CRÔNICAS


187 textos depois

por Carlos Castelo

Um ano de ChargeWeb

Este é o meu centésimo octogésimo sétimo texto no ChargeWeb. A coluna é de crônicas, mas, na maioria das vezes, postei pequenos comentários que batizei de micrônicas.

O nome ajudou. Quando o texto saía curto, era proposta estética.

Completo um ano por aqui. Nesse período, tratei de muitos temas. Entre eles, os debates políticos em que os candidatos economizam propostas para investir em insultos; da patrulha ideológica que fiscaliza o pensamento alheio; e daquela multidão humana que hoje dá entrevistas sem que ninguém tenha feito uma pergunta.

Também participei desse fenômeno. Afinal, o cronista é alguém que responde ao que não lhe perguntaram. A vantagem é que dispensa ring light e pode trabalhar de pantufas.

Escrever curto dá trabalho. É preciso podar palavras, poupar o leitor e resistir àquela frase maravilhosa que só o autor acha perfeita. Algumas escaparam. Peço aos sobreviventes que relevem.

Agradeço ao ChargeWeb pelo espaço e aos leitores pela companhia, pelas discordâncias e pela disposição de chegar à última linha. Num mundo em que todos querem falar, encontrar quem leia merece comemoração.

Foram 187 textos tentando dar algum sentido ao absurdo. O absurdo não melhorou, mas manteve a coluna abastecida.

Que venha o segundo ano. Assunto, infelizmente, já temos. E em excesso.


Publicado em 07/10/2026




Prêmio Cágado

por Carlos Castelo

Uma alternativa ao Jabuti

Nada contra Tony Bellotto. Um bom músico, pessoa simpática. Mas receber um Jabuti por seu romance policial é outra história. Aliás, a confusão já começa aí. Policial não seria livro de entretenimento?

Por causa dessas confusões, e porque elas não terminarão tão cedo (conheço o Brasil), proponho a criação de uma nova premiação para substituir o Jabuti: o prêmio Cágado.

O Cágado premiará escritores que não correm atrás do leitor, mas que esperam que ele venha procurá-los. Não existirá voto popular, nem júri especializado. O vencedor será escolhido por sorteio. Sem dúvida, um sistema mais justo que o da crítica nacional. A estatueta, obviamente, será um cágado de bronze, de olhar melancólico e pescoço retraído, símbolo da paciência que precisamos ter com as patotas da literatura brasileira.

As categorias incluirão "Melhor livro não concluído", "Melhor autobiografia de quem ainda não viveu" e "Melhor romance híbrido com rock'n'roll". Haverá também oportunidade para livros infanto-juvenis através do troféu Cagadinho.

A entrega será lenta, com discursos ainda mais pachorrentos. E, para evitar polêmicas, todo autor laureado com o Cágado deverá prometer, em contrato, não tocar guitarra na premiação.


Publicado em 04/11/2025




The horse goes out

por Carlos Castelo

Um e-mail

"Boa tarde, pessoal da produtora Go Out. Somos a empresa que alugou os equipamentos cinematográficos para o filme Dark Horse. Durante as filmagens ficamos responsáveis pelas câmeras, tripés, iluminação e outros equipamentos de captação. Havíamos combinado que o recebimento de nossos honorários aconteceria 30 dias após a data do encerramento das filmagens. Sucede que, já se passaram 90 dias e não recebemos nem o cachê, nem os equipamentos. Nosso representante foi até o endereço mencionado no contrato e no local há uma igreja pentecostal.
O pastor, muito gentil, informou que nunca ouviu falar em produtora alguma, embora tenha admitido que, desde janeiro, os cultos estejam com uma incrível iluminação. Disse também que os fiéis andavam emocionados com os closes dramáticos durante os testemunhos. Um irmão teria recebido o Espírito Santo em travelling lateral.
Nos fundos do templo, o representante reconheceu um de nossos refletores servindo de apoio para um vaso de samambaia. Já a câmera principal estaria “em missão”. Não ficou claro se em missão religiosa ou rodando o Dark Horse 2.
Tentamos contato com o diretor. Descobrimos que ele agora atende pelo nome de Profeta Spielberg. O produtor executivo sumiu. Há rumores de que fugiu para o Texas levando duas lentes Leica e um drone.
Por favor, façam contato, vamos negociar. A essa altura, estamos aceitando até pagamento em dízimo."


Publicado em 21/05/2026




Festival da nuca

por Carlos Castelo

As desventuras da Bienal do Livro

Eu iria à Bienal do Livro de São Paulo com o maior entusiasmo do mundo. Mas concluí que, numa multidão, sempre existe alguém ocupando o lugar onde eu pretendia respirar.

Concordo que livros abrem horizontes. O problema é que, na Bienal, o único horizonte visível é a nuca do sujeito à sua frente.

Para piorar o ânimo, ainda há aquele pseudointelectual de ocasião. O que segura um romance de 800 páginas como quem exibe um troféu olímpico. Nunca o lerá; a orelha já lhe será suficiente. A pose, contudo, também ocupa espaço.

Os estandes, por seu lado, prometem descontos irresistíveis. São sedutores da mesma forma que um precipício convida ao mergulho. E nós sabemos: quando um livro custa metade do preço, a outra metade já era cara demais. É pura matemática: quanto maior a fila para pagar, menor a chance de alguém sair mais inteligente dela.

Fora isso temos os autores sorridentes. Sempre distribuindo autógrafos como se assinassem o aceite de uma herança milionária. Invejo essa esperança coletiva. Apesar de que, qualquer pessoa disposta a enfrentar mais de uma hora numa fila, não merece dedicatória, merece atendimento psiquiátrico.

Assim, mesmo com o grande apelo da Bienal, ainda prefiro minha estante. Ela nunca me empurra, nunca pisa no meu pé. Leitura não precisa vir acompanhada de sofrimento logístico.


Publicado em 08/09/2026




O cupins

por Vasqs

Não existe cupim sozinho

Não existe cupim no singular, ou não deveria existir. Como o lápis, o vírus, o correto seria o cupins. Quem discorda deve provar que já viu algum dia um cupim sozinho. Não existe cupim sozinho, ao contrário, eles vivem às dezenas, centenas, milhares. Formam um exército - ou por outra, o cupim é esse exército - monolítico, uno, poderosíssimo e destrutivo como o de Átila, o rei dos também hunos, que por onde passava não deixava cupim, ou melhor, não deixava capim. Cupim não sei se ele deixava.

Num episódio, a Pantera Cor-de-Rosa luta com um cupim. Um só. Primeiro ele rói os pés de uma cadeira,de uma mesa, um abajur, o teto, o piso. Por fim, ele destrói a casa toda. Um só! Isso no desenho, na realidade, pra roer uma casa inteira eles precisam desse exército, tipo um por todos, todos somos um. E conseguem, mesmo não sendo desenho, mas sendo esse inseto desgraçado, morfético e virulento.

Em francês chama-se termite; em inglês, termita. Alnaml, em árabe, uipoka, em bengalês, bályi, em chinês; shiroar, em japonês. Quer dizer, tem, como se era de desesperar, cupim no mundo inteiro. E encontramos, pois pesquisamos, akhala, em aramaico! O que nos permite supor que tem cupim até no Paraíso Celeste, onde mora Deus, uma vez que aramaico é a sua, de Deus, língua.

Tem mais cupim no mundo que gente na China e na Índia juntos - e que estrelas no céu, e que gelo no polo norte, e que puxa-saco em Brasília. Puxa-sacos, não cupins - tantos são os caras-de-pau na cidade que é improvável que cupim lá se crie. Ah, cupincha sim, esse é um outro gentílico.

E não engordam - os cupins, não os cupinchas. Ao mesmo tempo que roem, desroem. O que você pensa que é pó de madeira, não é, é cocô, cocô de cupim. Um cientista esperto estudaria essa peculiaridade pra tirar dela a fórmula definitiva pra emagrecer pessoas, sem precisar de ozempic.

Decididamente os cupins, como as baratas, herdarão a Terra. Os métodos de dedetização são falíveis e caros: cobram-se $2 mil paus pra descupinizar um cômodo de 3 m2 ! Então a gente aprende que são vários os tipos de cupim: o de madeira, o de solo e o de bolso.

Uma coisa aliada à outra - a voracidade, o pantagruelismo dessa praga e o preço escorchante da dedetização -, os cupins liquidarão o planeta antes mesmo que o homem. Ou seja, o cupim é um tipo de capitalista selvagem, assim como vice-versa.

São silenciosos, são traiçoeiros - os cupins e os capitalistas - como nicotina no pulmão, álcool no fígado, conspiradores no Planalto. Agem pelas costas - quando se menos espera, o exército, o de cupins, nhóc!, já comeu sua casa.

E sua casa é seu lar, seu patrimônio, e não um desenho animado. Portanto, cuidado com o cupins, cuidado com o termita, cuidado com o uipoka, etc.

Cuidado especialmente com o akhala - esse, nem Deus ele respeita.


Publicado em 28/09/2026




Desabafo ou A ética sacripanta dos marqueteiros

por Vasqs

Arcabouço mercadológico projetado

Passei por um funcionário de um supermercado, devidamente uniformizado, encostado num poste - ele, não eu; eu, se passava, não poderia estar encostado num poste - amassando, ele, um copinho de água e me disse boa tarde. Mais à frente, uns 10 metros, outro, esse fumando, também me desejou boa tarde.

Minha vontade foi de mandá-los se ferrar - reajam, seus bundões submissos! - mas sou daqueles sensíveis às humanidades, ademais era um domingo e puta que pariu como é foda que um sujeito tenha que trabalhar num domingo e ainda ter que dizer boa tarde a quem passa! - apenas respondi educadamente boa tarde.

Então me lembrei dos marqueteiros, essa gente de palha, que, ao contrário, pouco se dá às humanidades, tampouco se lixa que trabalhem os empregados, não seus filhos, não suas esposas, não seus netos, aos domingos, feriados, nas madrugadas, estejam eles sãos, de perna quebrada ou com febre de 40°.

Nos supermecados e lojas é até comum ver os empregados, obrigados pela fecunda criatividade dos marqueteiros, a usar touquinhas de Papai Noel, quando da época do Natal. Já vi, juro, até vestidos com orelhinhas de coelho, nas proximidades da Páscoa.

Tem quem vista seu cachorrinho com roupinhas graciosas, lençinhos do time de futebol, sapatinhos,... Mas cachorrinhos são bichos, pode-se fazer com eles o que quiserem, até comer - os bichos, não os cachorrinhos. Os bezerrinhos, carneirinhos, cabritinhos, porquinhos, afinal , já nascem e são criados pra isso, pra materializar receitas saborosas que existem antes mesmo de eles nascerem.

Empregados são empregados, mas não são bichos, não são cachorrinhos, embora os marqueteiros nunca considerem essa hipótese.

Torcedores, encapsulados na sua paixão e na sua inocência, pagam uma fortuna pra ser outdoor ambulante, tipo homem-placa, comprando e vestindo e saindo por aí com a camisa do clube, que traz estampada a marca de um produto em letras garrafais. O próprio clube é hoje um grande produto, e o jogador creditado nas costas, também.

E vestem, os torcedores e também os "pagãos ", os que não torcem pra nada, roupas, calçados e bonés do clube, e de um banco, e de uma marca de desodorante, e não cobram um centavo pelo tempo de uso, ao contrário, pagam, e caro: uma camisa do clube predileto não sai por menos que $300.

Não xingaria ninguém, os funcionários do supermercado cumpriam ordens, que sorrissem e cumprimentassem como papagaios, qualquer um que passasse, mesmo que não fossem fregueses, um dia poderiam ser, em potencial já eram. O comportamento era mais uma obra brotada do cérebro iridescente e da ética sacripanta dos marqueteiros, e, por assim dizer, parte do arcabouço mercadológico projetado por eles.

Um dia vão trabalhar, os funcionários, como cosplay de garrafa de refrigerante, de lata de sardinha, de pote de iogurte, de tubo de detergente contaminado.Todos sorrindo e dizendo boa tarde.

Não xingaria ninguém, a não ser essa gente pulha, chamada marqueteiros, que vive de burlar as leis abolicionistas e de humilhar em nome do pai, do filho e do lucro santo.

Pergunto o que o marqueteiro acharia de ver a mãe, a dele, como boneco biruta, braços erguidos, rebolando a bunda na frente da borracharia.

Nada, ele responderia. Eu vendi ela faz tempo.


Publicado em 17/08/2026




As coisas que eu vou contar

por Vasqs

Alcançou o violino e compôs uma canção

Após 12 horas de um sono tranquilo, flanante e vaporoso numa rede de rendas, a baiana Norma Letícia acordou transformada em ninguém menos que Geraldo Vandré.

Levantou-se, espreguiçou-se cinco vezes, bocejou-se outras tantas, alcançou o violino, na verdade rabeca, e compôs uma canção a que deu o nome de Pra não dizer que não falei dos mandacarus.

O pai a tinha proibido que tocasse violino. Isso era coisa de hómi macho não de muié fêmea, dizia com a convicção moral de um representante onipotente de um deus idem na Terra.

Agora que era o Vandré, agora podia tocar violino. Inscreveu a canção num festival e foi o primeiro transformista a vencer esse concurso, e em 1º lugar!, desde os anos 60 do século passado. E sem nenhuma vaia da plateia, e sem nenhuma censura de milico obtuso, e sem nenhuma reprovação da crítica jornalística, que era empertigada naquela época como é e será empertigada ad aeternun.

Quando soube da notícia, o pai, furioso, saiu ao encalço dela, agora ele - nunca aceitou que mulher tocasse violino, não seria agora, inda mais sendo essa a própria filha.

Quando a, o, encontrou, foi logo avisando com voz tonitruante de cabra macho* que sempre foi: prepare seu coração!

*(o que é bastante curioso: ou se é macho ou se é cabra).

Sacou um berro e meteu dois balaços no peito dela, agora ele, agora ninguém.

O sangue que jorrou inundou o quarto como o mar da Praia da Tiririca, onde as ondas chegam a 2 m. A Letícia, quase afogando, caiu da rede e acordou de novo, branca como as neves do Monte Kilimanjaro, que fica no lado gelado, que existe sim senhor, lá da África.

Entre assustada, aliviada e feliz com a revelação de um desejo latente, enterrado no subsolo da memória vai saber desde quando, ela pensou que se fosse homem bom seria mesmo que fosse um cara como o Vandré, esse sim, hómi porreta de caráter de aroeira.

Pegou o violino, na verdade rabeca, e compôs De como um homem perdeu seu cavalo, comprou uma moto cinquentinha seminova e saiu por aí - caminhando e cantando...

E saiu ela própria, rabeca no bagageiro, errando sem destino, caminhando e cantando.

E eram essas, enfim, as coisas que eu tinha pra contar e que podem não ter agradado, tanto faz.

Em tempo, o caríssimo e raríssimo leitor já percebeu que essa história absurda é uma imitação chinfrim e, hã... barata, do célebre escritor paraibano Juarez Kafka - também absurdo, também chinfrim e também imitador - autor do estupendo conto O artista, o camponês, o peão de fábrica, o peão de construção, o favelado, o morador de rua, etc, da fome.


Publicado em 31/07/2026




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




O dia da corte do bobo

por Nelson Moraes

Mas naquele ano foi diferente

Sim, era uma tradição naquele reino. Uma vez por ano a corte era toda do bobo: o rei abdicava simbolicamente e entregava a coroa ao bobo, que se sentava ao trono e era convertido no supremo mandatário do reino por 24 horas. Suas ordens tinham que ser executadas – exceto execuções, menos pra evitar o trocadilho do que pra neutralizar a possibilidade de uma mortandade sem precedentes em um reino já pequeno: havia que se pensar nos impostos.

Tirando isso, valia tudo.

Claro que os "decretos" baixados pelo bobo, no decorrer de sua efêmera gestão, não passavam de pura bufonaria, ou mesmo algum trote com a família real e seus assessores: ele podia ser bobo mas não era bobo. Ficou célebre, por exemplo, a ocasião em que ele anunciou que, a título de homenagem, passaria o dia de seu governo fantasiado de quem mandava de verdade no reino – e apareceu vestido de rainha. Ou quando encenou um golpe de estado, assumindo o trono com a armadura do general do Exército junto com seu cavalo de pau e discursando: "Apesar de ter de dividir o trono com esse animal, ao menos me vanglorio: sou um cavalo ventríloquo!"

Mas naquele ano foi diferente.

Ao raiar do dia, quando lhe foi oferecida a coroa, o bobo, pra surpresa geral, recusou.

– Como assim? – perguntaram.

– Não, ué. Não quero a coroa.

– Então... Não vai ter Dia da Corte do Bobo?

– Claro que vai. Só não quero que mude nada. O rei continua reinando, eu continuo bobo. Só isso.

Ninguém entendeu. Mas como – pelo menos naquele dia – seu desejo era uma ordem, assim foi. Num clima meio embaraçoso, o rei sentou-se ao trono. Baixou seus decretos de forma não muito espontânea, que foram obedecidos de maneira um tanto constrangida. O monarca nunca tinha se sentido tão vulnerável, entregue, postiço. Assim passou-se aquele dia, que pareceu ter 72 horas.

Quando soaram as badaladas matinais do dia seguinte, a primeira medida do rei foi certificar-se de que o Dia da Corte do Bobo havia realmente terminado.

E mandou executar o bobo.


Publicado em 25/02/2026




Lázaro!

por Nelson Moraes

A rocha que vedava o túmulo foi retirada...

A pedido do Mestre, a rocha que vedava o túmulo foi retirada. E o Mestre:
- Vem pra fora, Lázaro!
A multidão aguardando, tensa. E nada.
- Lázaro - insistiu o Mestre. - Vem pra fora!
Lá de dentro pareceu brotar um grunhido. E o Mestre:
- Oi?
Agora veio a fala abafada:
- Aqui não tem nenhum Lázaro.
- Como assim? - falou o Mestre, já perto da porta.
- Não tem, ué.
- Lázaro... Eu tô te vendo!
- Pois é. Tá tendo uma visão.
- Lázaro! - e o mestre estendeu a mão, puxando o sujeito lá de dentro.
- Caramba, Mestre - disse o sujeito, tapando com a mão o sol que incidia sobre seu rosto, e falando com voz bem baixa, de modo que só o Mestre ouvisse. - Assim o senhor me prejudica!
- Como assim, Lázaro? Você estava morto! E agora...
- Não, não, Mestre - cochichou o sujeito.
- Como não?
- Ahn. Era isso. Eu estava, er, me fazendo de morto, Mestre.
O mestre cruzou os braços, inquisidor:
- Lázaro.
- Calma, Mestre. Seguinte. O senhor já ficou com três anos de impostos pra Roma atrasados? O senhor já ficou devendo o dobro do seu patrimônio em tributo pro Templo? O senhor já penou com essa inflação que dispara a cada trimestre e tá arrasando a Judeia? O senhor já tentou sobreviver com...
- Lázaro! Você então...
- Pois é! - e aqui o sujeito moderou o tom, voltando ao cochicho. - Me fiz de morto, pra não me complicar ainda mais. Já basta morrer em tanta dívida. E agora o senhor vem me expor?
- Não é possível - o Mestre murmurou, incrédulo. - Suas irmãs disseram que você já cheirava mal, depois desses quatro dias, e então...
- Aí que tá, Mestre. O senhor não deve ter entendido direito. Elas provavelmente disseram que não tava cheirando bem isso de eu ter morrido logo agora, até porque, ahn, é, tô devendo pra elas, também, e o...
O Mestre suspirou fundo, e foi pontuando sílaba por sílaba, compassadamente:
- Lázaro. Vem comigo agora, pra fora. Você vai explicar pra essa multidão aí que estava mentindo. E vai assumir o que fez.
- Mas, Mestre - tentou o sujeito, que já estava sendo puxado pelo braço. - O senhor quer que eu assuma minhas dívidas? O que eu ganho com isso?
E o Mestre, resoluto:
- Até noventa por cento de desconto, pagando à vista. Agora vambora e não discute.

(Algumas versões desse antigo pergaminho trazem um acréscimo ao final, no qual um centurião romano, que a tudo acompanhava à distância - e já quase convertido ao Mestre, graças aos frequentes discursos e recorrentes milagres deste - resolveu, maravilhado com a cena, vir saudar Lázaro. Que, ao vê-lo aproximar-se, pulou para trás do Mestre, gritando: "Calma aí, calma aí! Vou me inscrever hoje mesmo no 'Desenrola Roma' e parcelar tudo em sessenta e quatro vezes! Hoje mesmo!")


Publicado em 02/11/2025



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso