CRÔNICAS


187 textos depois

por Carlos Castelo

Um ano de ChargeWeb

Este é o meu centésimo octogésimo sétimo texto no ChargeWeb. A coluna é de crônicas, mas, na maioria das vezes, postei pequenos comentários que batizei de micrônicas.

O nome ajudou. Quando o texto saía curto, era proposta estética.

Completo um ano por aqui. Nesse período, tratei de muitos temas. Entre eles, os debates políticos em que os candidatos economizam propostas para investir em insultos; da patrulha ideológica que fiscaliza o pensamento alheio; e daquela multidão humana que hoje dá entrevistas sem que ninguém tenha feito uma pergunta.

Também participei desse fenômeno. Afinal, o cronista é alguém que responde ao que não lhe perguntaram. A vantagem é que dispensa ring light e pode trabalhar de pantufas.

Escrever curto dá trabalho. É preciso podar palavras, poupar o leitor e resistir àquela frase maravilhosa que só o autor acha perfeita. Algumas escaparam. Peço aos sobreviventes que relevem.

Agradeço ao ChargeWeb pelo espaço e aos leitores pela companhia, pelas discordâncias e pela disposição de chegar à última linha. Num mundo em que todos querem falar, encontrar quem leia merece comemoração.

Foram 187 textos tentando dar algum sentido ao absurdo. O absurdo não melhorou, mas manteve a coluna abastecida.

Que venha o segundo ano. Assunto, infelizmente, já temos. E em excesso.


Publicado em 07/10/2026




Partido Político S.A.

por Carlos Castelo

A nova política


- E aí, fechou com o contador?

- Tá quase. Ele disse que nunca abriu firma pra vender voto, mas que sempre tem a primeira vez.

- Importante é ter nota fiscal. Porque sem nota, como é que a gente comprova o caixa dois?

- Exato! Transparência acima de tudo.

- E sobre a campanha?

- Já tá engatilhada. O marqueteiro bolou um slogan: "Mais blindado que carro-forte."

- Fera! Só falta botar a logomarca: um cadeado rindo.

- Aliás, viu a PEC da Blindagem? Passou.

- Vi, truta. Agora se a gente roubar um banco, a Polícia Federal tem que pedir autorização pro dono do Congresso.

- Ou pra mãe da gente. Mais fácil, né?

- Fiquei pensando, se todo mundo tiver foro privilegiado, não vai ter mais fila no presídio.

- Só fila no bufê do coquetel de posse.

- E as promessas de campanha?

- Ué, as mesmas de sempre: emprego, saúde, educação.

- Mas a gente entrega?

- Claro que não, velho! E prometer é barato, não paga imposto.

- E a oposição?

- Oposição é a gente mesmo. A gente funda outro partido, faz uma briga inventada na televisão e pronto: democracia!

- Mano, isso tá virando um negócio de família.

- Já é. Meu menino de quatro anos tá treinando pra deputado. Sabe falar "meus queridos eleitores" direitinho.

- A minha já aprendeu a pedir vista na escola. Professora nunca mais corrigiu prova dela.

- Então, tamos combinados: CNPJ na praça, slogan blindado, família treinada.

- Isso. Mas e se der alguma zebra…

- Ah, parça, quando der zebra a gente já virou ministro...




Publicado em 18/09/2025




Listas que ninguém pediu

por Carlos Castelo

Uma tentativa desesperada de fazer um inventário da vida.

15 maneiras de perder a vontade de viver antes do Fantástico

1. O domingo começa com uma promessa: “hoje eu vou descansar.” Cinco minutos depois, você está lavando louça.
2. Há um silêncio peculiar no domingo. Não é paz, é uma pausa tensa. Como se o universo inteiro estivesse esperando o Fantástico começar para poder desistir junto.
3. O almoço é o mesmo desde sempre: frango de padaria, arroz, maionese e você dizendo “segunda começo a dieta.”
4. Depois do almoço, há uma queda de energia coletiva. Não é apagão, é o Brasil inteiro entrando em modo hibernação.
5. O sofá vira uma espécie de divã. Você se deita e pensa em todas as decisões de sua vida, inclusive o fato de ter comprado um tapete bege.
6. Às 15h, o tempo dobra. Você olha o relógio, são 15h17. Olha de novo duas horas depois, ainda 15h17.
7. O cachorro late sem motivo. Provavelmente sentiu o peso existencial do domingo e quis participar.
8. As redes sociais estão vazias. Só tem um primo compartilhando versículos e uma tia vendendo tapete de crochê.
9. A tarde de domingo sopra no seu ouvido: “você devia estar lendo um livro, mas eu sei que vai ver reality show.”
10. A vontade de fazer algo útil aparece às 18h. Às 18h05, você desiste.
11. O Fantástico toca a vinheta e o Brasil entra em modo melancolia. É o hino não oficial da desesperança.
12. O jantar é indeciso: não é refeição, é um lanche com crise de identidade: pão, queijo, e um copo de leite morno.
13. O banho de domingo é filosófico. Você fica olhando para a parede, pensando se deveria ter sido funcionário público.
14. Quando a noite cai, a alma entra em reboot. Você começa a procurar sentido na gaveta de meias.
15. E então, como num ritual, você olha para o teto e faz a mesma pergunta de todo domingo: “por que a segunda vem tão depressa e o sábado demora tanto para voltar?”


Publicado em 09/11/2025




Rebranding de Mito

por Carlos Castelo

Preparada para o Chamado

Nossa ex-primeira-dama talvez nem saiba, mas é forte candidata à Presidência. Ou, como dizem os marqueteiros, “preparada para o chamado”. Com minha larga experiência como redator publicitário, deixo alguns conceitos para a provável campanha. Caso usem, aceito pagamento em relógios.

• Ele fala, eu traduzo.

• Meu plano de governo começa com um jejum.

• Deus acima de todos, mas com assessoria jurídica.

• Não sou política, mas pareço muito.

• Perdoar é cristão. Votar em mim, também.

• Uma nova era: com filtro e legenda bíblica.

• Mais flores, menos fuzis (mas só um pouco menos).

• Em verdade vos digo, nem tudo no meu governo será verdade.

• Missão dada é missão cumprida. Com louvor.

• O Espírito Santo me guia, o marketing revisa.

• Menos ideologia, mais teologia.

• Comigo, o Brasil voltará a jejuar. Mas com delivery.

• Do cercadinho ao Cenáculo: uma jornada de fé.

• Se errar é humano, reeleger é divino.

• Jesus me salvou; agora só falta eu salvar o Brasil.

• Deus me livre, mas se for para governar, amém.

• Não é nepotismo, é propósito.

• Comigo, até o caos terá versículo.

• Eu vou de Mita!

• Ora por mim. Mas, primeiro vota.

• Um novo começo para um velho enredo.

• Por um governo auditado por Deus.

• Fechada com Deus, mas aberta à negociação.

• Menos promessas, mais profecias.

• O Senhor já venceu, é a vez da Senhora.

• E o verbo se fez presidência.

• Do lar ao Planalto.

• Em 26, xurianda labaxaia labassurionderrá.





Publicado em 28/10/2025




O cupins

por Vasqs

Não existe cupim sozinho

Não existe cupim no singular, ou não deveria existir. Como o lápis, o vírus, o correto seria o cupins. Quem discorda deve provar que já viu algum dia um cupim sozinho. Não existe cupim sozinho, ao contrário, eles vivem às dezenas, centenas, milhares. Formam um exército - ou por outra, o cupim é esse exército - monolítico, uno, poderosíssimo e destrutivo como o de Átila, o rei dos também hunos, que por onde passava não deixava cupim, ou melhor, não deixava capim. Cupim não sei se ele deixava.

Num episódio, a Pantera Cor-de-Rosa luta com um cupim. Um só. Primeiro ele rói os pés de uma cadeira,de uma mesa, um abajur, o teto, o piso. Por fim, ele destrói a casa toda. Um só! Isso no desenho, na realidade, pra roer uma casa inteira eles precisam desse exército, tipo um por todos, todos somos um. E conseguem, mesmo não sendo desenho, mas sendo esse inseto desgraçado, morfético e virulento.

Em francês chama-se termite; em inglês, termita. Alnaml, em árabe, uipoka, em bengalês, bályi, em chinês; shiroar, em japonês. Quer dizer, tem, como se era de desesperar, cupim no mundo inteiro. E encontramos, pois pesquisamos, akhala, em aramaico! O que nos permite supor que tem cupim até no Paraíso Celeste, onde mora Deus, uma vez que aramaico é a sua, de Deus, língua.

Tem mais cupim no mundo que gente na China e na Índia juntos - e que estrelas no céu, e que gelo no polo norte, e que puxa-saco em Brasília. Puxa-sacos, não cupins - tantos são os caras-de-pau na cidade que é improvável que cupim lá se crie. Ah, cupincha sim, esse é um outro gentílico.

E não engordam - os cupins, não os cupinchas. Ao mesmo tempo que roem, desroem. O que você pensa que é pó de madeira, não é, é cocô, cocô de cupim. Um cientista esperto estudaria essa peculiaridade pra tirar dela a fórmula definitiva pra emagrecer pessoas, sem precisar de ozempic.

Decididamente os cupins, como as baratas, herdarão a Terra. Os métodos de dedetização são falíveis e caros: cobram-se $2 mil paus pra descupinizar um cômodo de 3 m2 ! Então a gente aprende que são vários os tipos de cupim: o de madeira, o de solo e o de bolso.

Uma coisa aliada à outra - a voracidade, o pantagruelismo dessa praga e o preço escorchante da dedetização -, os cupins liquidarão o planeta antes mesmo que o homem. Ou seja, o cupim é um tipo de capitalista selvagem, assim como vice-versa.

São silenciosos, são traiçoeiros - os cupins e os capitalistas - como nicotina no pulmão, álcool no fígado, conspiradores no Planalto. Agem pelas costas - quando se menos espera, o exército, o de cupins, nhóc!, já comeu sua casa.

E sua casa é seu lar, seu patrimônio, e não um desenho animado. Portanto, cuidado com o cupins, cuidado com o termita, cuidado com o uipoka, etc.

Cuidado especialmente com o akhala - esse, nem Deus ele respeita.


Publicado em 28/09/2026




Hino

por Vasqs

Por que raios um homem expressa sua felicidade assobiando um hino?

No banheiro do parque um homem assobiava enquanto urinava. Parecia feliz. Sábado iluminado de sol, depois de uma semana inteira carrancuda de chuva e umidade, todo mundo estava feliz.

Tentei identificar o que ele assobiava, não era nada comum: samba, sertanejo, tango... nada. Com dificuldade descobri que se tratava de um hino. Um hino pátrio de não sei que pátria. Pelo ritmo, não era sacro. Nem de time de futebol, que esses eu conheço todos.

Por que raios um homem expressa sua felicidade assobiando um hino?, me fiz essa pergunta que qualquer outro teria feito. E parecia, o homem, duplamente feliz: pelo clima, pelo sábado, e porque há, sim, um prazer momentâneo que a gente tem quando esvazia a bexiga. Sempre a gente faz um ah!, de alívio, de breve felicidade. Só nunca ouvi falar de alguém que, em vez de fazer ah! , assobie um hino pátrio.

Tenho implicância com hinos, são técnica pra incutir nas gentes um sentimento de patriotismo tão vazio quanto o lastro do banco Master. Tudo pra anestesiar o cérebro, neutralizar o pensamento, uniformizar o comportamento. E mandar as gentes pra guerra.

São bravateiros, os hinos; dizem: "vem-ni-mim", "somos foda", "aqui não", e mostram dentes e garras. Como a Marselhesa, que tem versos assim, orvalhados de lirismo: "o estandarte ensanguentado", “tremei, tiranos!”, “às armas, cidadãos".
Tô fora, Jean-Pierre-Louis-David, vai você.

Mas não, não era a Marselhesa que o homem assobiava.

A Marselhesa é linda, é o hino mais bonito do mundo. Tem um poder quase mágico de persuasão; ainda hoje quando ouço, tenho vontade de pegar uma baioneta e enfiar no primeiro que passar.

Se o Maduro cantasse a Marselhesa, teria, ao contrário , ele invadido os EUA e sequestrado o Trump.

Se o hino dos EUA fosse a Marselhesa, o Trump já teria atirado uma bomba atômica na Groenlândia.

A Marselhesa seria mais útil se exortasse os franceses a tomarem banho - "lavez-vous, citoyens! - Não no Sena! Não no Sena!".

Quando moleque, na escola, nos obrigavam a decorar, decorar e cantar, todos os hinos patrióticos.

Punham a gente perfilado, mão no peito, como soldadinhos, e era isso que eu detestava. Soldadinho é o cacete! Perfilado é o cacete! Pelotão, sentido! é o cacete!

Um minuto de hino e eu já começava a me coçar. Quando não tinha vontade de urinar...

Ah, então vai ver é isso! Vai ver os hinos são diuréticos! Como o personagem do Woody Allen, que cantava parabéns enquanto lavava as mãos pras impurezas irem embora, o homem do banheiro do parque assobiava um hino enquanto urinava - porque nem sempre os rins são suficientes...

Essas reflexões eu fiz quando saí.

O cara ficou no banheiro.
Assobiando sua felicidade.
Felicitando sua urina.
Urinando seu hino...

Sei lá.


Publicado em 20/03/2026




Flagrantes

por Vasqs

Acesso liberado

Moça no ônibus de papo com o cobrador:
-Isso é agua passada. Água passada não move montanha.

...

As coisas estão assim.
A promoção de óleo no supermercado limitava a compra a somente 5 frascos - 5 frascos por CPF, dizia.
Quer dizer, você não é mais uma pessoa, você é um CPF.

...

Aquele aviso do autofalante do Metrô que alertava: "Ao sair, cuidado com o vão entre o trem e a plataforma" foi atualizado: "Ao sair, cuidado para não derrubar seu celular no vão".
Traduzindo: não importa mais que você perca o pé, só não pode perder o celular.

...

Diálogo entre duas jovens estudantes: "Hoje ainda tenho academia". "A minha é amanhã".
Enquanto subiam uma escada rolante.

...

O aviso que importa: "Antes de entrar no elevador verifique se você está fora".

...

Reconhecimento facial.
"Acesso liberado. Mas vê se corta esse cabelo".


Publicado em 22/09/2025




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




Barbas brancas

por Nelson Moraes

Como a gente se parece, ninguém vai perceber

Deus, Marx, Darwin, Papai Noel, Bernard Shaw e o Hermeto Pascoal se encontram em um restaurante. E o pau já começa quebrando:

– Engodo alçado à condição de sublimidade pra consumo das massas!

– Ei – ri o Shaw – Isso foi Marx falando pra Deus ou Deus falando pro Marx?

– Fui eu – fala Papai Noel. – Tava apenas reclamando do molho pesto no meu fettuccine.

– Ah – diz o Marx. – Até acreditei que tivesse sido eu. O que mais ouço é coisa atribuída a mim que não saiu de minha boca.

– E como as pessoas vão saber o que você falou ou não? – provoca Deus. – Me aponte alguém que tenha lido Das Kapital inteiro que eu pago a conta sozinho.

– Ha – diz Papai Noel. – Você é onipotente, pagar a conta sozinho é pinto. Quero ver distribuir dois bilhões e seiscentos milhões de presentes numa só noite.

– Você é da Odebrecht? – pergunta o Hermeto.

– Vamos fazer o debate evoluir, vamos fazer o debate evoluir – fala o Darwin, mas ninguém ri. E ele prossegue: – O que estamos fazendo aqui?

– Sei lá – diz Deus. – Pelo que vejo, deve ser a convenção anual da barba branca.

– Por que anual? – pergunta o Shaw. – O restaurante é tão caro assim?

– Se for caro – vocifera o Marx – tenho certeza de que os cozinheiros não são remunerados na proporção direta dos ganhos do proprietário, e acabam sacrificados pela mais-valia absoluta.

– Pra fazer um molho pesto desses tinha é que ser chicoteado – resmunga o Papai Noel.

– Vamos escolher o cardápio então por seleção natural – diz o Darwin, sem ninguém rir.

– Escuta – pondera o Hermeto. – Se estamos aqui por causa das longas barbas brancas, podiam ter chamado no meu lugar o Sivuca, que todo mundo confunde comigo. É que hoje eu já tinha um compromisso pra gravar um álbum póstumo.

– Mas eu acho que o punchline é esse mesmo – diz Deus. – O segredo vai ser cada um de nós sair deste restaurante trocando de lugar um com o outro. Como a gente se parece, ninguém vai perceber.

– Faz sentido – fala o Shaw. – Deus assume o lugar do Darwin nas aulas de Ciências nas escolas públicas brasileiras, Papai Noel assume o lugar do Marx na agenda da militância que até hoje aguarda a distribuição igualitária de bens, o Hermeto assume o lugar de Deus naquelas missas chatíssimas de padres cantores, o Darwin assume o lugar do Papai Noel pra substituir a árvore de Natal pela genealógica e o Marx assume o lugar do Hermeto pra gravar o álbum "Manifesto Repentista". Que tal?

– OK, mas e você, Shaw? – pergunta Deus.

– Ora – diz o Shaw. – Eu troco de lugar com o autor do texto. O coitado tenta me copiar do modo mais patético possível, e o máximo que ele consegue é deixar a barba crescer. E nem cresce tanto assim.

– Mas tem uma coisa – volta a resmungar o Papai Noel. – O que eu faço com a porcaria desse molho pesto?

– Ué. Põe a barba no molho – fala o Darwin e, ao contrário do que você imaginava pro desfecho, continua sem ninguém rir. É que tá muito longe de ser um texto do Shaw.


Publicado em 11/12/2025




Do Ovo Como Arma Letal

por Nelson Moraes

Vamos aos casos mais notórios

É notório o risco que o ovo representa como arma, dada à alta letalidade (arma de fogo, se for frito; arma química, se estiver vencido; arma branca, se for de granja) advinda de seu uso em tentativas de homicídio contra políticos. Vamos aos casos mais notórios:

Em 1865 Abraham Lincoln assistia a uma peça, no Teatro Ford, em Washington, DC, quando John Wilkes Booth invadiu o camarote presidencial e atirou um ovo à mancha-roupa na nuca do presidente. Booth na ocasião gritou em latim algo como "Sempre ovos aos tiranos", fugiu e foi localizado dias depois, em um – óbvio – celeiro, na Virgínia, escondido no meio das galinhas, provavelmente em busca de munição para novos atentados.

Em 1914 a comitiva do arquiduque Franz Ferdinand, em visita a Sarajevo, foi alvejada a ovos por Gavrilo Princip, que sempre detestou as menções feitas pelo arquiduque à personalidade forte das mães sérvias – menções que, por conta da língua presa do estadista, soavam em servo-croata como "galinhas poedeiras". Os ovos atirados por Princip, como forma de sarcástico protesto, não combinaram com o impecável branco da farda de gala do arquiduque, o que deu início à Primeira Guerra Mundial.

Em 1963, John F. Kennedy, em visita a Dallas, no Texas, passeando em carro aberto, foi atingido na cabeça por vários ovos disparados por Lee Harvey Oswald, capturado pouco tempo depois graças às manchas de gema em seu avental - apesar dele jurar que evitava ovos por conta do colesterol. A perícia provou que os ovos vinham da granja de Jack Ruby, um dono de boate em Dallas, que criava galinhas com fins eleitorais. No caso, candidatá-las ao Congresso pelo Partido Republicano.

No Brasil o uso de ovos em atentados fatais contra políticos é marcado pela polarização. Há quem defenda a cartela com doze e há quem prefira a cartela com trinta.


Publicado em 28/09/2026



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.