tendo uma epifania) Captei! Captei vossa mensagem, ó prestimoso guru! Sócrates morreu porque bebeu cinco barris de Itaipava, e se desidratou com a diarreia!
PROFESSOR PLATÃO: (desanimado, e dirigindo-se a PTOLOMEU DE ALEXANDRIA) Seu Ptolomeu, me socorra.
SEU PTOLOMEU DE ALEXANDRIA: Pois não, mestre. Sócrates morreu porque tomou cicuta, como sentença por ter atentado contra os costumes atenienses e pervertido a juventude!
(Todos vaiam e jogam pergaminhos amassados em SEU
PTOLOMEU DE ALEXANDRIA. Apesar disso o PROFESSOR PLATAO deixa escapar um "Cabra bom. Queria ter um escriba assim...")
PROFESSOR PLATÃO: (retomando as perguntas) Seu Epicuro! Me defina o atomismo!
SEU EPICURO: Então, professor, vinha eu de Siracusa pra Atenas, quando passei por uma feira e vi uma linda peça em formato esférico, que me lembrou a noção platônica da perfeição no mundo das ideias! Pensei: "Por que comprar, por que não comprar?", e aí comprei, tá aqui, é um presente, aceite de coração!
PROFESSOR PLATÃO: (revira os olhos, numa cara de "lá vamos nós")
Não, era só isso mesmo.


Publicado em 09/11/2025




AGENDA

Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.